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O governo brasileiro perdeu a sua principal batalha na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável. Negociadores presentes no encontro aprovaram um texto que possibilita a inclusão da energia nuclear - a fonte mais rejeitada pelos ambientalistas - entre aquelas que podem receber incentivos dos governos em seus programas de erradicação da miséria através do fornecimento de energia às populações sem acesso a eletricidade. Uma brecha no texto do Plano de Ação para implementar a chamada Agenda 21 permite que as usinas nucleares recebam benefícios e subsídios de diferentes tipos. Apesar de potencialmente perigoso na geração e no armazenamento de resíduos, o uso de combustíveis nucleares como o urânio para gerar eletricidade não produz emissão de CO2, um dos gases listados entre os vilões do efeito estufa. O Brasil defendeu, junto com os demais países da América Latina e do Caribe, que todas as nações tivessem pelo menos 10% de sua energia gerada por fontes renováveis até 2010. Mesmo a União Européia, que sugeria a extensão do prazo até 2015 e a inclusão de grandes hidrelétricas na proposta, foi derrotada pelo bloco de países composto por Estados Unidos, Estados Árabes e Japão. Leia
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