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Candidatos a vaga de Conselheiro Tutelar de São Paulo parecem estar mais informados sobre a remuneração que irão receber do que com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Motivados pela remuneração de R$1.298, um grupo de desinformados confundiu as eleições com concurso público. Sem ao menos saber o que significa a sigla ECA, eles se inscreveram para concorrer nas eleições. Olga Luiza de Quiroga, participante voluntária do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), acredita que esse perfil de inscritos não chega a ser maioria, mas ficou surpresa com o desconhecimento e má-fé de algumas pessoas. "Teve gente que me perguntou quem era o senhor ECA. Outras, depois que tiveram suas candidaturas indeferidas, tornaram-se agressivas e nos disseram desaforos mostrando inaptidão para lidar com o cargo", relata. O CMDCA registrou 1.749 inscrições. Mais de 500 pessoas foram rejeitadas pois não satisfaziam o perfil previsto pelo Estatuto. No seu artigo 133, a lei aponta que, para fazer parte do Conselho, é preciso ter a idoneidade moral reconhecida, idade superior a 21 anos e residir no município. Em São Paulo, também é necessário ser alfabetizado e ter envolvimento em trabalhos da promoção de direitos à criança e ao adolescente. Na última sexta-feira (19/10), pessoas que foram excluídas do processo eleitoral ainda puderam reivindicar a participação nas eleições de 2001. "Não é qualquer um que pode ser Conselheiro Tutelar. Precisa ter amor com crianças e adolescentes", acredita Olga. Ela explica que, sem essas características, a profissão se torna mais um cargo burocrático. Na última eleição, em 1998, o número de inscritos não ultrapassou a marca dos 750. Na época, a remuneração era de R$400 - para cumprir uma carga horária de oito horas diárias e escalas de plantão em finais de semana e feriados. "A nossa preocupação é a de que muita gente desempregada se esqueça que ser Conselheiro Tutelar é um compromisso de atendimento e defesa dos direitos humanos", finaliza Olga. (Raquel Souza e Rodrigo Zavala)
Duas professoras da Escola de Ensino Fundamental Eunice Weaver, em Fortaleza (CE), ganharam o Prêmio Incentivo ao Ensino Fundamental 2001 por elaborar o projeto "Aprendendo com Cartões Telefônicos". Maria Lina e Gerlândia Nogueira ficaram em terceiro lugar entre as 20 experiências educacionais do País que foram premiadas pela Fundação Bunge e Ministério da Educação. Elas procuraram estimular o aprendizado das crianças através das informações contidas nos cartões telefônicos. Foram quatro etapas de trabalhos, iniciadas em junho deste ano. A primeira providência foi realizar uma gincana em que 35 crianças e adolescentes arrecadaram 300 cartões. Depois, os alunos fizeram a classificação dos exemplares e, em seguida, foi promovido o Arraial dos Cartões, quando foram utilizadas músicas juninas e expressões em mímicas para identificar as mensagens dos cartões. Finalmente, os estudantes realizaram pesquisas e avaliação do projeto. Segundo Maria Lina, o projeto contribuiu para melhorar a leitura, a linguagem, a interpretação e a expressão escrita da turma. Além de ensinar sobre matemática, geografia, história, ciências e até artes plásticas. (As informações são do jornal O Povo - CE)
Misturando atividades lúdicas e dedicação aos alunos, inclusive fora do horário escolar, a Escola Municipal Sebastiana Lourenço Camilo, em Aparecida (GO), reduziu em 80% o índice de evasão escolar. A diretora da unidade, Ângela Maria de Aguiar, que acumula experiência de dez anos na função, diz que a média histórica de evasão de alunos no período noturno é de 50%, ou seja, metade dos estudantes abandonavam as salas de aula. Tudo começou com a apresentação de um grupo de dança na escola, que despertou o interesse dos alunos em participar de uma iniciativa semelhante. A professora de artes e história, Carmem Lúcia Ramos topou a iniciativa e passou a trabalhar com seus alunos técnicas de expressão corporal. A resposta foi imediata. Os alunos, segundo a professora, ficaram mais interessados na escola e são mais participativos em discussões sobre drogas, gangues e vandalismo. (As informações são do jornal O Popular - GO)
O governador Anthony Garotinho (PSB) inaugurou esta semana a Ouvidoria-Geral do Estado, que funcionará no Palácio Guanabara. A central Fala Cidadão, como foi batizada, funcionará de 8 às 20 horas, de segunda a sexta-feira, inicialmente com 36 atendentes. O sistema, que custou R$ 4 milhões ao Estado, funcionará integrado ao portal do governo na Internet. Os moradores poderão fazer solicitações, pedidos e reclamações pelo telefone (0xx21) 2554-2000, e-mail ou carta. No primeiro dia de funcionamento da central foram recebidas 1.719 ligações. (As informações são do jornal Estado de S. Paulo)
Começou no último dia 23, a exposição "Imigrantes: Crônicas da Vida", que marca o lançamento do livro que possui o mesmo título. O objetivo da iniciativa é contar os detalhes da vida de dez personagens reais que relatam o processo migratório, as dificuldade e conquistas dos que vieram para o Brasil em busca de melhores condições de vida. Todos os idosos que dispuseram-se a relatar suas histórias moram na Zona Oeste, onde a comunidade em parceria com o Museu da Pessoa realizou pesquisas e coletou depoimentos de 36 pessoas de diversas nacionalidades: espanhóis, húngaros, portugueses, italianos, alemães, gregos, entre outros. No cenário da exposição, várias malas compõem o cenário, que conta com fotografias antigas e atuais, além de gravações de trechos dos depoimentos. (As informações são do Estado de S. Paulo)
A Organização Mundial da Saúde (OMS), o Banco Mundial e o Instituto para uma Sociedade Aberta - fundação do empresário George Soros - lançaram esta semana uma campanha para reverter a expansão da tuberculose no planeta. Atualmente, cinco mil pessoas morrem a cada dia da doença no mundo. Segundo a diretora geral da OMS, Gro Harlem Brundtland, esse número é inaceitável, visto que existe cura para a doença. Soros disse que o
custo estimado da campanha Associação para Oitenta por cento dos casos de tuberculose no mundo estão concentrados em 22 países: Afeganistão, Bangladesh, Brasil, Camboja, China, Congo, Etiópia, Índia, Indonésia, Quênia, Mianmar, Nig0éria, Paquistão, Peru, Filipinas, Rússia, África do Sul, Tailândia, Tanzânia, Uganda, Vietnã e Zimbábue. Nos países da África, ao sul do Saara, os casos de tuberculose aumentam 10% por ano. As pessoas portadoras do vírus da Aids são mais propensas a contrair também a tuberculose. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo) |
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