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Apontada como decisiva para o governo Lula melhorar seu desempenho numa área em que não vai bem, a unificação dos programas sociais foi lançada ontem no Palácio do Planalto, em cerimônia que serviu para gerar incertezas quanto à existência do dinheiro necessário para cumprir as metas fixadas por seus idealizadores. Resultado da fusão de quatro programas de transferência de renda herdados do governo Fernando Henrique, o Bolsa-Família nasce com a previsão de beneficiar 7 milhões de famílias em 2004, ao custo de R$ 5,3 bilhões. Ao final da solenidade, o ministro do Planejamento, Guido Mantega, disse que a alocação desses recursos no Orçamento de 2004 vai depender de negociação no Congresso. Enfrenta resistências dos parlamentares a proposta do governo de considerar como investimento na área de saúde R$ 3,5 bilhões correspondentes a parte do que será aplicado em programas de distribuição de renda. “Nós ainda temos de definir esse orçamento. Ele está em aberto”, afirmou Mantega. Mais otimista, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, que também acompanhou a cerimônia, assegurou que o Bolsa-Família não sofrerá restrições financeiras: “Programas como esse têm de ser bem-vindos e encaixados nos orçamentos. ”Mais tarde, diante da repercussão de suas declarações sobre a insuficiência de recursos, Mantega deu uma nova explicação e garantiu que haverá recursos para os programas de transferência de renda, nem que seja necessário reduzir os gastos em outras áreas: “Vamos acabar com a fome no País dentro de três anos.” (O Estado de São Paulo - 21/10/03) Leia
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