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A repetência, a dificuldade em aprender a escrever e a falta de interesse por livros podem ser consequência da dislexia, um distúrbio que representa dificuldades da criança em ler e escrever. "Trata-se de um problema hereditário, que independe de fatores externos ", explica Luiz Celso Pereira Vilanova, chefe do setor de Neurologia Infantil da Unifesp (Universidade Federal Paulista). Leia mais
Os estudantes apresentarão na SBPC Jovem - categoria destinada ao ensino fundamental e médio - 31 trabalhos científicos em diversas áreas. A maioria das pesquisas está relacionada a temas do cotidiano dos adolescentes como, por exemplo, a qualidade das aulas de Educação Física, avaliando aprendizagem e infra-estrutura de escolas municipais. Os pesquisadores mirins fazem parte do projeto Circuito Ciência, coordenado pelo pesquisador Ivo Leite Filho. O projeto, que já existe há um ano, é uma iniciativa da Estação Ciência - Centro de Difusão Científica, Tecnológica e Cultural da Universidade de São Paulo - e propõe incentivar a iniciação científica entre os estudantes das escolas municipais do ensino fundamental e médio. "A grande meta do Circuito é fazer os alunos perceberem que podem usar seu talento e interesse pessoal para desenvolver a Ciência", explica o coordenador Leite Filho. Três universitários, das áreas de humanas, biológicas e exatas, também participam do projeto como orientadores dos estudantes. (O Estado de S. Paulo)
Depois de ser reprovada por duas vezes no ginásio e uma vez no primeiro colegial, a fotógrafa Rosemari Marquetti de Mello, 40, abandonou os estudos. As reprovações não foram um sinal de falta de inteligência ou displicência, mas consequência da dislexia. O distúrbio, disfunção ou ainda doença, para alguns, é um termo que, apesar das diferenças conceituais, representa uma dificuldade da criança na aquisição da leitura, que, com frequência, também prejudica a escrita. "O ideal é detectar na fase de alfabetização. A criança não se interessa por livros. Ela não consegue continuar uma história que a professora conta", afirma a a fonoaudióloga e psicopedagoga Maria Ângela Nogueira Nico. Ela é coordenadora técnica e científica da ABD (Associação Brasileira de Dislexia), na zona central de São Paulo. O local presta serviços de diagnóstico, de esclarecimento a professores e de acompanhamento a portadores do distúrbio. No decorrer da vida escolar, os sintomas ficam mais claros. A letra torna-se ruim, quase inelegível, e a criança encontra dificuldade em qualquer atividade relacionada à escrita e à leitura. Ela pode inverter sílabas e ter dificuldades para soletrar, entre outros. O aluno prefere provas orais a escritas. Para a ABD, a dislexia é uma disfunção ou distúrbio de origem hereditária. Estudos recentes ligam o aparecimento da dislexia a alterações no cromossomo 6 e, provavelmente, nos cromossomos 1, 2 e 15. "Trata-se de um problema hereditário, que independe de fatores externos, ainda com causa desconhecida. Provavelmente é uma alteração em circuitos cerebrais", explica Luiz Celso Pereira Vilanova, chefe do setor de Neurologia Infantil da Unifesp (Universidade Federal Paulista). Já o neurologista infantil Saul Cypel, do Hospital Israelita Albert Einstein, não é categórico. "As causas e origens ainda não são definidas." O médico, que trabalha há mais de 30 anos com dificuldades no aprendizado, diz ainda que a dislexia é uma doença. "Está catalogada como tal." Cypel procura evitar que o diagnóstico de dislexia seja simplificado. Segundo ele, crianças que, por exemplo, confundem letras não são necessariamente disléxicas. Para o neurologista há, no máximo, 0,5% de disléxicos no país. De acordo com a ABD, de 10% a 15% da população mundial é portadora de dislexia, número que seria equivalente ao do Brasil. "Além de o conceito ter mudado ao longo dos anos, cada país tem especificidades do idioma, que influem nesse sentido. O português, diferentemente do inglês, é fonético. As letras correspondem aos sons", diz Cypel. Ainda assim, Maria Ângela concorda que o diagnóstico é difícil e deve ser feito por uma equipe de profissionais. "Uma tomografia pode acusar uma irregularidade, mas só isso não é suficiente para um diagnóstico conclusivo." O procedimento mais adequado é entender o processo de aprendizagem da criança e perceber se ela está no mesmo ritmo da turma ou ainda no mesmo ritmo dos outros irmãos. Se as dificuldades na leitura e na escrita forem constantes e recorrentes, é aconselhável conversar com quem acompanha de perto a alfabetização do estudante: professores e psicopedagogos. "É importante conhecer o processo de alfabetização. As crianças podem ter problemas que são relacionados às etapas naturais. Algumas, por exemplo, apenas não se adaptam ao processo silábico ou ao construtivista", diz o neuropediatra Vilanova. Com todas as condições identificadas, deve-se procurar um pediatra ou um neurologista. "Às vezes, a auto-imagem da pessoa já está tão comprometida que é necessário o tratamento com um psicólogo", afirma o neuropediatra Vilanova. Isso se deve ao fato de que muitos disléxicos, sem conseguirem ser bem-sucedidos em atividades escolares, são tidos como relapsos, pouco inteligentes e dispersos, por professores e colegas. Segundo Maria Ângela, quando recorrem à ABD, as pessoas, geralmente, estão "emocionalmente arrasadas". "Eles se sentem burros, mas não são. São muito inteligentes. Sabem que têm alguma coisa, mas não sabem o quê." De acordo com a fonoaudióloga, nada impede que os disléxicos sejam bem-sucedidos na vida. "Normalmente, eles procuram profissões pouco acadêmicas, nas quais não tenham que ler muito", diz o neurologista Cypel. Segundo Maria Ângela, não há cura para a dislexia, mas o indivíduo consegue lidar melhor com o problema se tiver acompanhamento médico e fonoaudiológico planejados de forma adequada. (Folha OnLine)
