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Cerca de 140 mil crianças entre três e seis anos estudam em Emeis (escolas municipais de educação infantil), em São Paulo. Mas o índice de evasão chega a 37%. Leia mais:
As escolas da rede municipal de São Paulo vão ganhar uma coleção de livros que têm o negro como ponto central. Leia mais:
Balanço feito pela Prefeitura de São Paulo e publicado ontem no "Diário Oficial" do Município revelou que em algumas Emeis (escolas municipais de educação infantil) o índice de evasão chega a 37%. Cerca de 140 mil crianças, de 3 a 6 anos, estudam nas Emeis. A Emei Patrícia Galvão, na República (centro), tem o maior índice de evasão. O centro, aliás, é a região recordista. (Folha Online - 11/03/03)
As escolas da rede municipal de São Paulo vão ganhar a partir deste mês uma coleção de livros que têm o negro como ponto central. São 40 títulos, num total de 30 mil unidades que vão de literatura infantil a livros de história, antropologia, cultura africana e afro-brasileira. "O projeto vai fazer o aluno negro resgatar sua história e ajudar o branco a conhecer melhor a cultura e a história africanas", diz a assessora técnica da Secretaria Municipal de Educação, Marilândia Frazão. Para ela, os professores "precisam de instrumentos para tratar de questões raciais na sala de aula" e o tema sempre foi deixado em segundo plano nas escolas. O projeto, chamado de Bibliografia Afro-Brasileira, reúne títulos para todas as faixas etárias. Alguns serão enviados às escolas de educação infantil, outros às de ensino fundamental e cursos de jovens e adultos. Os assuntos serão tratados nas disciplinas, como tema transversal. Os livros estarão à disposição dos alunos nas escolas. Em abril, segundo Marilândia, educadores da rede pública receberão informações sobre como usar o material. A notícia agradou os representantes do movimento negro. "Um dos geradores da baixa estima do aluno negro é a ausência quase total de símbolos da sua história", diz o frei Davi Raimundo dos Santos, diretor executivo da ONG Educafro. Para o advogado e coordenador do Centro de Estudos de Relações de Trabalho e Desigualdade, Hédio Silva Jr., "essa iniciativa pode ajudar a escola que hoje forma brancos para se sentirem superiores e negros para se sentirem inferiores". A secretaria gastou cerca de R$ 400 mil no projeto. A escolha dos títulos ficou a cargo da secretaria e de órgãos da Prefeitura que tratam da questão racial. Entre as obras estão Doce Princesa Negra, de Solange Azevedo Cianni, Racista, Eu de Jeito Nenhum, de Mauricio Pestana, e Diferenças e Preconceito na Escola, de Julio Groppa Aquino. O projeto será lançado oficialmente na semana que vem pela prefeita Marta Suplicy. (O Estado de S. Paulo - 11/03/03) |
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