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A Unicamp divulga hoje (07/02) a primeira lista de aprovados no vestibular 2001. Os convocados devem comparecer a Unicamp, das 9 às 12 horas, munidos dos documentos relacionados no Manual do Candidato. A matrícula será descentralizada e ocorrerá no Instituto ou Faculdade que oferece o curso para o qual o candidato foi convocado. Os relacionados na lista de espera devem confirmar interesse pela vaga no mesmo dia. Mais informações podem ser obtidas no site da Unicamp
Segundo o MEC, todos os alunos de 1ª a 4ª série da rede pública receberão dicionários escolares para este ano. Perto de 350 mil desses alunos vão receber obras de qualidade duvidosa, com ausência de vocábulos, definições preconceituosas e erros de ortografia. Leia mais.
Pela primeira vez na história da escola pública deste país, os alunos de 1ª a 4ª série do ensino fundamental terão direito a um dicionário. Dito assim, é um passo considerável na formação escolar de 18,5 milhões de crianças. Mas o risco que elas correram foi grande. Antes de serem apresentados às secretarias de Educação dos estados e municípios, esses dicionários passaram pelo crivo de um grupo de professores especializados em Lingüística, a ciência da linguagem. Dos 23 dicionários escolares escarafunchados com lupa, onze têm impropriedades de arrepiar Caldas Aulete, Aurélio Buarque de Holanda e Antonio Houaiss, estejam onde estiverem. Os três reconhecidos autores de dicionários da Língua Portuguesa, já mortos, haveriam de se espantar com definições como a de curandeiro, que consta do Dicionário Escolar, de Silveira Bueno, Editora Ediouro. Está lá: curandeiro é ''charlatão da Medicina''. Não são poucas as incorreções, imprecisões, ausências, definições desatualizadas, derrapadas ideológicas, acepções preconceituosas, edições mal-acabadas. Greve, por exemplo, na definição do Minidicionário Sacconi da Língua Portuguesa, de Luiz Antônio Sacconi, é um ''conluio entre assalariados''. Moleque, no Dicionário Prático Escolar, de Rosa Marti, é ''negrinho''. Sobram erros nos onze dicionários de uma estrela. Há dicionários que não incluem palavras que fazem parte do vocabulário de qualquer criança. Chuchu, churrasco, boneca, basquetebol, papagaio, hambúrger, rock, azarar, criança e adolescente são palavras que não constam do Dicionário Didático da Língua Portuguesa, de André Bastos. Um outro, o da editora DCL, pula palavras arbitrariamente, como se um revisor maluco saísse cortando verbete de dicionário por falta de espaço. Salta de procriar para pugnar - e manda para o espaço palavras como procurar e prudência. Ai do adolescente que precisar de uma definição formal para deletar, teen e home page. Empréstimos recentes para a Língua Portuguesa, essas palavras não estão no Minidicionário Escolar da DCL. O maior dos pecados para um dicionário, não há dúvida, é escrever uma palavra incorretamente. Pois é o que faz o Dicionário Didático da Língua Portuguesa, de André Bastos. Diz o texto dos pesquisadores do MEC: ''Talvez o problema mais grave esteja no fato de (esse dicionário) apresentar vários erros, como falta de acento, uso indevido de acento, falta de cedilha, omissão de letras em vocábulos.'' Falta acento em vós, sobra crase em a propósito de, falta cedilha de velhaças. Para o Melhoramentos Minidicionário da Língua Portuguesa, Benin (país da África Ocidental, que mudou de nome em 1975) ainda se chama Daomé. Mas esse é um erro cometido por mais de um dos dicionários de uma estrela. Gíria, nesse dicionário, é ''linguagem usada pelos malandros e outras pessoas''. Os avaliadores consideram esse verbete ''mal definido''. No Miniaurélio (dicionário três estrelas) gíria é - sim - ''linguagem de malfeitores, malandros, etc.'', mas é também ''linguagem que, nascida em certo grupo social, termina estendendo-se à linguagem familiar''. A diferença entre uma definição e outra é o que separa o capricho do desleixo, três estrelas de uma estrela. Alguns dos onze dicionários uma estrela são piores do que outros. Isso os próprios avaliadores reconhecem, mas o MEC optou por não retirar nenhum deles da lista dos que estavam à disposição das escolas. ''Isso demonstra o caráter democrático da avaliação'', diz a coordenadora da avaliação, professora Maria Lúcia Castanheira, da Universidade Federal de Minas Gerais. ''A gente não fazia idéia do que ia encontrar por ser a primeira avaliação.'' O edital previa a
avaliação e seleção das obras, mas todas passaram
pela triagem - exceto as de mesmo autor e editora que apresentavam diferenças