Para o coordenador educacional Mario Angelo Braggio, professores devem adotar procedimentos específicos para facilitar a aprendizagem dos disléxicos. De acordo com ele, não é recomendável que o uso do quadro negro seja excessivo, já que portadores do distúrbio têm dificuldade para ler. Braggio recomenda ainda que os disléxicos levem gravadores para as aulas. O coordenador trabalha no Externato Nossa Senhora Menina, escola particular na Mooca, zona leste de São Paulo. Dos 1.100 alunos, 16 têm a dislexia diagnosticada. Segundo Braggio, eles estudam com os demais alunos e conseguem acompanhar as aulas. Isso, afirma, se deve ao fato de a escola ter adaptado provas e a própria maneira de dar aula, em função dos disléxicos. "No lugar de explicar a ordem dos planetas, mostre para o aluno um desenho. Ele vai entender muito mais facilmente", recomenda. Para avaliar os disléxicos, a escola prioriza as provas orais. Em uma avaliação da escola, afirma Braggio, uma das questões pedia para os alunos explicarem o que era o movimento de rotação da Terra. Um deles, que tinha o distúrbio, rodou em torno de si para demonstrar. "Alguns alunos poderiam ter decorado o que era e não terem entendido, como ele, que a Terra gira em torno de si mesma", afirma. Quando não há outra possibilidade senão a prova escrita, ele sugere o uso de uma linguagem clara e objetiva. O coordenador admite que não é fácil diagnosticar a dislexia em sala de aula, principalmente pelo fato de o distúrbio não ser visível. "Mas eles não são pessoas anormais. Um canhoto é anormal? Não, apenas funciona de outra maneira, mas tem todas as possibilidades de ser bem-sucedido. Só vai ter que se adaptar ao mundo dos destros", afirma. Segundo o neuropediatra Luiz Celso Pereira Vilanova, é raro que haja preocupação com o distúrbio nas escolas públicas brasileiras, principalmente pelo fato de o país ter uma grande quantidade de analfabetos. "Quanto mais o país valoriza a leitura, maior será o número de disléxicos. Os analfabetos podem nunca saber que têm o problema." (Folha Online)
O presidente da União Nacional dos Estudantes, Felipe Maia, disse ontem que está disposto a abrir mão do sigilo bancário da entidade, caso o Ministério Público decida investigar suas contas. A Social Democracia Estudantil, ligada ao PSDB, prepara representação ao MP, pedindo que os promotores investiguem a prestação de contas da UNE sobre o destino dado ao dinheiro arrecadado com as carteiras estudantis. "Nós não temos medo de fiscalização", afirmou. Grupos de oposição
à presidência da UNE divergem sobre a quantia que a entidade
informa arrecadar com as carteirinhas (R$ 1,9 milhão). Eles acreditam
que esse valor chegue a R$ 12 milhões, e pedem transparência
nas contas da união. "Esse ataque é infundado, tem
o objetivo de prejudicar a representação estudantil e está
partindo do grupo mais interessado em que a UNE esteja paralisada. Nesse
sentido, é claro que isso me incomoda. Mas não tira o meu
sono nem de ninguém da UNE", afirmou Maia. Maia afirmou que a entidade vai "apertar a fiscalização" sobre os postos avançados da UNE, aptos a fazer as carteirinhas. Ele tem recebido denúncias de que pessoas que não são estudantes conseguiram a carteira, sem provar que estão matriculados em universidades. "Não temos como ir às secretarias para comprovar se as pessoas estão ou não matriculadas. Mas vamos descredenciar os postos avançados que não exigirem documentos. Eles desmoralizam a carteirinha", afirmou. O presidente da UNE criticou a lei da deputada estadual Tânia Rodrigues (PSB), que desvincula a meia-entrada em eventos culturais da carteirinha da UNE. "Isso não vai resolver o acesso à cultura. O jovem que está fora da escola muitas vezes não tem dinheiro nem para pegar um ônibus e chegar ao centro da cidade, onde se concentram esses eventos", disse. "Essa é uma atitude demagoga. A meia-entrada incentiva o estudo." Maia disse ainda que a UNE vai estudar o fornecimento gratuito da carteirinha a partir da lista de isenção da taxa de vestibular nas universidades públicas. A iniciativa beneficiaria alunos pobres. (O Estado de S. Paulo)
O ensino de Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias, adotado no Reino Unido, pode inspirar o Brasil a melhorar a prática pedagógica dessas áreas do conhecimento nas escolas do ensino médio. A diretora dos Programas de Articulação com o Sistema de Ensino da Secretaria de Educação Média e Tecnológica do Ministério da Educação, Maria Beatriz Gomes da Silva, e a professora Mônica de Cássia Vieira Waldhelm estão visitando escolas do ensino médio de Londres que desenvolvem experiências de sucesso no ensino de Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. A intenção é colher subsídios que fortaleçam o Programa de Valorização e Formação Continuada de professores brasileiros que atuam no ensino médio de todo o País. Este programa é parte integrante das estratégias voltadas à implementação da reforma do ensino médio no Brasil. A área de Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias refere-se aos conhecimentos de Física, Química, Biologia e Matemática que o aluno do novo ensino médio deve dominar de forma criativa e contextualizada. Nesta nova concepção de aprendizado, ele deve adquirir competências que lhe permitam compreender os impactos do desenvolvimento tecnológico na sociedade. As informações são da Agência Brasil. (FolhaonLine) |
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