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Para reformar e reequipar as 145 mil das 180 mil escolas públicas do pais, o ministro da Educação, Cristovam Buarque, irá apresentar um projeto para o Banco Munidal (Bird). Leia mais:
O ministério da Educação e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e televisão (Abert) assinarão um convênio para a veiculação de programas educacionais no rádio e na televisão. Leia mais:
O Ministério da Educação vai buscar no exterior o dinheiro que não está conseguindo no Brasil. O ministro Cristovam Buarque (Educação) anunciou ontem em São Paulo que vai apresentar um projeto ao Banco Mundial (Bird) para reformar e reequipar 145 mil das 180 mil escolas públicas do país (da educação infantil ao ensino médio). Além do retoque físico, o projeto inclui distribuição de livros didáticos para o ensino médio, implantação de laboratórios e ampliação do transporte gratuito para estudantes. O custo total é de R$ 5,6 bilhões. O plano está "adiantado", segundo a assessoria do ministério, mas não foi revelada a data de entrega ao Bird. Há duas semanas, o ministro criticou os gastos do governo e pediu prioridade à sua pasta. Ele disse então que precisava de mais R$ 5,4 bilhões para poder investir em projetos no ano que vem valor próximo ao que pretende obter com o Bird. No dia seguinte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu publicamente a crítica. Cristovam afirmou também ontem que deve ser concluído nesta semana o levantamento de todos os analfabetos em cada cidade do país. O dado é importante para o programa Brasil Alfabetizado, de combate ao analfabetismo, uma das vitrines do governo petista. O ministro reuniu-se com o Conselho de Empresários da América Latina e com a Febraban (Federação Brasileira das Associações de Bancos) para pedir apoio ao programa de alfabetização do ministério. Não houve nenhum resultado concreto. (Folha de S. Paulo - 06/05/03)
O convênio, que vai vigorar até 31 de dezembro de 2006, garante ao MEC a veiculação gratuita de mensagens institucionais e de utilidade pública durante cinco minutos, diariamente, na forma de inserções de 30 segundos a um minuto, em todas as emissoras de televisão e rádios AM e FM filiadas à Abert. Nas tevês, aos sábados e domingos, será exibido, ainda, um programa com duração de cinco minutos. As emissoras de rádio transmitirão três programas, de cinco minutos cada um, também aos sábados e domingos. Os programas serão produzidos e distribuídos pelo MEC, assim como as mensagens institucionais. Alfabetização, ensino básico, médio, tecnológico e superior, educação especial e a distância farão parte do conteúdo da programação. (Agência Ponto Edu - 06/05/03)
O programa é orientado para a formação continuada de professores do ensino fundamental nas disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa, visando a melhoria da aprendizagem dos estudantes. (Agência Ponto Edu - 06/05/03)
Devido ao atraso na entrega das obras de três novas escolas de ensino fundamental, cerca de 2.500 alunos da rede municipal de ensino de São José dos Campos (91 km a nordeste de São Paulo) vão continuar tendo aulas em salas de madeira por pelo menos mais dez dias. (Folha Online - 06/05/03) O terapeuta familiar Steve Biddulph é extremamente popular na Austrália, país onde mora desde a adolescência, quando deixou a Inglaterra. Sua fama ganhou o mundo com o manual de auto-ajuda Criando Meninos. Ao todo, foram mais de 2 milhões de cópias vendidas. No Brasil, o livro atingiu a marca de 30.000 exemplares e está na lista de VEJA. A editora Fundamento, que publica os livros de Biddulph no país, acaba de lançar mais quatro títulos do autor. Entre eles, outro best-seller: O Segredo das Crianças Felizes. Juntos, seus cinco livros já somaram 11 milhões de exemplares vendidos ao redor do mundo. Biddulph se tornou um sucesso, entre outros motivos, porque diz a pais e mães que meninos e meninas precisam ser criados de forma diferente, seja em casa ou na escola. É uma ducha de água fria na psicopedagogia moderna, que, desde os anos 60, martela a idéia de que as crianças dos dois sexos devem ter uma educação absolutamente igual. A maior diferença, enfatiza Biddulph, está no processo de desenvolvimento cerebral. No caso dos meninos, ele é mais lento, especialmente no que se refere à verbalização e à habilidade manual. Quando entra na escola, boa parte dos meninos apresenta-se defasada em até um ano em relação às meninas. Por esse motivo, o autor sugere que deveria ser considerada a hipótese de atrasar o ingresso dos garotos na 1ª série. Criando Meninos parte do