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Aumenta violência contra criança, aponta pesquisa Nos últimos 20 anos, a mortalidade infantil por acidentes e homicídios tem aumentado. É o que mostra uma pesquisa, realizada pela professora da USP, Maria Helena Prado Mello Jorge. Em crianças de 10 a 14 anos, o número de mortes por motivos externos chega a 50%. Leia mais. Escola municipal tem a primeira biblioteca interativa Escola Municipal de São Bernardo do Campo é a primeira a implantar a biblioteca interativa, conceito desenvolvido há três anos pela USP (Universidade de São Paulo). A idéia é decorar o ambiente, propiciando o acesso das crianças, e deixar livros e computadores a disposição. O projeto chamou a atenção de pesquisadores franceses, que já firmaram uma parceria educacional entre a França e a Universidade. Leia mais.
A mortalidade infanto-juvenil por motivos externos - em que não há relação com fatores naturais, como doenças - aumentou nos últimos 20 anos. É o que mostra a pesquisa realizada pela professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Maria Helena Prado Mello Jorge. Analisando as mortes por causas externas nessa parcela da população,
Maria Helena percebeu que de 1979 até 1981, os acidentes e a violência
eram responsáveis por 45,7% das mortes de crianças de 10
a 14 anos, entre os jovens de 15 a 19, o número era de 61%. No
triênio 93/95, entretanto, esses números saltaram para 55%
e 75% respectivamente. Para a pesquisadora, conhecendo as reais causas dos acidentes e da violência é possível encontrar maneiras preventivas e elaborar programas específicos. Além disso, os pais e a escola precisam se mobilizar. Entre os dias seis e oito de novembro a Maria Helena estará participando do "Seminário Internacional Violência e Criança", promovido pela USP e que conta com a participação de estudiosos e pesquisadores do mundo todo. (As informações são da Agência USP de Notícias) O ambiente em nada lembra as bibliotecas convencionais. O clima austero
e silencioso foi substituído pela alegria e descontração.
Tudo foi cuidadosamente planejado para deixar o estudante em harmonia
com o espaço, aproximá-lo dos livros e estimulá-lo
à leitura. Ali, na biblioteca interativa da Escola Municipal Vicente
Zammite Mammana, em São Bernardo do Campo, na Grande São
Paulo, crianças de seis a 11 anos escolhem sozinhas o que desejam
ler. Elas têm acesso direto às estantes e ficam livres para
criar e buscar o que interessa. A mudança começa no mobiliário,
na decoração e na disposição dos três
mil livros nas prateleiras. As estantes são baixas, as mesas e
cadeiras pequenas e as salas multicoloridas. Almofadões decorados
e com forma de jacaré e outros animais, como jacarés, permitem
que a criança leia ou assista a vídeos, sentada ou deitada.
Um pequeno palco para apresentações completa o espaço.
O sistema funciona ainda como extensão da sala de aula. Um educador
estimula os alunos a discutirem assuntos do seu cotidiano e a tirar as
dúvidas surgidas na leitura dos livros. (IstoÉ)
Abrinq divulga a lista de finalistas ao Criança 2000 A Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança divulga a lista dos 20 finalistas da 12ª edição do Prêmio Criança 2000, que tem por objetivo reconhecer iniciativas de instituições não-governamentais, pessoas e empresas nessa área. Dos finalistas, sairão quatro vencedores, que serão conhecidos no próximo dia 29, em cerimônia a ser realizada na Sala São Paulo, no bairro da Luz, centro da capital. O evento terá a participação do coral do projeto Guri, formado por crianças e jovens carentes do Estado de São Paulo, entre os quais há núcleos formados por internos da Febem. O maestro João Maurício Galindo será o regente. Segundo Isa Guará, vice-presidente do Conselho Consultivo da Fundação Abrinq, os finalistas deste ano seguem várias linhas. As principais são formação complementar à escola, arte e cultura, combate ao trabalho infantil e apoio terapêutico. Entre os critérios de avaliação, explica Isa, estão a articulação necessária para realizar o trabalho, o local onde é feito e suas dificuldades e a capacidade de se tornar referência para outras iniciativas e políticas públicas. "Um dos fenômenos que vimos observando ao longo das edições do prêmio é o aumento do número de empresas participando dos projetos", afirma Isa. A maioria dos finalistas é do Estado de São Paulo, que abriga 12 contemplados. Em seguida, vêm Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, com dois cada um. Ceará, Paraná, Bahia, Rondônia, Minas Gerais e Rio Grande do Norte têm um cada um. Como um exemplo de grupos que oferecem ações complementares à formação escolar e à divulgação da leitura e das artes estão Audichromo Criações em Audiovisuais e Editora Ltda., de São Paulo, que produz material didático na área de geografia para estudantes de escolas públicas, e a Instituição de Incentivo à Criança e ao Adolescente de Mogi Mirim (157 km de SP). Já na área terapêutica estão os Doutores da Alegria. Entre as pessoas que se destacaram e conquistaram espaço na lista, ao lado das instituições, está o jornalista Geraldinho Vieira, de Brasília, que criou uma agência de notícias exclusiva para a questão da infância no país. (Folha de S. Paulo) Atuação em conjunto ganha espaço no setor A capacidade de se articular com a comunidade local e com o poder público é um dos pontos em comum entre os finalistas do Prêmio Criança 2000. As parcerias, em voga durante as campanhas à sucessão municipal, nesses casos, foram necessárias. "As instituições que trabalham na aglutinação do setor, formando verdadeiras redes, estão crescendo no país", afirma Isa Guará, da Fundação Abrinq. Para Marcos Kisil, presidente do Gife (Grupo de Instituições, Fundações e Empresas), é importante, nesses casos, estabelecer as diferenças de conceito entre a parceria e a simples colaboração. "No primeiro caso, as três partes -empresas, governo e instituições- elaboram juntos o plano de ação e assumem compromissos. Sobre isso, tenho a impressão de que o país vive um momento de amadurecimento, em que os lados envolvidos estão percebendo as suas potencialidades." Segundo ele, as principais mudanças estão nas empresas, que perceberam que o dinheiro investido na área social pode ser melhor gerido, segundo suas próprias técnicas, e na sociedade civil organizada, que está mais preparada para lidar com os políticos. (Folha de S. Paulo) Andrezinho Cidadão tira menores da rua O projeto Andrezinho Cidadão tinha como meta encontrar uma solução
para cerca de 150 crianças e adolescentes que dormiam e trabalhavam
nas ruas de Santo André, cidade a 20 km de São Paulo. O resultado, de acordo com o coordenador Edson Alex Zitei, é que hoje não há mais crianças dormindo nas ruas da cidade. "Quando alguma é encontrada, logo é abordada e encaminhada", afirma Zitei. Ao buscar soluções às crianças, o programa foi abrindo outras frentes. De acordo com Zitei, na abordagem, descobriu-se que a maioria dos menores saía de casa por causa do alcoolismo dos pais. De volta às casas, o projeto passou a tratar desse problema, criando um centro de reabilitação de dependentes químicos. (Folha de S. Paulo) |
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