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A Universidade Federal de Santa Catarina UFSC encerra nesta sexta-feira (13/06) o pedido de isenção da taxa de inscrição para estudantes de baixa renda. Leia mais:
Na próxima segunda-feira (16/06), os estudante que irão prestar vestibular na Universidade de Brasília poderão retirar o formulário de solicitação da taxa de inscrição. Leia mais:
Estudantes de baixa renda podem retirar de 9 a 13 deste mês os pedidos de isenção da taxa de inscrição do vestibular 2004 da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). A devolução dos formulários deve ser feita entre os dias 9 e 16 também deste mês. Além da isenção total da taxa (R$ 70), pode haver desconto de 50% na inscrição. Mais informações pelo telefone 0/xx/ 48/331-9760 ou pela página www.vestibular2004.ufsc.br. (Fovest - 12/06/03) A partir do dia 16 até 27 deste mês, os candidatos a uma vaga na UnB (Universidade de Brasília) podem retirar o formulário de solicitação de isenção de pagamento de taxa de inscrição do vestibular. O formulário, preenchido e acompanhado da documentação solicitada, poderá ser devolvido no período de 20 de junho a 4 de julho. Uma novidade para o primeiro vestibular de 2004 é a adoção de cotas para negros, que reservará 20% das vagas para essa população. Contatos 0/xx/61/ 448-0100 ou www.unb.br. (Fovest - 12/06/03)
Depois dos primeiros meses do nascimento do filho, muitas famílias procuram escolas infantis para colocar seus filhos. Na busca de conhecer o método e a proposta da escola, costumam fazer uma infinidade de perguntas. "O que vocês vão ensinar ao meu filho? Ele vai ter aula de música, de bandinha ou de pintura? Afinal de contas, a mensalidade é muito cara, precisa ter bons motivos para justificar! Quero período integral, pois eu trabalho e nem vou ter tempo para fazer adaptação." Vocês podem imaginar que ser humano vai crescer dentro dessa criança tratada assim, sem respeito, vista apenas como objeto de um "desejo" irresponsável para com ela? Quando o responsável pelo espaço responde que "a criança aqui brinca", já que o trabalho dela nessa fase é exatamente esse, a reação dos pais é bem diversa. Alguns mostram satisfação. Outros expressam que chegaram a um lugar errado. Outros ainda tentam
conhecer o espaço e estranham tanta terra, água, árvores,
animais, areia. "Não é no mundo competitivo que meu
filho vai viver? Como vai passar nos vestibulinhos da vida se passa o
tempo todo brincando?" Toda criança
brinca porque gosta. Para as que ainda não falam, brincar é
uma forma de expressar o que estão sentindo, suas experiências
e vivências interiores. Brincar, para a criança, é
tão vital quanto comer e dormir. O espaço para que ela possa brincar deve ser seguro. É hora de tornar a casa o mais segura possível? Objetos de valor, nem pensar! Só assim os aborrecimentos do casal vão ser poupados, e muita energia vai sobrar para uma melhor administração do novo investigador, que não se cansa de tocar em tudo o que vê. Um novo espaço fora de casa a escola é explorado pela criança já aos oito meses se, bem à vontade, ela fica solta para engatinhar, reconhecer o ambiente e manifestar suas necessidades primárias já bem estruturadas. Mesmo a família mais experiente fica confusa ao deixar o filho nesse novo espaço fora de casa. Por isso é preciso cuidado na fase de adaptação. Crianças que não passaram por esse processo têm grande dificuldade em entender o mundo e as pessoas à sua volta. Quando os pais deixam o local com a criança chorando, gritando, os educadores têm de estar atentos para perceber se é a mãe ou o pai que choram internamente a criança fala por eles- ou se é realmente a criança que pede socorro, perguntando alto: "Quem me entende neste lugar?". Nessa hora, ela não pode deixar de receber alguma resposta de conforto. É comum surgirem diferentes manifestações dos adultos que querem fazer parar o choro da criança sem, contudo, entender qual a mensagem de angústia que está sendo dada. Quando isso ocorre, a reação da criança fica ainda mais intensa, porque, em geral, quem interferiu não foi capaz de suportar o choro da separação e se misturou a ele. As coisas se acalmam quando o adulto permanece tranquilo e seguro. Daí a importância de um dos adultos na escola ser homem, pois, muitas vezes, é ele quem aplaca a ira e o sofrimento da criança com um simples segurar e falar com ela, muito embora essa criança ainda não fale. É a comunicação não-verbal que entra em jogo, tão vital para as crianças nessa fase da vida. (Folha Equilíbrio - 12/06/03)