princípio de que, se o mundo precisa de homens melhores, é bom que se comece a tratar os meninos com mais compreensão e atenção. O livro avança em temas como os efeitos da testosterona no comportamento dos garotos e a descoberta da masculinidade. Aqui, Biddulph é incisivo: defende a importância de uma presença masculina forte e exemplar na vida dos meninos e afirma que os pais erram ao esperar dos pequenos que eles se tornem homens sozinhos. Pior do que isso, muitos estimulam seus filhos a adotar comportamentos grosseiros, como se isso fosse sinônimo de virilidade. É como se, ao educar um menino para ser gentil, o pai estivesse ferindo os princípios da masculinidade. "Os equívocos cometidos por pais e educadores são tão grandes que já se refletem em aspectos bem concretos", disse Biddulph a VEJA. Para o autor, os erros na formação dos garotos resultam em adultos inseguros emocionalmente e frustrados do ponto de vista profissional. "Os meninos, enfim, estão sendo criados para ser simplesmente máquinas de fazer dinheiro ou estúpidos bebedores de cerveja", resume. Quando entram na escola, muitos meninos estão até um ano atrás das meninas no que se refere ao desenvolvimento das habilidades manuais e de expressão verbal. Segundo Steve Biddulph, o ideal é que os pais discutam com os professores da pré-escola se o seu filho deveria esperar mais um ano antes de ingressar na 1ª série. Como os meninos têm movimentos de sintonia fina menos desenvolvidos do que os das meninas, seus gestos tendem a ser bruscos. Brincadeiras corporais, como as de luta, os ajudam a adquirir autocontrole. É errado tentar aboli-las totalmente. Enquanto as meninas
vivem rodeadas por mulheres durante o crescimento, os meninos convivem
pouco com os homens em geral, são eles que passam mais tempo longe
de casa. A falta de referência masculina adulta pode prejudicar
a sua formação. Estimule seu filho a passar mais tempo com
tios e avôs. É ver e comprovar: hora do recreio da meninada é hora de grupinhos se formarem, cartas coloridas e escritas em inglês na mão, para uma rodada de joguinho incompreensível aos ouvidos dos adultos ao redor. É Yu-Gi-Oh, nome de um jogo de cartas (card game, na língua oficial do iugionismo) e de um desenho animado transmitido pelos canais Nickelodeon e Globo, cujo enredo conta a história de um franzino e tímido garoto japonês que fica superpoderoso ao disputar um jogo de cartas chamado Duelo de Monstros. É a febre do momento. "Em novembro, os garotos começaram a aparecer na loja perguntando se eu tinha os cards", diz Peter Faustle, dono da loja Forbidden Planet, em São Paulo. "Achei que eram muito caros, mas comprei alguns para experimentar e as vendas foram ótimas." Hoje, Faustle chega a vender 100 baralhos (decks, por favor) por semana, a preços que variam de 75 a 120 reais. "Tenho muitas cartas. Quando cheguei a 100, parei de contar", conta Ariel El Kobbi, 9 anos, todo orgulhoso de seu deck poderoso. Sucessor do Magic, outro joguinho do gênero que até hoje conta com 120.000 adeptos no Brasil, o Yu-Gi-Oh consiste basicamente em três tipos de carta: monstros, magias e armadilhas. Sentados frente a frente, os jogadores disputam duelos com o objetivo de derrotar os monstros do adversário. As cartas de magia e de armadilha são usadas para aumentar o poder das criaturas. Em dois tempos a garotada de 7 a 14 anos, a faixa dos grandes aficionados, domina a técnica, mesmo quando não entende nada do que está escrito. Algumas lojas organizam torneios para incrementar as vendas. Na Itiban, em Curitiba, cerca de 150 jogadores vindos inclusive do interior e até de Porto Alegre participam das competições nos fins de semana. "Saem em média oito decks por dia", diz a dona da loja, Selma Utrazo. A Itiban também fatura vendendo cartas avulsas consideradas raras, como o cobiçado Dragão Branco de Olhos Azuis (65 reais) e o supra-sumo Exódia (80 reais). Criado em 1996 pelo desenhista Kazuki Takahashi para ser mangá (história em quadrinhos), o Yu-Gi-Oh virou card game um ano depois. A partir de 2000, com o lançamento da série de desenhos animados, ganhou o mundo (existem ainda duas versões para videogame). Mais de 3 bilhões de cartas, produzidas no Japão e nos Estados Unidos, já foram vendidas. Existem ainda as cópias piratas, vendidas por camelôs pela metade do preço todas em inglês e, em menor quantidade, em japonês. É bom os pais prepararem o bolso: em agosto, a Devir, livraria de São Paulo especializada em quadrinhos, RPG e cards, planeja lançar as cartas de Yu-Gi-Oh em português. (Veja - 07/05/03) |
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