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Cerca de 50% dos alunos brasileiros, na faixa dos 15 anos, estão abaixo ou no chamado nível 1 de alfabetização. Leia mais:
A PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) vai encerrar na próxima quinta-feira (03/07) as inscrições para o vestibular de inverno 2003. Os interessados devem se inscrever nos campis da universidade ou pela Internet. Leia mais:
O Brasil tem uma economia 175 vezes maior que a da Macedônia e 160 do que a da Albânia. Mas, quando o assunto é educação, o País possui uma surpreendente semelhança com os dois. Cerca de 50% dos alunos brasileiros, macedônios e albaneses na faixa dos 15 anos estão abaixo ou no chamado nível 1 de alfabetização, uma marca estabelecida pela Unesco que classifica os estudantes que conseguem apenas lidar com tarefas muito básicas de leitura. Numa escala sobre níveis de compreensão de leitura englobando 41 países, o Brasil está quase no fim da fila: 37.ª posição, à frente (e não muito) somente da Macedônia, da Albânia, da Indonésia e do Peru. Os dados fazem parte de uma pesquisa sobre alfabetização que a Unesco e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgam hoje na Inglaterra sob o título de Literacy Skills for the World of Tomorrow (Alfabetização para o Mundo de Amanhã). É a primeira vez que o Brasil, ao lado de 14 países emergentes, é incluído na comparação internacional. O estudo é baseado nas informações colhidas pelo Programa Internacional de Avaliação do Estudante (Pisa), realizado em 2000, que entrevistou entre 4.500 a 10 mil alunos em cada país. No outro extremo, entre as nações cujos alunos têm a melhor capacidade de leitura, a Finlândia aparece em primeiro lugar. Em seguida estão: Coréia do Sul, Hong Kong (China), Canadá e Japão. A França ocupa a 15.ª posição e os Estados Unidos, a 16.ª. A receita de sucesso dessas nações não se limita a poder de investimento público na educação, diz o responsável pela área de pesquisas da Unesco, Albert Motivans, do Instituto de Estatísticas da instituição. “Investimento em educação é parte da equação. Mas os países que têm os melhores desempenhos são os que têm menos desigualdade”, disse por telefone ao Estado, de Montreal, no Canadá. “O dinheiro para educação importa, mas também importa como ele é distribuído entre a população.” A Itália, por exemplo, investe mais do que o dobro em educação do que a Coréia, mas está bem atrás em termos de desempenho, não só com relação à leitura, mas também à capacidade de compreensão matemática e científica, registrada entre os alunos do país asiático. Sobre a posição do Brasil, a pesquisadora do Instituto Fernand Braudel e professora titular da Universidade de São Paulo (USP) Maria Luíza Marcílio se diz espantada. “Estamos piores que países da América do Sul mais pobres do que nós”, comenta. “Houve uma expansão de matrícula nos últimos anos nunca vista em outros governos, mas essa expansão quantitativa não pôde ser acompanhada pela melhoria qualitativa.” Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, o porcentual de crianças e jovens matriculados no ensino fundamental chegou a 96%, uma elevação de 7 pontos em oito anos. “O nosso grande desafio é garantir inclusão e qualidade”, afirma a secretária de Educação Fundamental do MEC, Maria José Feres. Para isso, o governo planeja adotar uma série de medidas, como valorização e formação dos professores, incentivo aos sistemas estaduais de avaliação dos alunos e ampliação do ensino fundamental para nove anos. Enquanto isso não ocorre, estudantes brasileiros, macedônios e albaneses continuam partilhando dificuldades na escola. (O Estado de S. Paulo – 01/07/03)
A PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) vai encerrar na próxima quinta-feira (3) o período de inscrições para o vestibular de inverno 2003. A instituição vai oferecer 3.602 vagas distribuídas em 51 cursos. (Folha Online – 01/07/03)
A ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos, a partir de 2004, é a primeira iniciativa do Ministério da Educação para colocar 100% das crianças de seis a 14 anos na escola até 2006. Ela faz parte do programa Toda Criança Aprendendo, lançado pela Secretaria de Educação Fundamental do MEC, no início de junho. A implantação depende da liberação de mais de R$ 2,6 bilhões pelo Fundef. O Ministério também vai aumentar a jornada escolar e estimular a implantação de escolas em período integral, como forma de garantir a melhoria na qualidade do ensino público. Essas medidas devem ser implementadas, gradualmente, de acordo com as peculiaridades dos sistemas estaduais e municipais de educação. Os critérios e as metas referentes à ampliação do atendimento escolar serão discutidos pela Secretaria de Educação Fundamental do Ministério e as secretarias de estados e municípios. A cada ano, o MEC institui um valor mínimo por matrícula/aluno do ensino fundamental. Este ano, o valor fixado foi de R$ 418,00 para o estudante da 1ª à 4ª série; e de R$ 468,30 para os da 5ª à 8ª série. Quando a receita vinda dos impostos não atinge o valor total que os estados devem gastar com matrícula/aluno, a União complementa os recursos que são repassados mensalmente. Quatro estados receberam complementação da União em 2003: Bahia, Maranhão, Pará e Piauí. (Agência Ponto Edu – 01/07/03) |
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