irrelevantes entre uma e outra. Como explicar que um dicionário de 15 mil verbetes ignore palavras de uso corriqueiro, tais como pêssego, laranja, galo, jabuticaba, e inclua hipoestesia, antófago, ciografia. Assim é o Minidicionário Escolar da Língua Portuguesa, de Rosa Maria Cury, J. Fernando & Cardoso. (Hipoestesia é a diminuição geral da sensibilidade; antófago é que come flores; ciografia é um termo da Arquitetura para designar a arte de desenhar o corte longitudinal ou transversal de um edifício ou de uma máquina para se lhe ver a disposição interna). Se o MEC preferiu posar de bom moço e não desclassificou os dicionários mais escabrosos, os professores das mais de 167 mil escolas públicas o fizeram. Não por completo, mas o fizeram. Ao divulgar todos as avaliações no site do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) - www.fnde.gov.br -, o Ministério da Educação entregou às escolas essa responsabilidade. Elas levaram a sério a avaliação do MEC e aprovaram todos os dicionários três estrelas, mas houve as que ou não deram importância às estrelas ou nem mesmo consultaram a avaliação. O resultado: 355 mil alunos terão em mão dicionários de uma estrela. A rigor, ainda que não dito explicitamente pelo MEC, uma obra que deseduca. ''É lamentável que os editores coloquem no mercado, no afã de faturar, dicionários como esses. Um dicionário é um trabalho sério, que exige acompanhamento, equipes, atualização'', protesta a lingüísta Stella Maris Bortoni, 54 anos, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Brasília. ''Quer ver? Quando eu era criança, minha mãe que era professora e muita fina, não me deixava falar a palavra chato. Porque naquela época, chato significava um bicho que transmitia doenças venéreas. Hoje, a palavra se incorporou ao vocabulário com o significado de enfadonho''. Sendo assim, o Dicionário Prático Escolar, da Rosa Marti, pecou por recorrer somente à acepção mais antiga, antiqüíssima, da palavra. Diz o verbete que chato é ''nome vulgar dado a um piolho parasita da região pubiana''. É acepção original, mas há muito o significado mais comum mudou. E essa pobreza de acepções repete-se nos dicionários de uma estrela. E nem sempre a acepção escolhida é a usual. Chato é o exemplo perfeito. ''O vocabulário é o componente mais dinâmico da língua. Reflete mudanças socioculturais. Conseqüentemente, o dicionário - que o repositório desse acervo - deve estar sendo permanentemente atualizado'', avalia Stella Bortoni. A professora dá uma aula de como se faz um dicionário: há países europeus que entregam essa função ao governo ou a academia de letras. Em outros, como os anglo-saxões (Estados Unidos e Inglaterra, no caso), a tarefa é entregue a empresas de larga competência no ramo. No Brasil, 18 editoras apresentaram dicionário ao MEC. ''Não sabia que existia tanto dicionário assim'', surpreende-se Stella Bortoni. ''Não esperávamos encontrar certas coisas como, por exemplo, cuspir sinônimo de vomitar'', lembra-se a professora Maria Lúcia Castanheira, mãe de três filhos em idade escolar, cada um com seu dicionário, todos eles três estrelas. Primeiro dicionarista brasileiro amplamente reconhecido no país, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira disse, certa vez: ''Definir uma palavra é capturar uma borboleta no ar''. Não é nada fácil, tão delicadas elas são. E, pelo visto, poucos sabem fazê-lo. (Correio Braziliense)
Falta de água, luz, merenda e salas superlotadas. Essas são algumas deficiências que alunos de escolas da rede municipal na região do Campo Limpo, zona sul da capital, encontrarão amanhã, quando recomeçam as aulas. O Estado visitou duas escolas naquela região e constatou diversos problemas e irregularidades, inclusive desrespeitando a legislação municipal relativa ao tamanho das salas de aula. A Escola Municipal de Ensino Fundamental Paraisópolis, que funciona ao lado da favela de mesmo nome, ilustra um problema comum às quatro escolas recém-inauguradas na região: até ontem, a água não havia sido ligada, portanto os banheiros funcionam precariamente, com um resto de água armazenado na caixa cedida por um morador da região. A merenda também não poderá ser preparada. Além de faltar água, a cozinha não está equipada com fogão nem geladeira. E, mesmo que os equipamentos sejam instalados a tempo, não há pessoal para preparar a merenda, pois ainda não foram designados todos os funcionários para a escola e os alimentos não foram entregues. Os problemas vão além: é provável que as 1.138 crianças matriculadas na Paraisópolis também não assistam às aulas, porque faltam professores. Para funcionar plenamente, a escola precisa de 33 docentes, mas até anteontem só 2 haviam sido confirmados. As lixeiras instaladas ao lado do portão de entrada de alunos e perto da cozinha também preocupam, pois podem colocar em risco a saúde. Levantamento da diretoria regional de ensino de Campo Limpo mostra que outras três escolas novas na região não têm como funcionar adequadamente por falta de água ou energia. São elas: a Novo Horizonte, a Jardim Mitsutami e a Parque do Lago. Na primeira, o início das aulas pode ser adiado, porque a