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As monótonas aulas de Física, Química e Biologia, nas escolas de ensino médio brasileiras podem explicar a razão de o país figurar em 43.º lugar no Índice de Avanço Tecnológico, divulgado pela ONU. "Mais que uma questão de orçamento, a péssima posição do Brasil revela o quadro da nossa educação", afirma o cientista Ênnio Candotti. Leia mais
Uma parceria entre as Secretarias de Cultura e Educação do município de Duque de Caxias e a BR Distribuidora deve levar este ano 200 mil crianças do ensino fundamental ao cinema. As sessões acontecerão todas as terças e quintas-feiras, das 10h ao meio dia, no Cine Art Unigranrio, em Caxias. Leia mais
Monótonas para boa parte dos estudantes, as aulas de Física, Química e Biologia, na maioria das escolas de ensino médio brasileiras, podem explicar a razão de o Brasil figurar em 43.º lugar no Índice de Avanço Tecnológico, divulgado pela ONU, atrás de países como Tailândia e Panamá. Na avaliação do cientista Ênnio Candotti, o número de professores habilitados na área, o pouco tempo dispensado às disciplinas de ciências nos currículos e a falta de promoção e investimentos em laboratórios são mazelas que distanciam o país de nações como Finlândia (1.º lugar no ranking), Estados Unidos (2.º), Suécia (3.º) e Japão (4.º). "Mais que uma questão de orçamento, a péssima posição do Brasil revela o quadro da nossa educação", afirma Candotti. A ONU avaliou a situação tecnológica de 72 países, que foram divididos em quatro grupos - líderes, líderes potenciais, adoção dinâmica de tecnologia e marginalizados. O Brasil aparece no terceiro grupo, que inclui, entre outros, Uruguai (38º), África do Sul (39.º), China (45.º), Irã (50.º), Paraguai (52.º), e Índia (63.º). Países em guerra como Angola e Ruanda não tiveram os dados apurados Presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Candotti defende uma "cultura" da ciência para melhorar a posição brasileira. "O País pode ter vários prêmios Nobel e centros de excelência, mas continuar com os mesmos índices de miséria", diz. "O importante é que a sociedade possa assimilar e ter uma nova postura frente à tecnologia." A relação da sociedade com a ciência foi a base do índice. A ONU ressalta que o ranking não mostra qual país está liderando o desenvolvimento mundial, mas como os vários setores da nação participam da criação e uso da tecnologia. A expansão do ensino médio, ocorrida nos últimos anos, não foi acompanhada, segundo Candotti, pelo avanço no ensino científico experimental. O cientista critica a falta de interesse do ensino superior privado na formação de professores de ciências. O setor estaria optando por cursos na área de humanas, pois os mesmos requerem menos infra-estrutura. Nas públicas, o problema seria a falta de pessoal. Para o secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, Carlos Américo Pacheco, só a cooperação internacional pode superar as desigualdades tecnológicas. "É preciso criar mecanismos internacionais para garantir aos países em desenvolvimento acesso aos benefícios da ciência", afirma. "Não bastam políticas nacionais para solucionar a questão." (O Estado de S. Paulo)
Cerca de 100 alunos da rede municipal de Duque de Caxias assistiram nesta terça-feira, de graça e com direito a pipoca e refrigerante, ao filme "Tainá, Uma Aventura na Amazônia". A exibição faz parte do projeto Matinê BR, parceria das secretarias municipais de Cultura e Educação com a BR Distribuidora, e tem o objetivo de levar o cinema às crianças carentes. Para a secretária de Cultura de Duque de Caxias e idealizadora do projeto, Ana Maria Nascimento Silva, é uma emoção muito grande levar a cultura a essas crianças. "A nossa idéia é implantar uma política de cultura em Caxias. O cinema é a melhor forma de ensino, a mais ágil. Portanto, unimos a diversão à educação e cultura", afirmou. Ela informou que 200 mil crianças do ensino fundamental - de 7 a 14 anos - serão beneficiadas este ano. O Matinê BR tem a duração de um ano. As sessões acontecerão todas as terças e quintas-feiras, das 10h ao meio dia, no Cine Art Unigranrio, em Caxias. Segundo o coordenador de Cultura do município, Luiz Carlos Lyra, sempre serão exibidos filmes infantis brasileiros, que ficarão em cartaz durante três meses. "Queremos levar o cinema brasileiro para dentro das escolas. Duque de Caxias é um município carente de cultura. Levaremos 