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O ministro da Educação, Cristovam Buarque, defendeu um novo sistema de avaliação para alunos que disputam vaga no ensino superior. Segundo ele, as universidades devem ter liberdade de decidir como fazer a prova. Leia mais:
Os alunos das escolas estaduais de São Paulo não conseguem aprender o conteúdo aplicado nas aulas devido ao excesso de alunos. Leia mais:
Com o objetivo de tentar aumentar a reivindicada autonomia das universidades federais e começar a implantar uma nova meta para essas instituições, o ministro Cristovam Buarque (Educação) propôs a mudança no sistema de escolha dos reitores e a substituição do vestibular por uma avaliação seriada. Em audiência pública de três horas com os senadores da Comissão de Educação, Buarque defendeu ontem um novo sistema de avaliação para alunos que disputam vaga no ensino superior. Segundo ele, as universidades devem ter liberdade de decidir como fazer a prova. "Não quero impor um único tipo de vestibular. Vamos tentar fazer propaganda, divulgar e convencer que seja adotado o PAS avaliação seriada usada na Universidade de Brasília em que os alunos fazem provas ao final de cada ano do ensino médio." Esse sistema é adotado também em Santa Maria (RS) e Paraíba. O ministro, que foi reitor da UnB, disse que estuda transformar em seriado o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que avalia alunos no final do segundo grau. "Com isso, o próprio Enem serviria de PAS. O prazo, as universidades vão decidir." Sobre a eleição
dos reitores, Buarque encaminhou à Casa Civil proposta de projeto
de lei prevendo que cada universidade adote o critério que desejar. O nome escolhido pela comunidade universitária será referendado pelo governo federal. "Se um lugar quiser voto universal, com professor tendo o mesmo peso do aluno, ou só votar professor, pode. Depende da mobilização de alunos, servidores. Vai dar muita briga, mas isso se chama autonomia." Atualmente, a eleição é feita por consulta a alunos, funcionários e professores, sendo que o voto dos docentes tem maior peso. É elaborada uma lista tríplice para que o ministro da Educação escolha o nome a ser referendado pelo presidente da República. Apesar de ser a favor
das cotas em universidades para alunos de escola pública, o ministro
afirmou que não vai defendê-las para o país todo.
"Prefiro que saia do Congresso do Congresso ou que algumas universidades
adotem." Após não ter conseguido igualar o valor do Fundef (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental) à média desse tipo de gasto no país, o ministério está propondo um segundo reajuste. O ministro disse aos senadores da Comissão de Educação que encaminhou pedido ao Planejamento para que o valor mínimo do Fundef passe dos atuais R$ 446, para alunos da 1ª à 4ª série, para R$ 500. No início do ano, o governo concedeu um aumento de 6,7%, o menor desde 2000. Para chegar aos R$ 500, o ministério pede a liberação de recursos previstos até o final do ano, que estão contingenciados, e usará mais R$ 12 milhões de outras áreas do próprio MEC. O Fundef foi criado pelo governo Fernando Henrique Cardoso como forma de incentivar a expansão e a melhoria do ensino fundamental. Ele redistribui o dinheiro arrecadado por municípios, Estados e União de acordo com o número de alunos. Cristovam disse que a proposta de transformar o Fundef em um fundo para o ensino básico, chamado de Fundeb, está praticamente pronta e será apresentada aos secretários estaduais no próximo dia 25. (Folha de S. Paulo - 02/04/03)
"Tem 50 alunos na minha classe. É uma bagunça", conta Paula, que estuda no 3.º ano do ensino médio da Escola Estadual Maestro Breno Rossi, na zona leste. "Além do professor não conseguir explicar nada direito, não cabe todo mundo. A gente tem aula em um porão, fica todo mundo amontoado e, como falta carteira, tem de sentar dois em cada uma." Nas salas onde Pedro dá aula, em escolas estaduais das zonas sul e leste, a situação não é diferente. "O espaço é muito pequeno e não dá nem para realizar atividades em grupo dentro da classe porque não há como mexer as carteiras", diz. "Nas aulas que eu dou, a discussão é muito importante mas não dá para ouvir nem metade dos estudantes de tanta gente que tem." Ele conta que chega a ter 43 alunos na quinta série, quando o ideal seriam 35. "Seria loucura corrigir tanta prova. Então resolvi fazer avaliações com trabalhos em grupo", afirma. "No sistema de progressão continuada, que a secretaria adota, isso está bem longe do ideal porque não dá para acompanhar o desenvolvimento de cada estudante." O JT teve acesso a uma lista com ainda mais alunos. No 2.º ano do ensino médio da Escola Estadual Presidente Salvador Allende, também na zona leste, há 54 estudantes listados. Os professores, com medo de retaliação, têm medo de aparecer, mas garantem que dar aula para uma turma tão lotada é complicado. Mãe de duas crianças, Fátima também reclama da superlotação. "Meus filhos chegam em casa cheios de dúvidas porque os professores não conseguem responder todo mundo e os pais que têm de se virar", conta. "Os professores nem corrigem a lição de casa e não conseguem manter a disciplina em classes tão cheias." (Jornal da Tarde - 02/04/03)
A secretaria estadual de Educação explicou que o limite de alunos por salas é de 35 entre a 1.ª e 4.ª séries, de 40 entre a 5.ª e a 8.ª e de 45 no ensino médio. Segundo a assessoria, é melhor colocar quatro ou cinco estudantes a mais na classe do que deixá-lo fora da escola. Mas o presidente da Apeoesp (o sindicato dos professores estaduais), Carlos Ramiro de Castro, lembra que cinco alunos a mais na sala podem sim atrapalhar o ensino. "Se fossem casos isolados, o problema não seria tão grave. Mas tenho recebido cada vez mais queixas dos docentes por causa da superlotação", diz. "O professor não consegue trabalhar direito quando há aluno demais e isso se reflete na qualidade da educação." Ele lembra que o governador Geraldo Alckmin vetou, há dois anos, um projeto de lei aprovado pela Assembléia Legislativa que limitava o número de alunos por turma a 35. "Voltaremos a pressionar os deputados para que derrubem o veto." Na rede municipal, a Câmara aprovou, em primeira votação, um projeto do vereador Carlos Giannazi (PT) que estipula classes com, no máximo, 20 alunos nas creches; 25 nas pré-escolas e 1.ª e 2.ª séries e 35 nas demais. Agora ele precisa passar pela 2.ª votação para que seja sancionado (ou não) pela prefeita. (Jornal da Tarde - 02/04/03)
O Ministro da Educação, Cristovam Buarque, disse hoje que pretende elevar para R$ 50 o valor do Bolsa-Escola, pago para famílias que tenham crianças entre 6 e 15 anos. (Folha Online - 02/04/03)
O ministro da Educação, Cristovam Buarque, pediu ontem (01) aos senadores da base governista apoio para conseguir R$ 20 bilhões para sua pasta em 2004. Os recursos serão investidos na melhoria do ensino. Entre os projetos que precisam de investimento está a obrigatoriedade do Ensino Médio, que deve ser combinado com a implantação de cursos profissionalizantes. O ministro também quer reformar os Ensinos Fundamental e Médio, combater o analfabetismo, reorganizar o sistema de hospitais universitários e acabar com o fim da evasão no Ensino Superior por falta de recursos financeiros. Outra meta anunciada é o fortalecimento do Ensino a Distância, em todos os níveis. Na reunião, Buarque também afirmou que os novos recursos que venham a ser obtidos pelo ministério poderão ser destinados no aumento da média salarial dos professores nos estados e municípios. (Agência Ponto Edu - 02/04/03) |
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