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Cerca de 200 vestibulandos chegam atrasados para a prova da UFF (Universidade Federal Fluminense) e rasgaram o exame de outros alunos. Segundo os estudantes, o atraso ocorreu devido ao excesso de trânsito para chegar no local. A UFF ainda não decidiu se cancelará o exame de todos, ou somente daqueles que estavam no Centro de Ciências da Matemática e da Natureza (CCMN). Leia mais.
Mães passam a noite na fila para garantir vaga para seus filhos e, mesmo assim, não conseguem uma confirmação. Leia mais.
Atrasados para o vestibular da UFF (Universidade Federal Fluminense), cerca de 200 estudantes invadiram ontem de manhã algumas salas onde os exames estavam sendo aplicados e rasgaram provas e cartões de respostas. O tumulto ocorreu no CCMN (Centro de Ciências da Matemática e da Natureza) da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), na ilha do Fundão (zona norte do Rio). Os estudantes atribuíram o atraso a um engarrafamento na Linha Vermelha, via expressa que dá acesso à ilha do Fundão. Eles reivindicavam que o início da prova fosse retardado por causa do congestionamento. A maioria chegou de 5 a 10 minutos após o fechamento dos portões. Os invasores surpreenderam a equipe de segurança que trabalhava no local. Eles arrombaram grades e portões e entraram em disparada nas salas. Alunos que prestavam o exame tiveram provas e cartões arrancados. Desesperadas, com os cartões em pedaços, vestibulandas choravam com medo de uma possível eliminação do concurso. A UFF não informou quanto alunos tiveram as provas e os cartões danificados. Os que estavam em salas que não foram invadidas prestaram o exame. De acordo com a universidade, a comissão de vestibular somente hoje decidirá se as provas serão anuladas. Os diretores da universidade, que até o fim da tarde estavam reunidos para discutir o assunto, deverão decidir se anulam todo o vestibular ou apenas as provas para os cursos de medicina, enfermagem, nutrição, química e engenharia química, que estavam sendo realizadas no campus da UFRJ, na ilha do Fundão. Cerca de 6.000 estudantes teriam que estar no CCMN a partir das 8h de ontem, para realizar a segunda prova da primeira fase do vestibular da UFF. Na inscrição, a direção do concurso havia recomendado aos candidatos que chegassem ao local da prova uma hora antes do início previsto. Para tentar acabar com a confusão, a diretoria da UFF pediu a ajuda da PF (Polícia Federal), que mandou ao local policiais comandados pelo delegado Marcelo Soares, da superintendência fluminense. Soares tentou fazer com que o exame recomeçasse para os alunos prejudicados pela invasão, mas não conseguiu. Os vestibulandos alegavam que o sigilo do concurso estava quebrado, pois invasores circulavam pelos corredores com as provas nas mãos. (Folha de S. Paulo)
Grávida de seis meses, Cíntia Aparecida Vaz, de 23 anos, pretendia matricular o filho Igor, de 4, na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Joaquim Manuel Macedo, no Jardim Brasília, na zona sul de São Paulo. E resumia amargurada o sentimento dela e de outros pais que vararam a madrugada em filas quilométricas para garantir o futuro dos filhos: "Dormir em pé na fila, agüentar o sol quente e suportar até chuva de granizo, isso não é nada perto da humilhação de ter de implorar uma vaga na escola." Cíntia, que chegou às 11 horas de quarta-feira em frente à Emei, era a 14ª na fila e contou com a ajuda de outras duas mães, que conheceu durante a espera, para levar o filho ao pronto-socorro. "Ele estava com febre e minha mãe veio me avisar." Como Cíntia, centenas de pais e mães, dormiram ao relento em frente a escolas infantis. Mas estar entre os primeiros a serem atendidos não foi garantia de vaga para as crianças nascidas no primeiro semestre de 1997. "Minha filha faz 4 anos dia 17 de janeiro e não consegui fazer a matrícula", disse Eliana de Barros Andrade, de 27 anos, que entrou