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O ministro da Educação, Cristovam Buarque, irá assinar nos próximos dias o Certificado de Estudante Voluntário. Este certificado será entregue para estudantes de escolas públicas e particulares que forem voluntários em ações sociais ligadas a educação. Leia mais:
Para ir a escola alunos que moram no bairro Balneário São José, zona sul da cidade de São Paulo, precisam atravessar avenida, trilha abandona e andar de dois a seis quilômetros para poder estudar. Leia mais:
A portaria vai estabelecer critérios para as ações, que devem ser desenvolvidas por estudantes de acordo com o projeto pedagógico da escola: a carga horária não pode prejudicar o desempenho do aluno, mas será recomendado um mínimo de 30 horas por ano; e as ações devem acontecer no âmbito da escola ou na comunidade, sob a supervisão do corpo técnico e pedagógico. (Agência Ponto Edu - 15/04/03)
Além da distância, os estudantes têm de passar por uma trilha abandonada e cercada de mato. Os pais se preocupam com a travessia da movimentada Avenida Teotônio Vilela. Perto do Balneário, não existem passarelas de pedestres, o que obriga os alunos a se arriscarem entre veículos em alta velocidade. Para não deixar sozinha a filha Beatriz Santana do Carmo, de oito anos, a dona de casa Maria Vaneide Batista Santana, de 39, leva e busca a menina todos os dias. "É um sacrifício porque, além de cansativo, preciso parar de cozinhar e cuidar da casa para pegá-la na escola", reclama Maria sobre o trajeto até a Escola Estadual Jorge Saraiva, onde a filha cursa a 2ª série. Mesmo depois de concluir a 4ª série do 1º grau, a dificuldade de Beatriz e dos outros alunos não diminuirá. Ao contrário, aumentará mais um quilômetro. É o caso de Nilson, de 12 anos, que está na 6ª série da Escola Estadual Paulino Nunes Esposo. Ele anda diariamente seis quilômetros para ir à escola e voltar. "Gostaria de estudar perto de casa porque já chego na aula cansado", conta Nilson. A mãe do menino, Leni Pereira Leite, de 45 anos, concorda. Além da distância, ela teme pela vida do filho durante a caminhada. "Fico com o coração na mão. Além de medo da violência, ele corre o risco de ser atropelado. Só fico tranqüila quando ele chega em casa." (Jornal da Tarde - 15/04/03)
A indignação é ainda maior porque, há pouco mais de dez anos, havia planos para a construção de uma escola no bairro. No terreno, ainda sem ocupação, está fincada uma placa do Governo do Estado. Mas, em vez de salas de aula, o espaço foi ocupado por plantações, mato e até caminhões de uma distribuidora de refrigerantes. O morador José Manoel de Lima, de 39 anos, sonha em ver uma instituição de ensino perto de sua casa. "É um pecado fazer as crianças acordarem cedo para andar tanto. E quem estuda à noite, fica com medo de ir para a escola", observa. A dirigente regional de ensino Sul 3, Vera Ilse Siqueira Alves Pedroso, de 51 anos, explica que o terreno é particular e ainda está em processo de negociação de compra entre o Estado e o proprietário. Ela garante que há intenção de fazer uma escola no local, mas diz que a Secretaria Estadual de Educação ainda não recebeu nenhum pedido dos moradores para implantar o transporte escolar no bairro. "Ainda não levantaram esse problema." (Jornal da Tarde - 15/04/03)
No dia 22, o Senai
abre inscrições para 26 modalidades de cursos técnicos
que começam no segundo semestre. São 2.518 vagas, sendo
que 1.232 na capital. Os cursos são gratuitos. Os alunos pagam
a cada semestre apenas uma taxa referente ao material didático.
Para inscrição é cobrada taxa de R$ 25 e o candidato
ganha manual sobre o processo seletivo e os cursos. (Diário de S. Paulo - 15/04/03) |
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