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O Anglo Vestibulares está oferecendo bolsas com descontos de 10% a 100% para estudantes carentes que pretende fazer cursinho no período da tarde ou noite. Os interessados devem se inscrever até sexta-feira (20/06). Leia mais:
Cerca de 350 escolas públicas do estado, possuem um ensino de qualidade. Estas escolas são consideradas 'ilhas de excelência', pois a maioria dos pais atuam nas escolas. Leia mais:
Preparar-se para o vestibular em um dos melhores cursinhos é caminho quase certo para conseguir uma vaga nas melhores universidades. Aos que não podem pagar a mensalidade integral, o Anglo Vestibulares abre boa oportunidade: está selecionando 500 estudantes da Capital e da Grande SP a quem oferecerá descontos de 10% a 100%. O concurso está com inscrições abertas para as turmas do "Semi de agosto". As vagas oferecidas serão nos períodos da tarde e da noite. De acordo com as regras estabelecidas pelo cursinho, as bolsas destinadas ao período da tarde serão exclusivamente reservadas a estudantes matriculados no segundo ou terceiro ano do ensino médio. Os candidatos farão uma prova classificatória nos moldes do vestibular da Fuvest. O exame terá 60 testes de múltipla escolha sobre as mesmas disciplinas abordadas nos vestibulares com três horas de duração. De acordo com o desempenho do aluno no exame, serão estabelecidos os descontos. As provas estão previstas para duas datas: para o próximo dia 24, às 14h30 para as turmas da tarde e, 1º de julho, às 19h, para as turmas que estududafrão no período noturno. As inscrições devem ser feitas pessoalmente, em uma das três unidades do Anglo na Capital (veja endereços abaixo). Para os residentes na Grande São Paulo o cursinho coloca à disposição as inscrições via Sedex, que devem chegar às unidades até a próxima sexta-feira, dia 20, no caso daqueles que desejam estudar à tarde. Informações mais detalhadas pelo telefone (0xx11) 3273-6100 ou no endereço eletrônico www.cursoanglo.com.br. (Diário de S. Paulo - 16/06/03)
Matricular um filho em uma escola pública estadual, rede que atende a maioria dos adolescentes da cidade de São Paulo e 6 milhões de alunos em todo o estado, pode provocar preocupação em muitos pais. Afinal, dados de pesquisas sobre a crescente violência dentro e no entorno das escolas não faltam. E nem notícias de crimes nas suas proximidades. Mas, enquanto a insegurança apavora pais e até afasta alunos, há na rede estadual unidades que são consideradas "ilhas de excelência". Algumas são verdadeiros oásis no meio de regiões pobres. São escolas estaduais que recebem o mesmo dinheiro das outras, mas por conta de uma união de fatores acabam por oferecer qualidade de ensino e infra-estrutura de causar inveja a qualquer instituição particular. O diretor do Sindicato dos Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado (Udemo), Volmer Áureo Pianca, disse que as "ilhas de excelência" representam 5% das unidades, tanto na Capital quanto no Interior. "No estado são umas 350 unidades", afirmou. "A Udemo não está visitando as escolas", retrucou o secretário estadual de Educação, Gabriel Chalita. Segundo ele, as "ilhas de excelência" representam 40% das 1.054 escolas da Capital. "Em todo estado, elas são 50%", afirmou. Independente de quantas são, o fato é que as "escolas oásis" são diferentes. A primeira característica é a proximidade do diretor com a escola e seus alunos. "A liderança do diretor é fundamental", disse Chalita. Outra característica comum é o envolvimento dos professores com o projeto pedagógico. O terceiro fator é a abertura para a comunidade. "Nessas escolas há o funcionamento adequado do Conselho de Escola e da Associação de Pais e Mestres, que são realmente comprometidos com o trabalho", disse Pianca. É o que acontece na Escola Estadual (EE) Professor Luiz Gonzaga Pinto e Silva, no Jardim São Luís, Zona Sul. Lá, os pais são chamados para diversas atividades. Há um grupo de mães que aprendeu a dançar com os filhos e faz apresentações públicas. Alguns pais orientam atividades esportivas nos fins de semana, quando a escola fica aberta. Uma mãe ajuda na oficina de bordados. "Filhos costumam achar