|
|||||||||||||||||||||
|
"Ser conselheiro é padecer no inferno", afirma Djalma Lopes Góes, conselheiro tutelar de Itaquera, Zona Leste de São Paulo. Em seu segundo mandato, ele aguarda os resultados do processo eleitoral, impugnado na semana retrasada, para se afastar do cargo. Mas dá dicas dos problemas que os novos conselheiros enfrentarão para zelar pelo cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Góes acredita
que é preciso jogo de cintura e diplomacia para lidar com adversidades.
De maneira geral, o conselheiro tutelar trabalha com uma população
desinformada sobre seus direitos, e com funcionários públicos
e donos de creches e escolas que não sabem o que é o ECA. Fernanda Borelli Palamonte, do Conselho Tutelar de Pinheiros, explica que o desconhecimento das próprias instâncias públicas sobre o papel dos conselheiros faz com que, às vezes, se digam bobagens sobre eles. "Há um discurso negativo de alguns professores. Eles dizem ao aluno que qualquer ato de indisciplina será encaminhado para o conselheiro. Os estudantes passam a pensar no Conselho apenas como um órgão punitivo", alerta. O Conselho de Pinheiros
está visitando escolas para explicar seu papel, o que tem diminuído
a má impressão, segundo Fernanda. "Mas é preciso
mais equipamento para estender nossas ações", reclama,
referindo-se à falta de computadores e até de papel sulfite. (Raquel Souza)
O leque de opções da Fundação é de fazer inveja a muitos cursos universitários de comunicação social. A Casa Grande FM, por exemplo, chega a cinco municípios vizinhos, atingindo um raio de 25 quilômetros. São 14 horas de programação feita exclusivamente pela criançada. Os garotos aprendem produção, operação e locução de rádio. No laboratório da TV Casa Grande, são feitos programas voltados para os visitantes. As crianças participam como produtores, roteiristas, câmeras, repórteres e auxiliares. Elas já lançaram também um jornal e uma revista em quadrinhos, entre outros trabalhos. (As informações são da Revista IstoÉ)
A major Mírian Assumpção achou, no cotidiano das favelas e periferias de Belo Horizonte, soluções mais eficientes do que o revólver para combater a violência: livros, teatro e muito diálogo. Ouvindo queixas e reclamações dos moradores da favela Pai Tomás, ela coordena crianças e adolescentes em montagens de peça, festivais de hip-hop e atividades lúdicas que retratam a realidade de quem vive na periferia. Mírian conta que abandonou seu curso de bioquímica para dedicar-se à profissão e auxiliar jovens a sair da criminalidade. Há 20 anos na Polícia Militar, a história da policial renderá agora um livro intitulado "A major da PM que tirou a farda". (As informações são do Jornal do Brasil)
O Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC), em conjunto com a Associação de Juízes para a Democracia, encaminhou ao governo do Estado de São Paulo uma lista de reivindicações apresentadas por mulheres presas. Esse foi o resultado prático do primeiro encontro denominado "A mulher no sistema Carcerário", promovido no mês de setembro. Durante um fim de semana, as presas discutiram seus problemas e apontaram possíveis soluções para eles. O primeiro item cobra o direito à visita íntima que, apesar de regulamentada desde 1999, está longe de virar realidade. Os demais estão relacionados a questões de saúde, relações familiares e trabalho. O secretário de Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, recebeu a lista e comprometeu-se a dar um parecer às reivindicações das detentas das penitenciárias femininas da capital (Tatuapé, Butantã e Tremembé). O ITTC promete cobrar efetivamente. (As informações são do jornal Valor)
|
|
|||||||||||||||||||