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A mais nova investida da indústria de bebidas, a introdução dos produtos "ices" - que misturam vodca, uísque, rum e cachaça com sucos, água ou qualquer outro líquido que dilua o álcool e disfarce seu sabor acentuado para atrair o público jovem, está preocupando especialistas em saúde. O teor alcoólico dessas bebidas gira em torno de 5%, próximo do da cerveja. Bebe-se rápido e sem sentir o gosto do álcool. Algumas da garrafinhas equivalem, por exemplo, a uma dose de uísque. A estratégia desses produtos é parecida com a das cervejas: os temas são alegria, juventude e sexualidade. As "ices" estão querendo substituir as cervejas como as bebidas de iniciação na cultura etílica. Na semana passada, representantes da indústria foram chamados à OMS para discutir o tema. Mas a investida em gerações mais jovens pode aumentar ainda mais os danos causados pelo álcool. "Estudos mostram que, quanto mais cedo se começa a beber, mais chance a pessoa terá de ficar dependente", diz o médico Dartiu Xavier da Silveira, da Unifesp. Leia
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