que mãe é só tanque, cozinha e reunião. Aqui, percebem um outro lado nosso, que nos une pela alegria e lhes dá orgulho", disse a dona-de-casa Solange Cristina da Silva, vice-presidente da APM. Para ela, "escola com problemas é aquela que não chama a comunidade". Em outra "ilha de excelência", a Escola Professor Andronico de Mello, na Vila Sônia, Zona Oeste, pais dos alunos novos, do 1ª ano do ensino médio, são chamados para conhecer a escola e suas regras um mês antes do início das aulas. "Esse ano, dos 800 novos pais, 760 vieram à reunião. E durante a semana, os que faltaram nos visitaram", disse a vice-diretora Altéia Turpin. (Diário de S. Paulo - 16/06/03)
Em Santo André, a Escola Professora Odinei Maria Martins Santurbano complementa o ensino tradicional com atividades interdisciplinares, como clube de leitura, oficinas de música, escola de cabeleireiro, teatro e artes cênicas, além de aulas de jazz e axé. Em Itaquaquecetuba,
na Grande São Paulo, a Escola Parque Piratininga II, para a Secretaria
Estadual de Educação, é exemplo em valorização
do ambiente escolar. Vencedora de vários prêmios, tem projetos
de pintura artística e esportes diferenciados, como tênis
de mesa, dama e xadrez.
A Luiz Gonzaga atende 2.100 pré-adolescentes do ensino fundamental (5ª a 8ª séries) e alunos do ensino médio. Encravada em um dos distritos mais pobres da cidade no Jardim São Luís, onde 26% dos pais de família ganham menos de R$ 480 e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no distrito é comparado ao de países da África, a escola se destaca pela limpeza, organização e ensino de qualidade. Diretora da escola há três anos, Maria Beatriz de Lana e Castro afirmou que a receita é a boa vontade. "Temos de trabalhar com alegria e transmitir isso às pessoas, melhorar a auto-estima da comunidade e, antes de tudo, sermos amigos dos alunos", ensinou. Na Escola Professor Andronico de Mello, na Vila Sônia, Zona Oeste, a receita é a rigidez aliada ao amor. Na escola, que atende adolescentes do ensino médio, não há nenhuma grade. Mesmo assim, os alunos consideram o lugar "linha dura". As regras da Andronico
são claras e os alunos as conhecem na ponta da língua. Celular
ou "walkman", só no intervalo. Saída antes do
fim da aula, só com autorização escrita dos pais
e confirmação por telefone. Baralho na sala de aula vai
para o lixo. Fumar é proibido. Beijo escandaloso, nem pensar. Se
acontecer, os pais podem até ser chamados.
"A criança tem de aprender a conviver com linhas de conduta às quais não está acostumada", diz a professora Neide de Aquino Noffe, da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Ela aconselha os pais a conversarem com a escola antes de tomar qualquer decisão. "Se a direção se comprometer a ajudar o aluno é preciso dar um voto de confiança", explica. "Há casos, porém, em que a escola diz que o aluno renderia mais em classes menores ou que ele não está se adaptando à linha pedagógica." Quando a transferência é inevitável, a dica é não tratá-la como uma perda. "A criança tem de entender que é só uma troca de amigos, professores, uniforme", diz Neide. E os pais precisam ter a garantia de que a nova escola irá acolher a criança. Em julho, as classes já estão formadas e a adaptação pode ser difícil. Segundo a professora, todas as decisões dependem do sinal verde das crianças. "Afinal, são elas que terão de enfrentar as novidades." Para que não ocorram os mesmos erros, o motivo da saída também deve ficar claro. A psicopedagoga Sílvia Amaral de Mello Pinto, coordenadora do Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento (Cade), ainda faz um alerta. "Se o motivo da transferência for o número de alunos em classe, é importante saber qual a proposta da nova escola. Algumas têm poucos estudantes porque são recém-inauguradas." A empresária Suzana Morelli Belotti, de 42 anos, tentou por dois anos manter a filha Pilar, de 9 anos, no mesmo colégio. Este ano, porém, a situação ficou insustentável. "A personalidade dela não combina com o perfil da escola", explica. Havia mais de um ano que ela percebia a insatisfação da filha. Recentemente, Pilar que cursa a 3ª série do ensino fundamental - andava triste e chegou a pedir para mudar de escola. Seguindo o conselho de duas cunhadas pedagogas, a empresária não perdeu tempo e transferiu a filha em maio. "No começo achei uma loucura, mas foi melhor. Ela entrou no início do segundo trimestre e não perdeu conteúdo." (Jornal da Tarde - 16/06/03)
