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A ONG Cipó Comunicações Interativas foi a vencedora do II Prêmio Empreendedor Social Ashoka-Mckinsey 2001, entregue no último dia 27, em São Paulo. O concurso realizado pela parceria Ashoka-Mckinsey destina-se a premiar organizações com objetivos sociais e que também desenvolvam um projeto de geração de renda como forma de diversificar suas fontes de recursos. "O prêmio funciona também como um treinamento", afirma Vivianne Naigeborin, coordenadora do centro de competência para empreendedores sociais da Ashoka-Mckinsey. A escolha dos vencedores é um processo que dura cinco meses. Durante esse tempo, os profissionais das organizações inscritas passam por vários treinamentos, conforme vão avançando na seleção. "Ganhar o prêmio foi muito importante, mas os meses de treinamento e acompanhamento do nosso projeto de geração de renda foram imprescindíveis", lembra Anna Penido, diretora executiva da Cipó. A ONG, com sede em Salvador, foi criada em 1999 e tem como objetivo dar oportunidade para o desenvolvimento de crianças e jovens, utilizando de maneira educativa a produção de peças comunicativas, tais como reportagens em Internet e outros veículos. Para cobrir os gastos de aluguel, luz e água, entre outras despesas fixas - que correspondem a 15% do orçamento anual -, a Cipó desenvolveu um projeto de prestação de serviços comunicativos. "Já recebíamos solicitações de instituições para a produção de peças comunicativas. Resolvemos profissionalizar esta ação e, assim, manter parte dos gastos da entidade", explica Anna. Este ano, 230 organizações sociais e 350 universitários se inscreveram no concurso. Os estudantes foram alocados para ajudar na elaboração do plano de negócios das organizações. A Cipó, ganhadora do concurso, recebeu R$ 30 mil. O segundo lugar, conquistado pelo Projeto Curumim (SP), ganhou a quantia de R$ 20 mil. O terceiro lugar, com prêmio de R$ 10 mil, ficou com o Projeto Carmim (SP). Também foram concedidas cinco menções honrosas de R$ 7 mil. Os estudantes que participaram dos projetos vencedores ganharam passagens e estadia paga com um acompanhante para qualquer cidade brasileira. (Raquel Souza)
A Fase (Federação de Órgãos para Educação Social), ONG do município de São João de Meriti (RJ), foi a grande vencedora do Prêmio Itaú-Unicef Educação & Participação 2001. O prêmio de R$ 60 mil foi entregue no último dia 28, em cerimônia no Credicard Hall, em São Paulo. A entidade oferece atividades educacionais, culturais e esportivas, além de um serviço de assistência social, a 1.600 crianças e adolescentes. Outras três ONGs foram premiadas e receberam R$ 40 mil cada: o Projeto Jovens Comunicadores (PE), o Centro de Referência Integral de Crianças e Adolescentes de Salvador (BA) e Rádio pela Educação (PA). Nas próximas edições do Itaú-Unicef, o valor da premiação irá dobrar, alcançando um total de R$ 360 mil. A categoria "Destaque Especial do Júri", criada este ano, homenageou o programa "Pela Justiça na Educação", da Associação Brasileira de Magistrados e Promotores de Justiça da Infância e da Juventude de Porto Alegre (RS). (As informações
são do jornal Folha de S. Paulo)
O Ministério Público e o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em conjunto com o Consulado dos Estados Unidos, estão promovendo o "Seminário Internacional para a Formação de Unidades de Justiça Terapêutica". A iniciativa tem por objetivo promover a troca de conhecimentos com juízes e promotores norte-americanos que atuam em "Cortes de Drogas" de seu país, formadas para atender dependentes químicos. No Brasil, o órgão similar ao dos Estados Unidos é chamado de Justiça Terapêutica e tem atuação apenas nas Varas da Infância e Juventude. Além de discutir sobre as experiências vividas pelos dois países, o seminário também abordará a possibilidade de estender a Justiça terapêutica para as varas criminais do país. No Rio, por exemplo, o projeto funciona em duas varas da infância, uma na capital e outra em Niterói. Segundo a coordenadora das Promotorias de Justiça da Infância e da Juventude do Ministério Público, Maria Amélia Peixoto, a Justiça terapêutica é um trabalho articulado por vários segmentos, como sociedade e Justiça, para recuperar o menor viciado ao invés de processá-lo. De acordo com o promotor Márcio Mothé, titular da 2ª Vara da Infância, que participa do projeto, o adolescente é obrigado a fazer um tratamento de dependência, não há escolha. O trabalho de recuperação é realizado de várias maneiras, incluindo até a internação por tempo indeterminado, nos casos mais críticos. O tratamento é gratuito até mesmo para o adolescente que pertence a uma família com condições financeiras para arcar com os custos. (As informações
são do jornal Valor)
Os estudantes de medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) ganharam o Prêmio Saúde Brasil. Idealizado pela Aguilla Comunicação, com o apoio do laboratório americano Pfizer, o concurso incentiva a ética e a responsabilidade social entre os futuros médicos do país. Os sete estudantes concorreram com outros 83 trabalhos para arrematar a primeira edição do prêmio. Eles ganharam um computador, uma impressora, cinco passagens aéreas para Portugal e um cheque de R$ 5 mil. Chamado de "Estágio de Vivência em Comunidade da Paraíba", o projeto, que existe há sete anos, visitou oito municípios do Estado com o objetivo de educar a população local sobre a prevenção de doenças e capacitar líderes regionais. O resultado foi a formação de mais de 360 agentes comunitários. O segundo lugar ficou com o trabalho "Bandeira Científica", dos alunos da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo (USP). Realizado há oito anos, o projeto articula a visita de estudantes, durante o período de férias, às regiões carentes do país. No ano passado, os alunos realizaram 70 palestras educativas, 293 exames parasitológicos, 300 testes ginecológicos e 1.500 consultas, além de aplicar 400 vacinas. Tanta disposição rendeu ao centro acadêmico da faculdade um computador e uma impressora, além de três palmtops. Além de editar um livro com os 84 trabalhos inscritos, o diretor da Aguilla pretende realizar mais uma edição do concurso em 2002, mantendo o apoio da Pfizer. (As informações
são do jornal Valor)
O Instituto de Hospitalidade (IH) é uma ONG de Salvador que promove a educação e a cultura da hospitalidade. Há cinco anos, a entidade realiza a profissionalização de comunidades que moram em regiões turísticas. Por meio do Programa de Certificação da Qualidade Profissional para o setor de Turismo, o IH qualifica profissionais para atuarem no mercado, através de uma metodologia pesquisada em centros de todo o mundo. O programa do IH segue o princípio de que o desenvolvimento sustentado do turismo requer uma parceria entre o negócio turístico, as comunidades locais, os governos e os agentes mobilizadores e executores. Na Costa dos Coqueiros, uma área de 400 km2 envolvendo 31 povoados no litoral norte da Bahia, 2 mil pessoas foram capacitadas e estão hoje empregadas nas funções de garçom, recepcionistas, jardineiros e cozinheiros de hotéis, restaurantes e barracas. Foram mobilizados R$ 19 milhões para o programa, provenientes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Sebrae, Ministério do Trabalho e de empresas patrocinadoras. O IH é desenvolvido também em Poconé, no Mato Grosso, onde em 2002será inaugurado um resort com foco no turismo ecológico, com possibilidade de geração de empregos para 600 moradores da região. (As informações
são do jornal Valor) |
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