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Os alunos do ensino fundamental de escolas públicas irão receber no segundo semestre uniformes. Segundo o Ministro da Educação, Cristovam Buarque, este programa é um pedido do presidente Luís Inácio da Silva, que pretende contemplar 100 mil alunos. Leia mais:
O ministro da Educação, Cristovam Buarque, anunciou ontem a parlamentares que a partir do segundo semestre o governo começará a distribuir uniformes para alunos do ensino fundamental da rede pública. O programa é um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, inicialmente, contemplará 100 mil alunos. Mas a intenção, segundo o ministro, é que a medida atinja os 38 milhões de alunos matriculados nas escolas públicas ao final dos quatro anos de governo. Cada estudante receberá um kit composto por três camisetas, dois calções, um par de tênis e uma mochila, encomendados de acordo com o clima e o biótipo do estudante em cada região. No Sul, o kit incluirá também um casaco. O governo federal já conta com o apoio da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) e busca outras parcerias. "Estamos nos inspirando no programa da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy", afirmou Cristovam. A integrantes da Comissão de Educação da Câmara, onde participou da audiência pública, Cristovam anunciou ainda que enviará projeto dando ao Congresso a atribuição de fixar um piso salarial para professores, da mesma forma que define anualmente salários dos parlamentares e o salário mínimo. O piso salarial integra um projeto de valorização do professor que pode prever ainda uma linha de financiamento de casa própria e garantia de livros a estes profissionais. As medidas são, segundo Cristovam, para que os professores estejam com o "bolso, cabeça e coração" em boas condições e, assim, ensinem melhor. O ministro disse também que pretende criar 30 mil bolsas de estudo para universitários de Pedagogia de faculdades particulares, dentro do Programa de Financiamento Estudantil (Fies). Em troca da bolsa, os beneficiados atuariam como alfabetizadores durante o curso. Cristovam passou quase três horas na comissão e deixou claro que precisa do apoio dos parlamentares para obter mais verbas para a educação em 2004. Ontem também, o ministro e o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), assinaram um protocolo que prevê a alfabetização de 600 funcionários terceirizados da Esplanada e do Congresso. (O Estado de S. Paulo - 13/02/03) |
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