Estudo finalizado no mês passado pela Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados aponta dois pontos centrais para que a proposta de criação do Fundeb um fundo a ser instituído para financiar o ensino básico não seja colocada em risco. São eles: o aumento de beneficiários alunos da pré-escola ao ensino médio, incluindo alfabetização de jovens e adultos e a definição dos recursos que irão para o fundo. O Fundeb, uma das propostas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve substituir o atual Fundef (Fundo de Valorização do Ensino Fundamental) a partir do próximo ano. A proposta para a criação do novo sistema de financiamento do ensino básico deve ser entregue até o final do mês ao ministro da Educação, Cristovam Buarque, pelo grupo de trabalho criado com esse objetivo. De acordo com o "Estudo sobre as possibilidades de continuidade do Fundef e o financiamento da educação básica no país", da consultora Mariza Abreu, um dos pontos que devem ser fundamentados na proposta é a previsão de aumento do número de alunos nos próximos anos, principalmente do ensino médio. Segundo o trabalho, quando o Fundef (implantado em 1998) foi formulado, era prevista uma redução de matrículas no ensino fundamental regular nos anos seguintes, porque essa etapa estava próxima da universalização e pela queda da taxa de crescimento demográfico da população. Em 1998, 7.079.742 alunos estavam matriculados na 1ª série do ensino fundamental. Esse número passou para 6.596.785 em 1999, chegando a 5.978.272 em 2001. "Assim, assegura-se a tendência ao crescimento do valor anual por aluno, pois, mesmo na hipótese irrazoável da estagnação da produção social e da arrecadação de impostos, o Fundef implicava razão na qual um mesmo volume de recursos seria dividido por um número de alunos a cada ano menor", afirma o estudo. De acordo com o trabalho, a receita do Fundef cresceu 76,5% entre 1998 e 2002 e o valor per capita aluno/ano, 67,6%. "Não é essa a realidade nem da educação infantil nem do ensino médio, cujas matrículas vêm crescendo ano a ano e tendem ainda a um aumento significativo no futuro próximo. Nesse caso, dividir recursos por matrículas traz em si o risco de um valor por aluno decrescente, com prejuízos evidentes para a qualidade do ensino, o que de resto aconteceu na expansão do atendimento do fundamental", diz a consultora. Somente em relação ao ensino médio, atualmente sob a responsabilidade dos governos estaduais, o Ministério da Educação acredita que haja 65 milhões de pessoas acima de 15 anos sem cursar essa etapa educacional. Para mudar esse quadro, além de criar o Fundeb, o MEC pretende, a partir de 2004, tornar o ensino médio gradativamente obrigatório, o que levará a União a repassar contrapartidas aos Estados, como merenda e livros. A consultora Mariza Abreu aponta ainda em seu trabalho a preocupação de que o MEC possa estender o critério de distribuição de recursos do atual Fundef -feita entre governos estaduais e municipais de acordo com a matrícula a cada ano- ao Fundeb. Isso poderia provocar a indução à escolarização de crianças com idade de até três anos sem condições e projeto pedagógico adequados, apenas para aumentar o valor recebido, ou então obstáculos à ampliação do ensino médio, já que a União tem uma capacidade limitada de complementar recursos. O coordenador do grupo de trabalho do Fundeb, Francisco das Chagas Fernandes, reconhece que a proposta do novo modelo de financiamento precisará ser fundamentada para evitar distorções. Segundo ele, é
necessário considerar as matrículas nos próximos
quatro anos. "Por isso o grupo está fazendo várias
simulações para depois apresentar ao ministro a proposta
de emenda constitucional a ser enviada ao Congresso", afirmou Fernandes,
que também é diretor nacional do Departamento do Fundef. (Folha de S. Paulo - 16/06/03) |
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