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As eleições
que escolherão os 170 integrantes de 34 Conselhos Tutelares de
São Paulo serão realizadas somente em 2002. O pleito original,
ocorrido dia 11 de novembro, foi anulado devido a irregularidades e fraudes
na votação. Entretanto, no último dia 26, o Ministério Público, a Prefeitura e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) entraram com um mandado junto ao Poder Judiciário, solicitando que o novo pleito ocorresse num prazo máximo de 90 dias. "Provavelmente, a data será alterada", acredita Mariangélica Arone, conselheira do CMDCA. O documento também solicitou a prorrogação dos mandatos dos atuais conselheiros, que de acordo com a legislação encerrava-se em 26/11. O pedido foi acatado pelas autoridades e os Conselhos já voltaram a funcionar nesta quarta-feira (28/11). Na terça, enquanto aguardavam uma resolução do CMDCA, os 100 conselhos tutelares da cidade não puderam prestar serviços à população. No Ipiranga e em Itaquera, os Conselhos fizeram apenas um plantão de informação, mas não encaminharam nenhum processo. Mariangélica
explica que a situação era nova e não estava prevista
em lei. "Como não há, no Estatuto da Criança
e do Adolescente, nenhum artigo sobre a possível prorrogação
dos mandatos de conselheiros, somente o Poder Judiciário poderia
regularizar a situação", afirmou. (Raquel Souza)
O muro sujo e os portões enferrujados da Escola Estadual Maria Carolina Cardim, no bairro Campanário, em Diadema, na Grande São Paulo, parecem uma fronteira. Do portão para fora, pobreza, tráfico de drogas e ausência do poder público. Dentro da escola, jovens de 13 a 19 anos lêem a Odisséia, de Homero, falam do Banquete, de Platão, e de suas vidas em meio à violência e o preconceito. E ainda cantam, encenam, divertem-se e fazem planos. Todas as tardes de sábado, invariavelmente, um grupo de jovens se reúne com pesquisadores do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, associado à Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), no Projeto Círculos de Leitura, iniciado em setembro de 2000. A iniciativa chegou a ser proibida por diretores e políticos, mas acabou recebendo apoio. A proposta nasceu após o Fórum sobre Violência e Segurança Pública, há dois anos, como maneira de driblar a violência e a criminalidade registradas na região de Diadema. Os encontros são encerrado sempre com uma canção
composta por dois membros do grupo, que também faz letras de rep.
No refrão, ouve-se o seguinte: "Círculo de Leitura,
cultura e arte, tenho orgulho de fazer parte".
Considerado pela ONU, em 1996, como o bairro mais violento do mundo, o Jardim Ângela, na Zona Sul de São Paulo, está mudando de cara. Segundo levantamento realizado pelo Instituto Sou da Paz, mais de 200 entidades desenvolvem trabalhos sociais na região, levando cultura, lazer e educação à população. Além disso, grandes redes comerciais passaram a acreditar no potencial do bairro e também começam a se instalar na sua área central, trazendo perspectivas de crescimento econômico. Os projetos sociais na área central do bairro ganharam força depois de apoios importantes, como o do Unicef. Focados em crianças, jovens e suas famílias, os projetos aumentaram a perspectiva de melhorias para a comunidade. (As informações são do jornal Diário de S. Paulo)
A idéia é derrubar o mito de que apenas os homens pobres
e rudes batem em suas mulheres. Já que nas estatísticas,
a maioria dos denunciados por agredir mulheres tem bons empregos e vivem
em família. O profissional, além de dar atendimento especializado às
mulheres que sofreram qualquer tipo de abuso ou violência sexual,
também deve orientá-las sobre seus direitos. Entre eles,
o de receber gratuitamente a pílula do dia seguinte e o coquetel
anti-Aids no serviço público de saúde. Os médicos
serão orientados a incentivar as mulheres para que denunciem o
agressor. (As informações são do jornal A Crítica)
No Brasil há dois anos, a ONG iniciou a formação de uma rede de empresas locais com o objetivo de atuar em projetos de redução da pobreza, desenvolvimento urbano, habitação, educação, saúde e formação profissional. Uma missão italiana está no país para estruturar
um grupo com empresas paulistas e mineiras dos setores de projetos arquitetônicos,
móveis, transportes e saúde. A Associação
Voluntária para o Serviço Internacional (AVSI), o braço
executivo da CdO, está desde 1972 no país e organiza a ação. A CdO é uma espécie de grande holding de obras sociais, educativas, culturais e empresariais. No Brasil, reúne cerca de 150 entidades e 300 pessoas. A ONG é alimentada com recursos de governos nacionais europeus, da União Européia, de empresas privadas e agências da Organização das Nações Unidas (ONU). (As informações são do jornal Valor) |
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