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Com o foco na melhoria da qualidade da educação pública no Brasil, um grupo de empresas uniu suas forças e criou o Instituto Razão Social (IRS). Na última terça-feira (16/07), representantes da Gradiente, Gerdau, Instituto Camargo Corrêa, Promom e McKinsey se reuniram para oficializar a união. Para atingir esse objetivo, o IRS irá selecionar projetos já existentes e apoiar as ações, oferecendo suportes financeiro, tecnológico e de gestão - uma espécie de incubadora de projetos sociais. "Muitos projetos brilhantes não decolam justamente pela falta desses recursos", disse Carlos Siffert, diretor da Promon e porta voz do IRS. "O Brasil é o país que mais necessita desse suporte. Apesar de 97% das crianças estarem matriculadas, a qualidade do ensino é uma das piores do mundo", disse Siffert. Segundo ele, as empresas tem boas condições de interferir nas comunidades, e a educação é a melhor forma de fazer essa interferência. O instituto investirá em ações que priorizem a formação dos educadores, especialmente os de ensino básico. "Os professores passam o conhecimento para centenas de alunos em sua carreira, e, indiretamente, para mais pessoas. Por isso é importante que eles sejam trabalhados", disse Siffert. Segundo Flávia Almeida, representante da McKinsey, a pretensão do Instituto não é atingir a toda a massa de educadores do pais, mas ser um exemplo para o governo. "Não é nossa função ocupar o lugar do governo, que é obrigado a preparar seus professores. Mas queremos nos tornar uma referência". Mauricio Arditti, diretor executivo da Gradiente, conta que a empresa decidiu fazer parte da união porque acredita no Brasil. " Por isso queremos fazer algo para contribuir com seu desenvolvimento", afirmou Arditti. (Cássia Gisele Ribeiro)
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