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Além de festas, música e desfiles de escolas de samba, o carnaval também é sinônimo de solidariedade e trabalho. Seja em escolas de samba, que durante todo o ano mostram sua força em projetos sociais aplicados nas comunidades, seja em programas que mostram as raízes do carnaval, muitas vezes esquecida. A escola Beija-Flor de Nilópolis, do Rio de Janeiro, foi um das pioneiras na realização de projetos voltados para crianças da sua comunidade. Há 28 anos, a família Abraão - que teve vários membros como presidentes da escola - montou uma creche para cuidar dos filhos de mulheres pobres que precisavam trabalhar. Além dos cuidados, as crianças recebiam alimentação, uniforme e tratamentos médico e dentário. Hoje, além da creche, a Beija Flor possui outros programas que atendem a comunidade. Entre eles está a Vila Olímpica: uma escolinha de formação de diversas modalidades esportivas que atende crianças de até 13 anos. O Escola de Samba
Acadêmicos do Salgueiro também possui uma Vila Olímpica.
A escola trabalha com crianças que tenham mais de oito anos de
idade, adolescentes e adultos. Ela oferece aulas gratuitas de ginástica,
karatê, basquete, futebol, jiu-jitsu, capoeira, musculação,
hóquei sobre patins e dança. Além de atendimento
médico e um mini restaurante. As atividades são gratuitas. A Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira e a cantora Alcione fundaram o Grêmio Recreativo e Cultural da Mangueira, que realiza o projeto Mangueira do Amanhã. É uma escola de samba mirim, formada por crianças e adolescentes com idades entre cinco e 15 anos. Qualquer criança, desde que esteja matriculada em alguma instituição de ensino, pode fazer parte do projeto, que hoje atende 1,5 mil pessoas. Serviço: Vila Olímpica
do Salgueiro: inscrições na Rua Silvia Teles, 104, Andaraí,
RJ. (Cássia Gisele Ribeiro - 28/02/03) |
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