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O governo lança hoje o Programa Brasil Alfabetizado. O anúncio tardio pretende evitar críticas de que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva fala muito e faz pouco na área social. Leia mais:
Muita gente ainda não sabe, mas desde abril do ano passado, todas as escolas dos diferentes níveis estão obrigadas a manter em seus quadros, especialistas em linguagem de sinais. Leia mais:
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Depois de fechar convênios que garantem a alfabetização de cerca de 1 milhão de jovens e adultos, o governo federal lança hoje no Palácio do Planalto o Programa Brasil Alfabetizado. O anúncio tardio pretende evitar críticas de que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva fala muito e faz pouco na área social. O ministro da Educação, Cristovam Buarque, assina também documentos com entidades representativas de universidades públicas e particulares para que elas se comprometam a estimular seus alunos a serem alfabetizadores. "O estudante que é um alfabetizador será um melhor profissional", diz o ministro. Segundo ele, as universidades poderão dar créditos em disciplinas para esses alunos. Como incentivo, Cristovam remanejou R$ 80 milhões do orçamento do ministério que seriam destinados a programas de alfabetização - para engordar a verba das universidades. O anúncio hoje será feito pelo próprio presidente da República e terá a participação do cantor e compositor Moraes Moreira, autor de uma música para a campanha do Brasil Alfabetizado, que também começa a ser veiculada hoje. O programa já existe em 1.768 municípios. Os 37 convênios foram assinados desde o início do ano com prefeituras, Estados, empresas, ONGs e outras entidades. Em todos eles, o MEC banca parte das despesas com cada aluno. Não há uma metodologia única de ensino, mas espera-se que os jovens e adultos (acima de 15 anos) sejam alfabetizados em cursos de seis a oito meses. O programa também prevê um incentivo em dinheiro para a primeira carta escrita pelo ex-analfabeto. Até agora, o Brasil Alfabetizado conta com a participação de 56 mil alfabetizadores. A intenção do ministro Cristovam é de ensinar a ler e a escrever cerca de 20 milhões de analfabetos do País. Os documentos hoje serão assinados com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a Associação Nacional de Universidades Particulares (Anup), a Associação Brasileira de Universidades Estaduais e Municipais (Abruem) e com a de Universidades Comunitárias (Abruc). Confederações nacionais de indústria, comércio e agricultura também se comprometerão a alfabetizar funcionários de seus filiados e, em processos de seleção para contratação, dar preferência a candidatos que tiverem o certificado de alfabetização do MEC. Ontem começou a funcionar na Praça dos Três Poderes, em Brasília, o Labirinto do Analfabetismo. O local simula a realidade de uma analfabeto, com placas, ônibus e remédios usando textos com símbolos incompreensíveis em vez das letras. (O Estado de S. Paulo – 08/09/03)
Muita gente ainda não sabe, mas desde abril do ano passado, todas as escolas dos diferentes níveis estão obrigadas a manter em seus quadros, especialistas em linguagem de sinais. O objetivo é promover a inserção social dos surdos por meio da difusão da Libras, a Língua Brasileira de Sinais. Algumas entidades, entretanto, acumulam experiência de muitos anos de trabalho com surdos, o que permitiu a adaptação mais rápida à aplicação da Lei Federal 10.436. Entre elas, destacam-se a Escola Especial Para Crianças Surdas e as Faculdades Integradas Rio Branco, mantidas pela Fundação de Rotarianos de São Paulo. “A Escola Especial oferece ensino gratuito de 1ª a 4ª série a crianças carentes da Granja Viana. Todos os professores são especializados na linguagem de sinais. Também temos quatro intérpretes de Libras para alunos da 5ª a 8ª série. Além de alunos surdos, acompanhados por intérpretes, nos cursos profissionalizantes”, informa a coordenadora técnica da unidade, Sabine Vergamini. No campus das Faculdades Integradas Rio Branco, na Zona Oeste os estudantes já estão familiarizados com o gestual de um grupo de alunos. A entidade mantém quatro intérpretes da Libras para acompanhar, em tempo integral, cinco estudantes surdos do curso de Pedagogia e outros dois do curso de Comunicação Social. Na semana passada representantes do Ministério da Educação visitaram a faculdade e diante da infra-estrutra instalada, estranharam o pequeno número de alunos surdos. “A resposta é simples. Eles ainda não têm conhecimento do apoio que oferecemos em relação a recursos humanos. Assim como ainda não temos alunos portadores de deficiências físicas, porque essas pessoas, principalmente os cadeirantes, não sabem que o campus não tem degraus. É uma questão de tempo”, diz a diretora geral, Marcia Cristina Holland e acrescenta, “Nossa satisfação é ver os estudantes surdos entre os mais atuantes da faculdade. Aos sábados, eles dão suporte às crianças surdas que estudam na rede pública e têm aula de reforço escolar conosco. Alguns trabalham como educadores e todos eles têm o objetivo de ser útil à comunidade em geral.” Serviço: Escola
Especial Para Crianças Surdas. Tel.: (11) 4612-0505, ramal 2292.
Faculdades Integradas Rio Branco. Tel.: (11) 3879-3100
Escolas públicas de todo o País terão de fazer um hasteamento solene da Bandeira Nacional ao menos uma vez por semana. A medida consta de decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem, na solenidade em comemoração ao 7.º Encontro Cívico MEC/Nestlé, realizada no Palácio do Planalto logo após os desfiles de 7 de Setembro. As escolas deverão hastear a bandeira, preferencialmente, às segundas-feiras, no turno matutino, e às sextas-feiras, no vespertino. (O Estado de S. Paulo – 08/09/03) |
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