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Devido a greve na rede estadual de ensino, no ano passado, a recuperação
de férias só terá início na próxima semana.
Independente do atraso, o programa Escola nas Férias tende ser encerrado
no dia 2 de fevereiro.
Embora o calendário da Secretaria de Estado da Educação marcasse o dia de ontem como o primeiro do programa Escola nas Férias, os alunos encaminhados para a recuperação intensiva nas escolas estaduais recomeçam as aulas somente amanhã. Em algumas unidades, o início efetivo da recuperação está marcado para segunda-feira. Ontem, na Escola Estadual de Ensino Fundamental Viconde de Taunay, no bairro do Limão, não havia nenhuma informação visível sobre o início das aulas de janeiro. Em outras três unidades no bairro da Lapa, alunos e pais eram informados por cartazes que a recuperação começaria na próxima semana. Na Escola Estadual Pereira Barreto, parte dos alunos ainda participa da reposição de aulas perdidas com a greve. A dirigente da Diretoria de Ensino (Dren) Centro-Oeste da capital, Arlete Scotto, usa essas diferenças de calendário entre as unidades da sua região, provocadas pela greve, para justificar o atraso no início do Escola nas Férias. A capacitação dos professores que darão as aulas do programa nas escolas superviosionadas pela Dren será realizada hoje e amanhã. Arlete diz que o mesmo pode estar ocorrendo em outras regiões. O prazo para o encerramento das atividades do programa de recuperação intensiva termina no dia 2 de fevereiro, independentemente do dia em que tenham início as aulas. Os alunos da 1ª à 4ª série do ensino fundamental devem cumprir cinco horas diárias em sala. A carga horária dos demais é estipulada em cada unidade. Ao longo do ano, todas as unidades da rede estadual devem oferecer aulas de reforço escolar para alunos que não apresentem bom desempenho. Segundo Arlete, a recuperação de janeiro tem outra característica: trabalhar as habilidades e competências exigidas dos alunos, usando principalmente temas interdisciplinares. "Nesse período podemos fazer uma escola diferente", disse. As ações diferenciadas, que deveriam fazer parte de todo o ano letivo, são mais bem executadas na recuperação, diz Arlete, porque é mais fácil trabalhar com um número menor de alunos e docentes. "A recuperação é boa para a escola, além de ajudar a quebrar resistências entre pais e professores." O total de alunos que participarão do Escola nas Férias ainda não foi calculado pela Secretaria da Educação. Na Dren Centro-Oeste, o número de alunos em recuperação caiu 25%. "Isso mostra que a escola está mais consciente de que a recuperação mais nobre é a do dia-a-dia." Na Escola Estadual Edmundo de Carvalho, os resultados afixados na entrada mostram que cada turma têm apenas um - no máximo três - alunos encaminhados para a recuperação. Mãe de um aluno que passou de ano, Elisa Toneto afirmou estar preocupada com o que seu filho deixou de aprender durante o ano. Em algumas provas de matemática, ele chegou a tirar notas zero. Mesmo assim, não ficou de recuperação. (O Estado de S. Paulo)
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