A última moda em educação agora é o afeto. Já viram como tem gente que se ocupa da educação falando do papel do afeto? Afeto demais faz mal, a importância do afeto na escola, afeto como a maior lição etc. Dar afeto, demonstrar ou dosar o carinho que se tem pelos filhos ou pelos alunos é a receita do dia para os educadores. Haja capacidade afetiva para dar conta de tantas emoções! Por isso mesmo o assunto vale uma conversa. Afetos são emoções, sentimentos e, como tal, não são previamente controláveis. Alguém já conseguiu tomar a decisão de amar ou odiar determinada pessoa? Se isso fosse possível, os relacionamentos amorosos seriam bem menos árduos, não é? Bastava escolher a dedo a pessoa certa para amar e pronto. O restante seria uma questão de acertar a convivência. Mas as pessoas amam ou odeiam sem escolha. Por isso não dá para dizer que o afeto é fundamental em educação. Uma pessoa pode muito bem ter afeto por seus filhos ou alunos, mas não educá-los, por exemplo. Não é por excesso ou por falta de amor que muitas crianças e jovens crescem desorientados. É, principalmente, por falta de educação. Ou por indiferença, que é a completa ausência de afeto. Como uma criança percebe que é amada pelos pais? Pela demonstração do afeto: quando é acarinhada, acariciada, abraçada, beijada. Quando ouve uma história, uma canção, algumas palavras. Mas isso só deve ser feito quando os pais realmente têm vontade, e não porque é recomendado, já que a criança é sensível para perceber quando a demonstração de afeto é apenas dramatizada. Afeto não é remédio que tem dose diária receitada e, muito menos, causa efeitos colaterais quando expresso em toda a sua intensidade. A falta ou o excesso de afeto na relação com o filho só atrapalha quando paralisa os pais em sua função educativa. A educação familiar é recheada de afeto: a criança aprende com os pais a se comportar, a se conter, a não fazer certas coisas e a se obrigar a fazer outras justamente por causa do afeto. A afetividade familiar é a mola mestra da educação em casa. A criança teme perder o afeto dos pais, por isso se submete à educação que eles lhe dão. Os pais não estão sempre usando a sedução, a chantagem emocional, as carícias como recompensa e os castigos como punição para ensinar os filhos? Pois é: o que permite isso, o que dá eficácia a esse tipo de educação é o vínculo afetivo que une a família. É isso que dá à criança segurança, estabilidade e força para viver e sobreviver. O afeto dos pais pelos filhos pode, é claro, potencializar a educação praticada, mas não a substitui. Amor é uma coisa, educação é outra. Os pais precisam se dar conta de que é muito mais importante praticar uma educação efetiva do que uma afetiva. E de que não é preciso ter receio do amor que eles têm pelos filhos. Só mesmo quando esse amor é totalmente desvinculado do filho, ou seja, quando é um amor possessivo e egoísta, que só serve mesmo a quem o sente. Já na escola, a história é bem diferente. Lá é preciso ter um método objetivo para ensinar, e o afeto não é nada objetivo. O professor precisa, na verdade, superar seus afetos pelos alunos para que possa exercer bem sua tarefa. Não se pode obrigar um professor a ter afeto por todos os seus alunos, não é? Do mesmo modo, não se pode impedi-lo de nutrir afeto por alguns deles. Mas é possível dar um caráter positivo ao afeto na escola. Paulo Freire, em um texto sobre as qualidades indispensáveis ao educador, referiu-se à amorosidade no processo de ensinar. Isso, sim, é fundamental. O professor precisa ser apaixonado pela tarefa que executa para poder dar conta e bem de seu papel social. O afeto na escola não é fundamental para o aprendizado não só dos conteúdos, mas principalmente o aprendizado da convivência em sociedade. O suporte teórico da proposta educacional da escola é que é fundamental. E, claro, o empenho do professor em executá-lo com coerência. Afeto nenhum substitui isso. (Folha Equilíbrio - 12/06/03)
