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Segundo o Censo Escolar do Ministério da Educação, a educação de jovens e adultos em 2003 apresenta um crescimento de alunos nas escolas públicas. Leia mais:
A Universidade Federal de Roraima (UFRR) está com as inscrições abertas para vestibular 2004. Leia mais:
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A educação de jovens e adultos foi o nível de ensino que mais cresceu, em número de alunos, neste ano. É o que mostram os dados preliminares do Censo Escolar do Ministério da Educação, divulgados ontem pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do MEC), em Brasília. Na comparação com o ano passado, o censo registrou neste ano um crescimento de 12,2% nas matrículas em escolas públicas e privadas para jovens e adultos. Foi um aumento maior do que a média verificada desde 1998, quando a taxa média de crescimento anual foi de 7%. A educação de jovens e adultos é voltada para os estudantes que já passaram da idade ideal para frequentar o ensino fundamental (7 a 14 anos) e o médio (15 a 17 anos). O único setor da educação de jovens e adultos que apresentou queda (-9% do ano passado para este) foi o de cursos de alfabetização. Isso não significa, no entanto, que diminuiu o número de adultos aprendendo a ler e escrever. Como o censo trabalha apenas com dados coletados em escolas, não estão computadas aí as classes de alfabetização organizadas por ONGs, empresas, sindicatos e outras entidades, muitas vezes até em parceria com o setor público. Os dados do censo ainda são preliminares porque, como o número de alunos determina os repasses que municípios e Estados receberão do Fundef, o MEC estabelece um prazo para que prefeituras e governos estaduais contestem os números. Tradicionalmente, no entanto, há poucas mudanças dos dados preliminares para os definitivos. O censo confirma também tendências que vêm sendo verificadas desde 2000. O ensino fundamental, mais uma vez, apresentou uma pequena queda (-1,2%) no número de alunos, explicada pela queda na taxa de fecundidade da mulher brasileira e pela correção do fluxo escolar, com a diminuição das taxas de repetência. O ensino médio voltou a apresentar crescimento: 4,8% do ano passado para este. A educação infantil, voltada para crianças de 0 a 6 anos, cresceu principalmente entre as creches, onde a variação foi de 7,3% com relação ao ano passado. Na pré-escola, que atende crianças de 4 a 6 anos, o crescimento no mesmo período foi de 3,7%. Também foi verificado, assim como em outros anos, o crescimento de matrículas de alunos portadores de necessidades especiais em turmas regulares, onde eles estudam com os demais alunos. Com relação ao ano passado, esse crescimento foi de 30,6%. Ainda assim, a maioria (71%) dos alunos portadores de necessidades especiais continua matriculada em classes ou escolas onde há somente estudantes com algum tipo de deficiência. "Os dados do censo mostram que o esforço de ampliação das creches e do ensino médio precisa ser maior. No caso da educação infantil, quanto mais cedo as crianças estiverem na escola, melhor será, depois, a qualidade do ensino fundamental", disse o diretor de educação de avaliação básica do Inep, Carlos Henrique Araújo. A análise fria desses números de crescimento, no entanto, pode levar à conclusão equivocada de que o crescimento se dá no ritmo desejado. No caso das creches, por exemplo, se o país quiser cumprir as metas que o Congresso estabeleceu no PNE (Plano Nacional de Educação), será necessário, no mínimo, quadruplicar as vagas até 2011. Segundo o Censo 2000 do IBGE, apenas 11,6% das crianças de zero a três anos estão matriculadas em creches. A meta é chegar a 2011 com 50% das crianças nessa faixa etária na escola. Para Denise Carreira, coordenadora da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (que envolve mais de cem entidades educacionais do terceiro setor), o orçamento anunciado para o MEC no ano que vem não é animador com relação às perspectivas de atendimento das metas do PNE. "Para alcançar as metas do PNE na educação infantil, no ensino médio e na educação de jovens e adultos será preciso acelerar a oferta de vagas. Para isso, precisamos de recursos, mas o que vimos na proposta de orçamento do governo para a educação vai na contramão desse esforço", afirma Carreira. (Folha de S. Paulo – 02/09/03)
A demanda pela educação de jovens e adultos, segundo Maria Clara Di Pierro, assessora de políticas públicas da ONG Ação Educativa, vem crescendo devido a dois fatores. Primeiro, porque pessoas que não puderam estudar quando eram mais novas hoje se vêem pressionadas pela sociedade e pelo mercado de trabalho a obter escolarização. Além disso, há os jovens "vítimas do fracasso escolar", que repetem várias vezes de ano e preferem a educação de jovens e adultos como forma de acelerar a conclusão dos ensinos fundamental e médio. O atendimento desta demanda, segundo ela, vem sendo feito principalmente por meio de parcerias entre o Estado e o terceiro setor. "A educação de jovens e adultos sempre foi algo marginal no sistema público e o terceiro setor assume uma responsabilidade que é do Estado, e é legítimo que ele demande verba pública", disse. "Para o Estado também é bom porque as ONGs apresentam um baixo custo e são eficientes." A ação das organizações não-governamentais, de sindicatos, associações e outras instituições seria incentivada ainda pela necessidade de trabalhos educativos mesmo em outras atividades. "Todo trabalho sociopolítico com população adulta esbarra na questão da baixa escolaridade. Quando a Pastoral vai fazer uma campanha para diminuir a mortalidade infantil, percebe, por exemplo, que a falta de escolaridade das mães é um obstáculo para melhorar a nutrição das crianças. Então a Pastoral acaba expandindo suas atividades para a educação de jovens e adultos", afirmou Di Pierro. Ela ressalta ainda que os dados apresentados pelo MEC podem não corresponder fielmente à realidade. Com a criação do Fundef em 1998, as verbas repassadas para Estados e municípios eram proporcionais ao número de matrículas nos ensinos fundamental e médio, não constando educação de jovens e adultos. Isso fez com que alguns Estados passassem a contar seus alunos mais velhos como de educação regular para não perderem verbas. Já em 2001, com o programa "Recomeço" do governo federal, voltado especificamente para educação de jovens e adultos, o repasse para os 14 Estados com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mais baixo das regiões Norte e Nordeste passou a ser feito para cada matrícula nessa modalidade de estudo. Isso fez com que os Estados voltassem a ter um incentivo para declarar seus estudantes jovens e adultos separadamente dos ensinos fundamental e médio. "Apenas uma checagem in loco poderia atestar esses números", disse Di Pierro. (Folha de S. Paulo – 02/09/03)
A Universidade Federal de Roraima (UFRR) fará inscrições para seu vestibular 2004 até 19 de setembro, das 8h às 12h e das 14h às 18h, na cidade de Boa Vista, nos postos autorizados, ou pelo site www.ufrr.br. Os candidatos que conseguiram isenção da taxa de inscrição só poderão se inscrever entre 2 e 4 de setembro. A UFRR oferece vagas em dezenove cursos. (Terra Educação – 02/09/03)
Os candidatos interessados em uma vaga na Universidade do Rio de Janeiro (Unirio) e na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) já podem se inscrever no vestibular 2004. Este ano serão 1.604 vagas distribuídas no primeiro e no segundo semestres letivos, nas áreas de Artes, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Exatas e Ciências Humanas e Sociais. (Terra Educação – 01/09/03) |
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