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A Fuvest divulgou o nome dos candidatos que foram aprovados na quarta chamada do vestibular. Os estudantes convocados devem fazer a matrícula amanhã (13/03). Leia mais:
Mesmo com ensino sendo gratuito, vários pais ainda tem de pagar transporte, alimentação, material escolar e uniforme para seus filhos. Leia mais:
A Fuvest divulgou o nome dos 392 candidatos que foram aprovados na quarta chamada do vestibular. Os estudantes convocados devem fazer a matrícula amanhã. Veja a lista de aprovados na www.folha.com.br/fovest (Folha de São Paulo - 12/03/03)
Mesmo com filhos matriculados na rede pública, as famílias têm um gasto para mantê-los na escola que, na opinião do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Otaviano Helene, "não é desprezível". Despesas com transporte, alimentação, material escolar e uniforme durante os três anos do ensino médio, por exemplo, alcançam cerca de R$ 1.800. "A escola é pública, mas não gratuita", afirma ele, que defende também o aumento do investimento em educação. A soma dos gastos de União, Estados e municípios em educação representa 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Este porcentual deveria subir, no mínimo, para 7%, segundo Helene. O guia Geografia da Educação Brasileira 2001 traz informações sobre os gastos por aluno em cada nível de ensino, em 1998. Naquele ano, o investimento per capita foi de R$ 688 para o ensino fundamental, R$ 877 para a educação infantil, R$ 701 para o ensino médio e R$ 9.789 para a educação superior. Otaviano avalia que o baixo investimento em educação tem se refletido na formação da população e afastado cada vez mais o Brasil dos países desenvolvidos e até mesmo de seus vizinhos. "A evolução nos padrões escolares no Brasil é muito aquém dos outros países." Ele acha inconcebível que, em pleno ano de 2003, o País não tenha erradicado o analfabetismo infantil. "Não tem sentido crianças que passaram cinco anos na escola, continuarem analfabetas", observou. (O Estado de S. Paulo - 12/03/03)
Pelo menos 800 estudantes de escolas estaduais na zona sul de São Paulo precisam andar a pé ou de bicicleta até 16 quilômetros (ida e volta) em estradas de terra e áreas violentas para estudar. Desses, 300 moram perto de uma escola, mas ela não funciona à noite nem tem ensino médio, o que os obriga à longa jornada, que pode durar mais de uma hora, de madrugada ou à noite, sob chuva ou sol e com risco de assaltos. Os outros 500 estão sujeitos a caminhar por uma via que tem asfalto, mas não dispõe de calçadas. Os carros passam em velocidade enquanto os alunos estão no meio da rua onde, no ano passado, uma menina de 13 anos foi atropelada e morta. A situação também colabora para a evasão escolar, pois há alunos que desistem das aulas. Esses dados constam de uma representação que o vereador Carlos Giannazi (PT) deve encaminhar hoje à Promotoria da Infância de São Paulo. O documento pede que o Estado seja obrigado a fornecer transporte gratuito aos alunos. O argumento é que eles são carentes e não conseguem pagar as passagens de ônibus. Um dos casos é o da escola estadual Hermínio Sacchetta, na Chácara Santo Amaro. A escola só atende o ensino fundamental e não funciona à noite. Os alunos que passam para o ensino médio têm de se matricular em escolas distantes até sete quilômetros da Hermínio Sacchetta. É o caso de Wagner Santos Rodrigues, 15, aluno da segunda série do ensino médio na escola estadual Professor Adrião Bernardes, no parque Grajaú. Ele mora na Chácara Santo Amaro, a oito quilômetros da escola. Estuda das 7h às 11h, mas acorda às 5h para chegar a tempo. Geralmente, vai de bicicleta, mas, quando chove, tem de ir a pé para não se sujar muito. Rodrigues leva de 40 minutos a uma hora no percurso. Sai de casa ainda de madrugada, às 5h30. Diz que não pode pegar ônibus. "Pior é a volta, debaixo de sol quente." Walter Tenorio Vieira, 15, aluno da primeira série do ensino médio da escola estadual Lucas Roschel, em Nova Parelheiros, é vizinho de Rodrigues. Mora a cerca de sete quilômetros de onde estuda. Também diz não ter dinheiro para os quatro ônibus que