|
|||||||||||||||||||||
|
Crianças da Cidade Ocidental (DF) comemoram a troca do lixão pela sala de aula. Município conseguiu matricular no colégio todos os catadores mirins, graças ao projeto Bolsa-Escola Cidadã, da ONG Missão Criança. A cerimônia de abertura contou com a presença de Renato Aragão. Leia mais
Enquanto a atração da tarde não chegava, a criançada brincava com palhaços, bonecos gigantes e equilibristas que andavam sobre enormes pernas-de-pau. Encantadas, admiravam toda a festa montada só para elas. ''Eu sabia que minha vida ia mudar quando voltasse a estudar'', dizia Fábio do Nascimento, 12 anos. ''Só não imaginava que a escola me faria conhecer gente importante, como o Didi.'' Fábio é uma das 277 crianças da Cidade Ocidental beneficiadas pela bolsa-escola cidadã. Todas elas com histórias parecidas. São meninos de baixa estatura, pele morena e acostumados a trabalhar desde cedo para ajudar a família. Mais de 30 deles viviam dos restos que encontravam no lixão. As latinhas e garrafas eram vendidas para a reciclagem. A comida ia direto para a barriga. A vida dessas crianças
só mudou há dois anos, quando passaram a receber dinheiro
para estudar. Ana Beatriz, 13 anos, afirma nunca mais ter pisado no lixão
desde que ganhou a bolsa-escola. Nem ela nem qualquer outro menor em idade
escolar. ''Se eles pegam a gente lá, tiram a bolsa na hora'', conta
a menina. O benefício de R$ 70,00 é dado pela Missão
Criança em parceria com a ONG Cidadão do Futuro. Graças
à verba, o trabalho infantil no lixão na Cidade Ocidental
foi extinto. Antes de ir embora, o humorista recebeu dos meninos saídos do lixão alguns presente: uma camisa da Missão Criança, flores, um livro com desenhos feitos por eles e uma carta pedindo ao Unicef - que mantém o projeto Criança no lixo nunca mais - que garantisse a toda criança o direito de ir à escola. Sorrindo, o trapalhão beijou os quatro meninos encarregados de presenteá-los. A visita de Renato Aragão marcou o fim do I Encontro Nacional de Catadores de Materiais Reciclados, realizado na Universidade de Brasília. Embaixador do Unicef, ele foi conhecer o que está sendo feito junto a essas comunidades para retirada das crianças do lixo. Os catadores de lixo da Cidade Ocidental (GO) têm um projeto que deu certo. Com a ajuda da ONG Cidadão do Futuro - em parceria com o Unicef e a Missão Criança - as famílias do lixão organizaram uma cooperativa de material reciclado. Assim, conseguiram aumentar a própria renda. A bolsa-escola é mais um estímulo à melhoria do orçamento familiar. Por causa do benefício, não se vê criança catando latinha no município. (Correio Braziliense)
A bolsa-escola paga R$ 70 às famílias caso todos os filhos estejam matriculados na escola. É o suficiente para poderem deixar o mercado de trabalho e se dedicar apenas aos estudos e aos brinquedos. Conheça a seguir as histórias de três crianças, dois ex-catadores de lixo e um ex-feirante, que tiveram as vidas modificadas pelo programa. Fábio do Nascimento
Silva, 12 anos, 6ª série Rafael de Souza, 11
anos, 5ª série Ana Beatriz Ramos,
13 anos, 7ª série (Correio Braziliense)
Criada em dezembro de 1998 pelo ex-governador Cristovam Buarque, a ONG Missão Criança dá continuidade ao trabalho da Bolsa-Escola iniciada no Distrito Federal, em 1994. A organização oferece às famílias carentes que enviarem os filhos à escola uma ajuda de custo de meio salário mínimo. Em troca, pede a presença dos alunos na sala de aula. O benefício tem ajudado a erradicar a miséria e o trabalho infantil em 14 estados brasileiros e foi levada à diversos países (Correio Braziliense)
|
|
|||||||||||||||||||