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Em busca do melhor preço, pais adotam métodos para economizar com base em dicas de especialistas. Leia mais.
Com a introdução de novos conceitos pedagógicos, os colégios inventam formas diferentes de receber os alunos, que vão do bate-papo até shows circenses. Leia mais.
As aulas na maioria das escolas particulares de São Paulo já começaram e nas municipais e estaduais começam depois de amanhã. Por isso, o movimento nas papelarias e livrarias é intenso. Na busca por preços mais baixos, os pais seguem cada um uma receita, aproveitando dicas dos órgãos de defesa do consumidor. A dona de casa Maria do Carmo da Luz só precisava comprar cadernos para o filho Vinícius, que está entrando no ensino médio. Feliz por ter de comprar menos material que nos últimos anos, ela não deixou de pesquisar em anúncios de jornal os preços mais baratos. Vanessa Sanches Miyashiro está desempregada e para economizar uniu-se a outros dois amigos para fazer as compras no atacado. "Acabei comprando três cadernos universitários pelo preço de um", contou. Com a experiência de quem já lida com listas de material há seis anos, Vanessa ajudava, ontem, a amiga Veriviane Lopes a comprar para o primeiro filho os itens da lista do maternal de uma escola particular. Na relação,
alguns produtos vinham com a marca indicada. "Mas eu só levo
o que estiver mais barato e mesmo em menor quantidade", disse Veriviane.
O casal Adriana Moreira e Murilo Santos não viu problemas na lista
exigida pela rede municipal. "É pequena e simples", disse
Adriana. Mesmo assim, o material da filha Ingrid foi comprado aos poucos,
em vários lugares. Para quem estiver sem tempo de pesquisar, uma boa idéia é procurar ofertas de pacotes prontos. Cerca de 540 papelarias de todo o País reunidas em uma associação, a Brasil Escolar, estão vendendo a preços acessíveis a lista completa de materias de papelaria (exceto livros didáticos) pedida pelas escolas da rede pública. O pacote para a pré-escola sai por R$ 18; a lista da 1ª à 4ª série, por R$ 20 reais; e a da 5ª à 8ª, por R$ 34. Não há mágica. As papelarias apenas eliminaram os intermediários e negociaram coletivamente com os fabricantes que faturam cada uma das lojas, mas entregam tudo na sede da Brasil Escolar, em São Paulo, que redistribui aos sócios. "Foi uma questão de sobrevivência das pequenas papelarias", explica Said Tayar, diretor da Brasil Escolar. A associação surgiu há muitos anos, impulsionada por um programa do Ministério da Educação e Cultura que buscava oferecer, aos alunos carentes da rede pública, material escolar de qualidade a preços acessíveis. "O programa acabou há 14 anos, então decidimos nos associar para assumir o papel de negociador em grande escala que tinha o governo", diz Tayar. Enquanto muitas papelarias pequenas passam por dificuldades, as associadas conseguiram aumentar seu faturamento, em média, 20% ao ano. A volta às aulas corresponde a cerca de 40% dos ingressos anuais desses estabelecimentos. O gerente da Papelaria Aliança, no Limão, Luiz Antônio da Silva, conta que a procura é grande. Ele espera que o faturamento aumente esta semana, com o reinício das aulas. Segundo Tayar, o primeiro
compromisso do Brasil Escolar é com a qualidade: O Estado de São Paulo conta com 120 papelarias associadas, sendo 60 na capital. Endereços em todo o Brasil podem ser obtidos pelo telefone 0800-70-11393. (O Estado de S. Paulo)
A volta às aulas mudou. Com a introdução de novos conceitos pedagógicos, os colégios inventam formas diferentes de receber os alunos, que vão do bate-papo até shows circenses. No bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, o Colégio Mopi apresenta amanhã um espetáculo com palhaços e mágicos para alunos da Educação Infantil à 4ª série. "Queremos fazer um primeiro dia interessante e manter o clima das férias", explica a gerente de relacionamentos da escola, Mônica Menezes. A rede estadual investe na Semana Pedagógica, ou melhor, semanas. Com os problemas da matrícula, as aulas começam, mesmo, no dia 19. De ontem até lá, alunos e professores e planejarão o ano letivo. Na rede municipal, o foco está nos professores. Na Escola Engenheiro João Thomé, em Padre Miguel, eles serão recebidos hoje com um café da manhã. (O Dia) |
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