O centro de São Paulo é um livro aberto para quem está se preparando para as provas do vestibular. Ali, o estudante encontrará referências à história e à atualidade da cidade, do país e do mundo. Ao caminhar pelo centro, primeiramente o vestibulando encontrará uma mistura de raças e de nacionalidades. Poderá verificar que há bolivianos, coreanos, judeus e descendentes de africanos e italianos, por exemplo. Isso reflete os fluxos migratórios que o país presenciou ao longo de sua história. Em 1923, por exemplo, teve início a intensificação da chegada de nordestinos, mineiros e fluminenses para São Paulo. O estudante ainda poderá identificar como está a saúde econômica e social da cidade e do país. Verá desde banqueiros, advogados e investidores da bolsa a camelôs, que trabalham na chamada economia informal para tentar driblar o desemprego. Em abril deste ano, o desemprego bateu recorde (desde 1985) na região metropolitana, atingindo 20,6% da população economicamente ativa, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos). São cenários ricos para o vestibulando que quiser fazer uma preparação para uma prova diferenciada nas disciplinas de geografia, de história e de redação. Em meio ao contemporâneo, o aluno encontrará inúmeras referências históricas. "Todos os períodos mais relevantes se materializam em forma urbana", diz Roberto Rocco, mestre em planejamento e urbanismo (FAU-USP) e doutorando pela Universidade de Tecnologia de Delft (Holanda). Segundo ele, o surto de desenvolvimento industrial do fim do século 19 e do início do 20, por exemplo, resultou na formação de uma classe burguesa. "O prédio que mais representa essa época é o Teatro Municipal. Ele é uma réplica menor da Ópera de Paris. O que isso diz para o estudante? Diz que, naquela época, já existia uma classe que não era só dos barões do café e que queria transformar São Paulo em algo parecido com uma cidade européia. Paris era o referencial cultural e urbano." A potência econômica mundial do período também está representada no centro de São Paulo, diz Rocco. O projeto e os materiais utilizados na construção da estação da Luz, por exemplo, foram importados do Reino Unido. "Nessa época, os ingleses estavam construindo no mundo inteiro estações de trem: na Índia e na Austrália, entre outros lugares." Após a Segunda Guerra Mundial, explica, quando os Estados Unidos emergem como potência, as referências cultural e econômica mudam. Num primeiro momento, isso é refletido nas obras viárias, que atendiam ao desenvolvimento da indústria automobilística. "O vale do Anhangabaú passa de um grande jardim para ser um complexo viário." O período que sucedeu a Independência do Brasil também está consolidada em obras urbanas. Você conseguiria explicar por que foi construída a Faculdade de Direito do Largo do São Francisco (USP)? A data do início de seu funcionamento é 1827. Raquel Glezer, diretora do Museu do Ipiranga, diz que a faculdade foi inaugurada para atender às necessidades do império recém-proclamado (1822). A formação do Estado e o desenvolvimento de uma burocracia estatal exigiam pessoas capacitadas. Como resultado, foi inaugurado o primeiro curso jurídico do país. O prédio inicial foi demolido e reconstruído em 1934. Para ver um exemplar de uma casa da aristocracia da época, o estudante pode visitar o Solar da Marquesa de Santos, atualmente o museu da Cidade de São Paulo. Ela foi adquirida em 1834 por Maria Domitila de Castro Canto e Melo, a marquesa, após terminar o relacionamento com D. Pedro I. (Fovest - 12/06/03) |
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