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Essa vai dar o que falar, ou como diria Nelson Rodrigues: "é espeto". Por entender que o governo está ''acobertando crimes'', familiares de mortos e desaparecidos durante o regime militar criticaram a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de criar uma comissão composta exclusivamente por ministros para localizar ossadas de dissidentes políticos da Guerrilha do Araguaia - movimento armado da década de 70. Segundo os familiares, infelizmente, comprova-se que o governo reafirma, com a assinatura desse decreto, a sua posição política de acobertamento dos crimes cometidos durante a ditadura militar. O decreto de Lula, pela a nota, ''foi criado com o objetivo de proteger aqueles que prenderam, assassinaram e desapareceram com os opositores políticos ao regime''. A nota de repúdio foi divulgada na sexta-feira e traz a assinatura de 10 entidades de direitos humanos e de 75 familiares de mortos e desaparecidos. Segundo o texto, ao agir politicamente para tratar da questão, o governo provoca indiretamente uma ''banalização da tortura''. Para piorar toda essa história, se um historiador ou um jornalista quiser ter acesso, em qualquer instituição pública, a documento classificado como secreto em 1970 - em plena ditadura militar - não terá nenhum impedimento, pelo menos em tese. O prazo do sigilo é de 30 anos. Se o documento, contudo, tiver o carimbo de ultra-secreto, a liberação só será possível em 2020. Ou nunca. Leia
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