na fila às 5 horas. "A diretora disse que não podia fazer nada e me deixou falando sozinha", contou. A maioria das 210 pessoas que estavam na fila levou cobertor, lanche e até baralho. "É para passar o tempo", disse o motorista de ônibus Reginaldo Dias, ao dar o lugar para a mulher, Francinalva Soares, de 24 anos, grávida de 8 meses, que chegou às 5 horas de ontem e esperava uma vaga para a filha Natália Jeniffer, de 4 anos. "É só no Brasil que acontece isso", reclamava Dias. "Minha filha quer estudar e se eu disser que não consegui a vaga, ela não vai entender", disse o pai, que ali se encontrava desde as 22 horas de anteontem. Às 7h30, pouco depois da abertura do portão da escola, algumas mães saíram desesperadas. "A escola está pedindo RG e comprovante de residência", disse Dionísia Maria de Oliveira ao marido, Omar, que aguardava do lado de fora. Quando ele voltou com o documento, outra mãe, Juraci Silva Pereira, de 34 anos, saiu nervosa. Ela não tinha como ir atrás dos documentos. Houve um pequeno tumulto e todas decidiram que não iriam buscar nada em casa. As 70 primeiras mães fizeram as matrículas. Outras 70 pegaram senhas para retornar hoje. Francisca Gedelania da Silva, de 24 anos, chegou anteontem às 8 horas e era a primeira da fila, que dobrava o quarteirão. "Quero a vaga para minha filha Mayara", disse ela, também mãe de Gabriel, de 6 anos, que já estuda naquela escola. Francisca revezou-se na fila com a mãe, Deuzalina Maria da Silva, de 56 anos. "Ficaria até três dias se fosse preciso." Já Andrea Ezequiel dos Santos, de 25 anos, mãe de Israel, de 4 anos, disse que não faria tal sacrifício. "Isso é um horror e só vim porque eles não matriculam na 1ª série se a criança não tiver o pré." Andrea veio de Arapiraca (AL) há dois meses e diz que a vida aqui é muito sofrida. Depois de caminhar mais de meia hora durante a madrugada, a operadora de telemarketing Juliana Carla Marques, de 20 anos, chegou às 4 horas à fila. "Eles enganam a gente, falam que tem vaga, mas não dão nenhuma garantia." Desempregada, ela foi tentar uma vaga para a filha Ana Luísa. No oitavo mês de gestação do segundo filho, reclamou que "na periferia todo atendimento é precário e as pessoas são obrigadas a enfrentar longas filas para conseguir alguma assistência." Os pais que não receberam senha para matricular o filho na pré-escola preencheram uma lista que será encaminhada à Delegacia de Ensino. A Secretaria Municipal da Educação informou ter conhecimento de algumas filas em "escolas preferenciais". No entanto, o órgão não acredita que haverá problemas de matrícula, pois há uma oferta de 129.741 vagas para crianças oriundas das creches e que estão fora da escola na faixa de 4 a 6 anos. (O Estado de S. Paulo)
O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, lançou ontem o Programa de Formação de Professores Alfabetizadores, um curso para formar professores que ensinam crianças e adultos a ler e a escrever. A meta do ministério é formar em 2001 cerca de 50 mil professores. O programa será desenvolvido em parceria com as secretarias estaduais de Educação, municipais, escolas, universidades e Organizações Não-Governamentais (ONGs). O ministério colocará à disposição destas instituições um kit composto por vídeos e material impresso. O curso somará 160 horas, distribuídas em três módulos, com 75% do tempo destinado à formação em grupo e 25% para trabalho pessoal de aprendizagem. Ao todo, o curso terá duração de 40 semanas. ''Temos de melhorar o desempenho escolar no que diz respeito à alfabetização. Esperamos a redução do fracasso escolar da alfabetização. Para reverter este quadro, tem de haver parceria com os estados e municípios'', explicou Paulo Renato. O fracasso escolar a que se referiu o ministro são os altos índices de repetência. Em 1998, a taxa de repetência na 1ª série do ensino fundamental foi de 31,3%. (Jornal do Brasil) |
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