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Em 2004, Minas Gerais será o primeiro estado a aplicar nas escolas da rede pública o ensino fundamental obrigatório de nove anos de duração. Leia mais:
Projetos voltados à infância e à adolescência, passarão a ser prioridade no orçamento do governo federal. Leia mais:
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Segundo a Secretaria de Estado da Educação de Minas, que responde pela segunda maior rede do Brasil, o objetivo é melhorar a capacidade de leitura e escrita da maioria dos alunos, que hoje começam a ser alfabetizados um pouco mais tarde. A iniciativa agrada ao Ministério da Educação, que vem defendendo que a ampliação ocorra em todos os Estados até 2007. A expansão, prevista no Plano Nacional de Educação (PNE), não é nenhuma reinvenção da roda. Em muitos países, os nove anos já estão em vigor. Segundo o ministério, na América Latina o Brasil é o único que ainda não oferece o ensino fundamental com essa duração - a educação infantil atende crianças de 4 a 6 anos. A maioria dos sistemas, porém, já aceita crianças de 6 anos na 1.ª série, para um ciclo de oito anos de estudo. Dados do Sistema de Avaliação do Ensino Básico (Saeb) de 2001, mostram que 59% dos alunos brasileiros na 4.ª série não têm o que os especialistas chamam de competências básicas de leitura. Somente 4,79% dos alunos apresentam competências consideradas adequadas para a série. Especialistas em educação alertam, porém, que só expandir o ciclo sem investir na preparação de professores para lidar com crianças mais novas pode não ser a solução. (Agência Ponto Edu – 07/07/03)
Pela primeira vez, projetos voltados à infância e à adolescência serão colocados como prioridades no Plano Plurianual, que define o orçamento do governo federal durante toda a gestão. A verba e o planejamento desses projetos serão detalhados no plano de ação que o governo pretende apresentar até o dia 12 de outubro. Uma vez definida a aplicação, esses recursos não poderão ser transferidos para outras áreas. A novidade está prevista no projeto Presidente Amigo da Criança, elaborado pela Fundação Abrinq e assinado por Lula antes da eleição. O projeto é baseado no documento "Um Mundo para as Crianças", da ONU, que o governo brasileiro assinou em maio de 2002. Com isso, o governo se comprometeu a cumprir, dentro de 15 anos, metas relacionadas a quatro temas: saúde, educação, combate à Aids e proteção de crianças e adolescentes contra abuso, exploração e violência. "São metas factíveis, mas há necessidade de investimentos grandes e de uma articulação maior. Por exemplo, há uma meta de redução, até 2010, de um terço de famílias sem acesso a saneamento e água potável. É uma meta complexa, que demanda vontade política", afirma Rubens Naves, vice-presidente da Fundação Abrinq. Para alcançar as metas, o plano de ação irá envolver a Secretaria de Direitos Humanos (responsável pela coordenação política do projeto) e os ministérios da Educação, da Cultura, da Saúde, da Assistência e Promoção Social, do Trabalho e Emprego, de Minas e Energia e do Planejamento. Segundo Rubens Naves, o plano de ação deveria ter sido elaborado pelo governo federal nos primeiros seis meses de gestão, mas, devido a um atraso, um novo cronograma foi estabelecido. No próximo dia 13, o plano será apresentado ao Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) e à Rede de Monitoramento, composta por entidades da sociedade civil, para a realização de ajustes finais nas metas da atual gestão. Na ocasião, também será assinado um termo de compromisso por representantes de todos ministérios envolvidos. Entre 10 e 11 de setembro, o Conanda submeterá a proposta à aprovação. (Folha de S. Paulo – 07/07/03)
A primeira prova do vestibular de inverno da Unesp, aplicada ontem, foi considerada simples e dentro da tradição de vestibulares anteriores por professores de cursinho. Já os candidatos da Grande São Paulo reclamaram do local da prova. Todos os 4.099 inscritos da Grande São Paulo fizeram o exame no prédio da Unicid, próximo à estação Carrão do metrô. Isso fez com que candidatos que moram em outros municípios gastassem até duas horas e meia para chegar, como aconteceu com Paulo de Tarso, 24. Ele saiu de Caieiras (35 km da capital) às 10h30, pegou trem e metrô. Mesmo saindo com antecedência, não conseguiu chegar no horário e não pôde fazer a prova. "O trem ficou 15 minutos parado na Lapa, o que acabou me atrasando." Mesmo conseguindo chegar a tempo, Lilian Gracinda de Souza, 20, levou mais de uma hora para ir de sua casa, em Diadema, para o local de prova. "Foi péssimo ter de vir até aqui. Tive de pegar um ônibus, um trólebus e depois metrô." Segundo Fernando Dagnoni Prado, coordenador acadêmico da Vunesp, fundação responsável pela prova, foi utilizado apenas um local de prova na Grande São Paulo para que não houvesse confusão entre os candidatos que não receberam o cartão de convocação. "Nós tivemos pouco tempo. Com apenas um local, fica mais fácil saber onde fazer a prova", disse ele. O prédio da Unicid foi escolhido por ter capacidade para todos os candidatos e por estar próximo a uma estação do metrô. Os candidatos encontraram uma prova de resolução simples, semelhante às provas de final de ano da Vunesp. "Em matemática, o aluno que conhecesse minimamente os assuntos conseguiria resolver as questões", disse Edmilson Motta, do Etapa. Para o coordenador de história do Objetivo, Franscico Alves da Silva, a prova foi "fácil até demais". Do total de inscritos, 4,7% não compareceram ao primeiro dia de prova. Hoje, às 14h, serão aplicadas as provas de conhecimentos específicos, com 25 questões escritas. (Folha de S. Paulo – 07/07/03) |
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