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Levantamento realizado pelo jornal Folha de S. Paulo, em oito capitais aponta que, desde a implantação do Plano Real, em julho de 1994, todas elevaram os preços dos coletivos entre 28,7% e 62,2% acima da variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Em seis delas, a passagem atual é, no mínimo, 48% superior àquela que seria cobrada se ela acompanhasse a inflação. O INPC é calculado pelo IBGE visando orientar os reajustes salariais dos trabalhadores - aponta variações dos custos de quem ganha de um a oito salários mínimos. Em São Paulo, a passagem de ônibus nesse período subiu 240% -de R$ 0,50 para R$ 1,70. Caso seguisse a inflação, que acumulou 164,15%, ela deveria custar hoje perto de R$ 1,32. A mesma situação se repete com a tarifa de metrô. O bilhete unitário passou de R$ 0,60 para R$ 1,90, um reajuste de 216,7%. Pela variação do INPC, deveria custar agora R$ 1,58.
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