195 crianças de escolas públicas para cada sessão e pretendemos atingir cinco mil crianças por filme", explicou. A secretária municipal de Educação, Roberta Barreto, estava muito contente com a iniciativa e disse que o cinema é uma grande ferramenta de trabalho para os professores. "Precisamos democratizar o acesso à cultura. As crianças precisam sair dos muros das escolas e ter contato com outras coisas. O cinema é uma ferramenta de trabalho muito importante", declarou. Ela explicou que as turmas serão acompanhadas sempre por um ou dois professores e que o filme será discutido nas salas de aula. "Os filmes podem ser debatidos pelos professores de todas as disciplinas. Essa discussão é muito importante para melhorar a oralidade e a reflexão das crianças", completou. Para Luiz Antonio Vianna, presidente da BR Distribuidora, patrocinadora do projeto, é muito importante levar o cinema brasileiro à "platéia do futuro", como ele chamou. "Temos que mostrar o cinema brasileiro a essas crianças que acabam tendo uma cultura americanizada, perdendo o contato com sua própria cultura. É muito importante também proporcionar às crianças carentes o acesso a esses filmes", explicou. Vianna afirmou que o Matinê BR é o primeiro projeto deste tipo patrocinado pela empresa no Estado. Segundo ele, a Secretaria Municipal de Cultura não arcou com custo nenhum (Último Segundo)
A 53ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), que acontece entre os dias 13 e 18 de julho, no campus da UFBA (Universidade Federal da Bahia), em Salvador, irá contar com a exposição da produção científica das escolas da rede federal de ensino profissional no estande do MEC (Ministério da Educação). No espaço da Secretaria de Educação Média e Tecnológica (Semtec), além da divulgação de publicações e vídeos referentes à reforma do ensino médio e profissional, haverá degustação de embutidos, defumados, doces e compotas produzidos no Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica) de Petrolina (PE). Da Escola Agrotécnica Federal de Bento Gonçalves (RS), poderão ser apreciados os vinhos e espumantes produzidos na única escola brasileira que oferece o curso superior de Tecnologia em Viticultura e Enologia. Do Cefet de Minas Gerais, serão exibidas roupas confeccionadas para portadores de necessidades especiais. A produção faz parte do curso técnico em Vestuário mantido pela instituição. Do Cefet do Rio Grande do Norte, a atração serão as jóias elaboradas pelos alunos que atendem ao programa de qualificação profissional para portadores de necessidades especiais. (Folha OnLine)
Foi apresentado no Congresso Nacional o projeto de lei, de número 4.786/01, que obriga a instalação de creche em pelo menos uma escola pública de cada município brasileiro. De acordo com a deputada Ana Corso (PT-RS), autora do projeto, a idéia é que as creches tenham por finalidade beneficiar as mães-adolescentes, regularmente matriculadas na rede oficial de ensino, que muitas vezes deixam de estudar por não conseguir exercer simultaneamente a atividade de aluna e a de mãe. A deputada afirmou ainda que um levantamento realizado na área de saúde vem demonstrando que as mulheres estão sendo mães cada vez mais cedo. "Estima-se que no Brasil 20% a 25% do total de mulheres gestantes são adolescentes, o que significa que uma em cada cinco mulheres grávidas são adolescentes, e existem vários estudos que mostram uma associação entre maternidade precoce e o baixo nível educacional", disse. Ana Corso informou que pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, realizada entre julho de 1999 e fevereiro de 2001, com dez mil mulheres entre 10 e 35 anos, residentes no Rio de Janeiro, concluiu que os índices de desemprego, instrução e qualidade de moradia são piores entre as mulheres que engravidam quando adolescentes. De acordo com a pesquisa, 32,5% das mães que engravidaram na adolescência estudaram, no máximo, até a quarta série do ensino fundamental e 70,9% estão desempregadas. "Nossa proposta é justamente criar condições favoráveis para que estas adolescentes não se afastem da escola, mas nela permaneçam para evitar o inchaço da evasão", afirmou. O projeto foi distribuído para as comissões de Educação, Cultura e Desporto e de Constituição e Justiça e de Redação, em caráter conclusivo. As informações são da Agência Câmara. (Folha Online) |
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