teria de pegar todos os dias. "Aí não ia sobrar nem para comer", afirma. Conta que pedala devagar para não ficar cansado nas aulas. Maurício Pereira de Araújo, 19, também da Chácara Santo Amaro, estuda à noite na primeira série do ensino médio da Lucas Roschel e está para desistir das aulas. O pai dele, José Paixão de Araújo, afirma que é perigoso andar à noite na região. O levantamento do vereador Giannazi mostra que Araújo não é o único que corre riscos para estudar. Na escola Maria de Lourdes Almeida Sinisgalli, no Jardim Itaim, a demanda por transporte grátis seria de 500 alunos. O transporte ali, segundo Giannazi, traria mais segurança. No ano passado, a estudante Cibelle Cristina Carvalho Oliveira morreu atropelada aos 13 anos no trecho de 800 metros sem calçada da avenida de acesso à escola. "Eu não podia pagar perua escolar", diz a mãe, a empregada doméstica Maria José de Carvalho. (Folha de S. Paulo - 12/03/03)
A Secretaria Estadual da Educação informou, em nota de sua assessoria de imprensa, já ter pedido ao vereador Carlos Giannazi em 2002 uma lista com os alunos da escola Maria de Lourdes Almeida Sinisgalli que precisam de transporte grátis, mas não obteve resposta. "A Coordenadoria de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo já se manifestou, solicitando (...) a relação dos alunos a serem atendidos", diz a nota. Sobre a escola Hermínio Sacchetta, a assessoria disse, em contato telefônico, que a secretaria também espera que o vereador providencie a lista com os nomes dos estudantes que precisam de transporte gratuito. Segundo a secretaria, a Diretoria de Ensino da Região Sul-3, à qual pertencem as escolas citadas na representação, vai gastar neste ano R$ 3,42 milhões com transporte grátis de alunos. A nota afirma que o Estado tem "assegurado, rotineiramente, transporte gratuito a todos os alunos que dele necessitem", desde que a região não tenha meios de transporte. Ainda segundo a secretaria, têm sido oferecidos ônibus em casos excepcionais, como quando a escola em que o aluno está matriculado se encontra em obras e ele não pode estudar lá. (Folha de S. Paulo - 12/03/03)
Prestes a completar 50 anos, a Creche Lar Bibi Monteiro, localizada no bairro do Tremembé (zona norte de São Paulo), será reinaugurada hoje, após obras que ampliaram a capacidade de atendimento do local de 130 para 300 crianças com até seis anos. A reforma é considerada uma "vitória" pelos conselheiros da Cruzada Pró-Infância (instituição mantenedora), já que foi financiada por doações e com dinheiro arrecadado em eventos. Os R$ 700 mil gastos foram obtidos pelo trabalho de 200 voluntárias. "Esse é um sonho muito antigo que estamos realizando. Estamos atendendo a expectativa da comunidade, mas também sabemos que são pessoas muito carentes e que a demanda ainda é grande [há uma fila de espera de 700 crianças"", afirmou Rosa Maria Marinho Acerba, superintendente-geral da Cruzada Pró-Infância. A entidade foi fundada em 1930 por um grupo de educadoras sanitárias, lideradas por Maria Antonietta de Castro e Pérola Byington. Tem por objetivo presidir uma ação comunitária que promova a assistência materno-infantil. Hoje, a ONG mantém nove creches -todas na cidade de São Paulo, que atendem 1.400 crianças. A Cruzada também é mantenedora de um abrigo. De a 6 a 10 de maio, a ONG promoverá a 13ª Feira do Aconchego. Na rua Marina Cintra, 97, Jardim Europa (zona sul), 70 expositores venderão produtos de cama, mesa, banho e outros. Interessados em conhecer o trabalho da Cruzada Pró-Infância podem ligar para os telefones 0/xx/11/3105-2809 e 0/xx/11/3105-1717 ou acessar o site www.cruzada.org.br. (Folha de S. Paulo - 12/03/03)
Os professores da rede pública estadual decidiram ontem manter a greve da categoria, que já dura 30 dias. O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) informou que a decisão foi tomada numa assembléia que reuniu 1.500 pessoas. Os grevistas alegam que a paralisação continuará porque a governadora Rosinha Matheus "não ofereceu nenhuma saída para a redução do salário da categoria". (O Estado de S. Paulo - 12/03/03) |
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