previsão é que as carteiras só cheguem no dia 25. Na tentativa de atender à grande demanda por vagas dos moradores da Favela Paraisópolis - onde vivem cerca de 70 mil pessoas -, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Paulo Freire instalou um anexo em uma casa, que foi alugada pela Prefeitura por cerca de R$ 1.800. Cerca de 600 crianças de 1ª e 2ª série vão assistir às aulas, a partir de amanhã, em salas improvisadas em quartos, só serão alimentadas com merenda seca e poderão passar o recreio em um pátio adaptado e coberto com telhas de plástico. Se chover, é bem possível que tenham de permanecer dentro das salas no intervalo, pois as telhas estão rachadas e, quando chove, o pátio inunda. Esse não é o único problema de estrutura. Uma rampa de cimento, bastante inclinada logo na entrada da casa põe em risco a segurança das crianças. Sem contar as salas de aula, onde serão acomodadas cerca de 40 crianças em um espaço suficiente para não mais do que 25 carteiras. A escola improvisada não tem telefone. Por isso, as diretoras, coordenadoras e professores têm de se deslocar, durante o período de aulas, entre o anexo e a sede para resolver os problemas que eventualmente aparecem. O quadro de funcionários também não está completo, assim o vigia ajuda a distribuir a merenda. Esse caso não é isolado. Faltam, nas esoclas da região do Campo Limpo, cerca de 190 agentes (merendeiras e faxineiras), 62 coordenadores pedagógicos, 25 diretores e 150 vigias. O caso do anexo da escola Paulo Freire ilustra os problemas decorrentes de uma estratégia adotada pela Prefeitura, durante a administração Celso Pitta, na tentativa de contornar um problema comum em algumas regiões da cidade: demanda maior do que a oferta de vagas. "Essas escolas têm as mesmas deficiências das escolas particulares irregulares", diz a professora de Administração Escolar da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Neide Nofess. "As crianças não têm a menor condição de aprender nesse ambiente." Soluções -A Secretaria Municipal de Educação informou, por meio da Assessoria de Imprensa, que pretende manter o início do ano letivo amanhã, mesmo que algumas escolas estejam funcionando precariamente. A Assessoria lembrou que muitos dos problemas estruturais das escolas foram herdados da administração passada e se comprometeu a buscar encontrar soluções para os problemas o mais rápido possível. (O Estado de S. Paulo)
O comércio decidiu inovar e está lançando promoções diferentes para atrair pais e alunos na volta às aulas. No ABC Plaza Shopping, por exemplo, até o dia 25, acontecerá a 3ª Edição da Feira de Troca de Livros. Já na Dunkin Donuts, na compra de dois Donuts, o consumidor ganha um terceiro e ainda recebe um brinde, que pode valer caderno, régua, caneta e adesivos. Uma terceira promoção é a da Papelaria e Livraria Real, que está trocando latinhas de alumínio por ítens necessários para tarefas em sala de aula. Márcia Pacheco, gerente de marketing do ABC Plaza, conta que estão cadastrados quatro mil livros, entre literários e didáticos. O objetivo, segundo ela, é registrar um aumento de 15%, alcançando 4.600 livros. ''Em edições anteriores, a feira atraiu em torno de 6 mil pessoas de diferentes lugares de São Paulo.'' Para participar basta levar um livro para troca. Os que não forem trocados neste ano, serão arquivados e ofertados no ano que vem. Com um investimento de R$ 100 mil e o propósito de aumentar o faturamento em 20%, a Dunkin Donuts realiza até o dia 17 de março, o Mergulhe nesta idéia. ''Trata-se de uma promoção lúdica, que aproveita a volta às aulas e brinda o cliente com produtos que ele poderá utilizar na escola ou universidade'', explica Gerson Keilaa, presidente da Master Brasil, administradora do sistema Dunkin, com 217 pontos no País. Na Real, as latinhas vazias de alumínio, que costumam ir para o lixo depois do recreio, podem virar dinheiro na hora de comprar o material escolar. Com quatro unidades na Capital, a papelaria está trocando os vasilhames por cadernos, réguas, caixas de lápis de cor e outros ítens. A promoção vale até o final de fevereiro. ''A idéia é auxiliar as pessoas mais carentes que, muitas vezes, não têm condições de comprar o material'', justifica o sócio-diretor da Real, George Sala. O projeto, segundo ele, irá beneficiar tanto aos alunos que efetuam a troca como crianças carentes da Cohab Raposo, na Zona Oeste. ''O material recolhido é todo doado, vendido e depois usado para compra de materiais destinados à comunidade.'' Para a troca são necessárias de 10 a 35 latinhas. O número máximo, por exemplo, vale uma caixa de lápis de cor com 12 unidades, que custa R$ 1,95. Já 20 latinhas podem ser trocadas por uma cola ou um caderno de 48 folhas. Informações podem ser obtidas no telefone 543-2088. (Diário Popular) |
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