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Desmitificar conclusões erradas sobre a língua brasileira de sinais oferecendo, ao mesmo tempo, suporte para educadores e profissionais que atuam nessa área. Essa foi a proposta que levou a criação do livro “Língua de Sinais Brasileira”, da Editora Artmed. “A língua de sinais brasileira não é universal”, diz Ronice Müller de Quadros, uma das autoras do livro. Ela explica que, assim como o português é diferente do inglês, as línguas de sinais também são diferentes de acordo com cada país. Além disso, a linguagem de sinais expressam e demostram os sentimentos das pessoas. Muitas dúvidas a respeito da língua brasileira de sinais pode ser esclarecida por meio do livro. Na opinião de Quadros, existe uma grande deficiência no Brasil em relação a língua de sinais. “No Brasil encontra-se pouco material que ajuda no entendimento da língua, o que dificulta a compreensão dela”, afirma ela. O livro é composto por cinco capítulos: A língua e a língua de sinais brasileira (que esclarece mitos sobre a linguagem); Fonologia das línguas de sinais (explica quais unidades mínimas formam os sinais); Morfologia das línguas de sinais (quais as regras para a língua de sinais) e a Sintaxe espacial (que fala sobre a estrutura da frase). Outra dificuldade para o entendimento dessa linguagem, segundo a autora, é que muitos profissionais e educadores não têm estruturas para lidar com essas pessoas, por isso, existe a necessidade de ter um material que sirva de suporte para auxiliá-los. “A língua de sinais brasileira não é universal”, diz a autora. Ela explica que, assim como o português é diferente do inglês, as línguas de sinais também são diferentes de acordo com cada país. Além disso, a linguagem de sinais expressam e demostram os sentimentos das pessoas. O livro foi criado partir das teses de doutorado das autoras, Ronice Müller de Quadros e de Lodenir Becker Karnopp e teve apoio de vários educadores e professores da área. “Ajudar a compreender essa linguagem, trazendo uma contribuição para a sociedade explicitando a língua de sinais brasileira é o que esperamos”, conclui Quadros. (Grasiela Cardoso – 28/11/03) |
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