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O primeiro censo dos sem-terra no país, feito pelas 29 superintendências do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), indica a existência de 161.605 famílias acampadas. É quase 12 vezes o número de famílias assentadas -13.672 - nos primeiros dez meses de governo Luiz Inácio Lula da Silva. A maior concentração de famílias de sem-terra foi registrada na Bahia. Os Estados onde tradicionalmente mais ocorrem conflitos - Pernambuco e Pará - aparecem, respectivamente, em segundo e terceiro lugar no levantamento. Ele apresenta o tamanho da clientela da reforma agrária. Entre os Estados que registram maior pressão dos sem-terra, com mais de 10 mil famílias acampadas, estão também o Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. No extremo oposto, o Incra no Amapá não registrou nenhuma família acampada no Estado. Por ora, o governo Lula não definiu uma nova meta oficial de assentamentos de famílias para o mandato. A meta deste ano era de 60 mil famílias e foi baseada numa estimativa de famílias acampadas traçada no último ano de governo Fernando Henrique Cardoso. Na ocasião, os sem-terra estimavam em aproximadamente 100 mil o número de famílias acampadas. Leia
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