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A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto (SP), está desenvolvendo um programa pioneiro para auxiliar mães que têm filhos prematuros. Na UTI neonatal do hospital e no berçário de médio risco, elas recebem apoio de uma equipe interdisciplinar (com psicólogos, ginecologistas, pediatras, entre outros), enquanto aguardam a saída de seus filhos do hospital. A experiência, desenvolvida desde 1996, já é considerada um sucesso por especialistas e pode expandir-se por outros hospitais, graças a uma parceria com o Ministério da Saúde. "Com os filhos na UTI, as mães precisam enfrentar uma situação de conflito emocional. Nosso trabalho busca humanizar o atendimento e auxiliá-las nesse momento angustiante", afirma a psicóloga Ana Emília Carvalho. Ela explica que com os problemas de saúde dos filhos, as mulheres, geralmente, apresentam-se mais fragilizadas, o que pode resultar, muitas vezes, na diminuição da qualidade dos cuidados dispensados à criança. Como a mãe tem alta hospitalar e o bebê continua internado, esse distanciamento agrava a crise psicológica das mães e pode prejudicar a amamentação e o vínculo afetivo mãe-filho. No hospital da faculdade, as mães e os pais têm acesso livre à UTI e ao berçário. A visita de outros parentes também é permitida com agendamento prévio. No caso dos irmãos pequenos, é oferecida orientação psicológica. Ana Emília explica que esses procedimentos auxiliam na recuperação das crianças e no preparo da família para a recebê-las em casa. "Há prematuros que ficam até três meses na UTI. Quando saem do hospital, inicia-se um processo de adaptação do qual a família deve participar", comenta. O atendimento às mães não se interrompe com a saída das crianças do hospital. Atualmente, 79 mães que tiveram seus filhos prematuramente recebem orientação dos profissionais da faculdade. Como os estudos demonstram que bebês prematuros apresentam problemas de saúde frequentes e são mais propensos a distúrbios motores e de aprendizagem, o atendimento se estende até os sete anos de vida da criança. Todo o trabalho é coordenado por três professores da USP-RP: Dra. Maria Beatriz Martins Linhares, Dr. Francisco Martinez e Dr. Salim Moyses Jorge. Mais informações podem ser obtidas por e-mail. (Raquel Souza) |
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