|
|||||||||||||||||||||
|
Utilizar o computador como uma ferramenta para o jovem se expressar, desenvolver sua criatividade e retratar o meio em que vive. Esse é o principal objetivo das oficinas do Centro Cultural Cinema de Animação, realizadas por Ana Roxo e Gilberto Caserta. A idéia surgiu há quatro anos, quando a dupla idealizou oficinas de animação em stop motion, ou seja, animação em massinha, e colocou em prática o projeto Tardes Animadas, no Sesc Itaquera. Os arte-educadores montavam uma tenda com computadores conectados à Internet e realizavam as oficinas com jovens que passeavam no local. Outras oportunidades surgiram, e foram realizadas diversas oficinas, inclusive para adolescentes da Cidade Escola Aprendiz e meninos em liberdade assistida, recém-saídos da Febem (Fundação do Bem Estar do Menor). "Um desses garotos fez um clipe de rap, em que retratava a periferia, ou seja, o meio onde viveu", conta Caserta. Segundo ele, esse foi o garoto que apresentou o resultado mais surpreendente. O adolescente vivia em Americanópolis, ia de onibus até a Vila Madalena, e nunca faltou a sequer uma atividade. Em fevereiro de 2002 Gilberto e Ana fundaram, ao lado de outros produtores, animadores e estudantes da área o Centro Cultural de Cinema e Animação. Uma das grandes vantagens desse programa em relação aos outros que lidam com comunicação, é que os resultados aparecem rapidamente, ou seja, um filme fica pronto em algumas horas de trabalho. Segundo Gilberto Caserta, depois de prontas as animações são propriedade de quem as construiu. O jovem pode levar a animação com ele e participar de concursos, inserir no currículo, fazer aquilo que quiser sem a interferência da produtora. "Apenas ensinamos a técnica, a criatividade e o resultado final fica por conta do participante", afirma Caserta. Para ele, o diferencial
desse projeto em relação a outros programas de inclusão
digital é que ele usa o computador como uma ferramenta e não
como um fim. "Grande parte dos programas ensinam o aluno a manusear
o computador, mas depois o garoto não sabe o que fazer com ele,
além de digitar um currículo ou bater papo na Internet",
diz. |
|
|||||||||||||||||||