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Segundo uma pesquisa realizada pelo IPEA, IBGE e a Associação Paulista de Supermercados, 23% da produção agrícola de São Paulo é desperdiçada e 20% dos alimentos que entram nas residências são jogados fora todos os dias. Ao mesmo tempo, 32 milhões de pessoas passam fome no país, e 30% das crianças no país são desnutridas. Para tentar reverter ou diminuir essa contradição, entidades como a Associação Prato Cheio (APC) e o Banco de Alimentos trabalham para retirar o alimento dos locais onde sobra e levá-lo com qualidade para onde falta comida. Além disso, ambas entidades trabalham com a conscientização da população, realizando cursos e palestras que visam melhorar os hábitos nutricionais e evitar o desperdício dos alimentos dentro das casas. A APC foi fundada em abril de 2001 por um grupo de jovens universitários. No início, os jovens compareciam todas as semanas no Mercado Municipal de São Paulo para arrecadar os alimentos que sobravam das feiras e distribuiam para entidades assistenciais. No ano passado, foram arrecadados mais de 30 mil kg de alimentos, e mais de mil pessoas foram beneficiadas por semana pelo projeto. A entidade está no seu segundo ano de vida. O Banco de Alimentos é uma organização não-governamental que atua desde 1999, também com o objetivo de combater a incoerência entre a fome no país e o desperdício de alimentos. O grupo também recebe doações de alimentos e distribui para entidades assistenciais. "A sociedade deve reagir em relação a ela mesma, cada um deveria parar e pensar se está fazendo o melhor que pode, tanto para si como para os outros", disse Luciana Chinaglia Quintão, presidente da ONG. Além disso, o projeto realiza um trabalho educativo, organizando palestras e eventos sobre nutrição. Esses treinamentos acontecem pelo menos uma vez por mês, e são ministrados por voluntários profissionais da área. O público-alvo são os funcionários das instituições cadastradas que recebem manual da aula, e também certificado de participação, para que possam multiplicar o trabalho. (Cássia
Gisele Ribeiro - 24/10/02) |
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