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O Cefet-PP (Centro Federal de Educação Tecnológico do Paraná) abriu nesta segunda-feira (17/11/) as inscrições para processo seletivo 2004. Os interessados devem se inscrever pela Internet até o dia 20 de outubro. Leia mais:
A FAL (Faculdade de Alagoas) está com as inscrições abertas para processo seletivo 2004. Os interessados devem se inscrever nas agências bancárias ou loterias credenciadas. Leia mais:
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Começa nesta segunda-feira (17/11) o período de inscrições para o vestibular de verão do Cefet-PR (Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná) em suas unidades. As inscrições pela Internet já estão abertas desde o dia 20 de outubro. O encerramento para os dois tipos de inscrição é no dia 23 de novembro. (UOL Educação – 17/11/03)
Os interessados no processo seletivo 2004 da FAL (Faculdade de Alagoas) podem fazer suas inscrições até o dia 28 de novembro entre 10h e 16h. A taxa é de R$ 10 e pode ser paga em agências bancárias ou lotéricas credenciadas. O candidato que preferir pode imprimir o boleto pela Internet e pagar nas mesmas agências. (UOL Educação – 17/11/03)
Pesquisas aqui e fora do Brasil indicam que as crianças estão engordando mais rapidamente que seus pais. No Brasil, estima-se que, na população de 6 a 18 anos, existam ao menos 6,7 milhões de obesos, se mantidas as taxas do último levantamento de 1997. Várias estudos revelam que o número de crianças e adolescentes acima do peso aumentou de 3% para 15% de 1975 a 1997, chegando a 6,5 milhões de crianças obesas, na época. Os homens adultos gordos passaram de 3% para 7% nesse período, e as mulheres, de 8% para 13%. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, a incidência de obesidade infanto-juvenil no Brasil cresceu 240% nos últimos 20 anos. Os dados constam do "Projeto Escola Saudável", documento que a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e várias outras instituições encaminharam aos ministérios da Saúde e da Educação pedindo socorro. Ou se faz alguma coisa rapidamente, a começar pela escola, ou o Brasil vai seguir o caminho dos EUA: estima-se que lá, no ritmo com que os obesos vêm crescendo, o país inteiro estará gordo em 30 anos. Terão que aumentar o tamanho dos bancos e as catracas dos ônibus, sem falar no número de doenças, que dobrará. A contra-ofensiva brasileira está começando pelas escolas e pela merenda escolar. A União, que repassa a maior parcela da merenda -R$ 0,18 para creches e pré-escolas e R$ 0,13 para o ensino fundamental, por aluno/dia-, tem incentivado Estados e prefeituras a contratarem nutricionistas. Dos 37,8 milhões de beneficiados pela merenda, a grande maioria ainda recebe alimentação inadequada. Por iniciativa própria, muitas escolas particulares e dezenas de cidades estão se adiantando e melhorando suas merendas ou cantinas, como Florianópolis, São Paulo, Piracicaba, Santos, Uberlândia e Recife. Diversos municípios já criaram um Conselho de Alimentação Escolar (CAE), que tem a participação da comunidade. O endocrinologista Gustavo Caldas, presidente do Comitê de Campanhas da SBEM, fez uma pesquisa com 900 alunos e 40 escolas de Pernambuco (50% públicas e 50% privadas). "O estudo mostrou que as crianças comiam poucas frutas e verduras, ingeriam muita gordura", relatou. "Não tomavam café da manhã e comiam mais nos períodos livres, especialmente quando viam TV", afirma Caldas. "A partir daí, levamos para as escolas um programa de educação alimentar, informando sobre o que comiam e os benefícios e os malefícios de cada alimento." O programa transformou-se no embrião do "Projeto Escola Saudável". Os especialistas estão preocupados também com os adultos, que acabam virando modelo. Nas casas onde os pais dão exemplo, as crianças comem de maneira mais saudável, constatou José Augusto Taddei, professor de nutrição e metabolismo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Taddei estudou escolas da região da Vila Mariana (zona sul de São Paulo) e constatou que o consumo de refrigerantes por criança, por ano, passou de 7 litros para 22,4 litros de 1975 a 1996. Merendeiras sem capacitação oferecem bolachas com recheio como uma maneira de manter as crianças felizes. "Em certos países da Europa, a TV é proibida de fazer propaganda de guloseimas e refrigerantes durante programas infantis", afirma Taddei. Nos serviços de obesidade infantil, como o da Unifesp e o do Hospital das Clínicas, o tratamento é multidisciplinar, e os pais também são acompanhados. "A participação da criança nas atividades é maior quando os pais são envolvidos", diz a endocrinologista Sandra Vilares, do ambulatório de obesidade infantil da Faculdade de Medicina da USP. A cada seis meses, ela seleciona 30 a 40 crianças que entram no serviço, de uma fila de espera que chega a 400. São crianças obesas, muitas já com problemas de saúde como colesterol alto e diabetes. "Em alguns anos, a média de idade de adultos que se tornam diabéticos cairá de 40 para 30 anos." Além de acompanhamento psicólogo, endócrino e nutricional, as crianças têm exercícios físicos três vezes por semana. Para os especialistas, as cantinas acabam agindo como vilões dentro das escolas, levando a criança a trocar a merenda por guloseimas e coxinhas engorduradas. Mas alguns defendem que nem todas as escolas devam oferecer refeições completas, o que acabaria tornando as crianças obesas. "Em escolas públicas centrais, onde a criança já vem alimentada de casa, a merenda deveria ser uma refeição leve", alerta Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia. Divergências à parte, o custo da obesidade deve duplicar em dez anos. Segundo a SBEM, os serviços de saúde do Brasil já vêm gastando R$ 1,45 bilhão com doenças relacionadas à obesidade. (Folha de S. Paulo – 17/11/03)
Ao longo de 2001, os 5.000 alunos do colégio Dante Alighieri, de São Paulo, consumiram 4.830 litros de sucos de frutas. No ano seguinte, o consumo saltou para 11.600 litros. Os números revelam o sucesso de uma experiência de mudança de hábitos alimentares na escola. Sem proibir o que "todo mundo gosta", a escola motiva os alunos a optarem por combinações saudáveis. A experiência começou em 1999 com a contratação da nutricionista Martha Fonseca Paschoa, 29. "Eu vinha de um hospital, onde eu decidia o que os pacientes iriam comer. Aqui, os alunos mandavam. Muitos compravam salgadinhos só por causa da figurinha. Os magrinhos pegavam a figurinha e deixavam a batata do lado. O gordinho vinha e comia." A nutricionista substituiu frituras por assados e colocou nas cantinas da escola cardápios com as calorias dos alimentos. Nas "vitrines", os sucos naturais estão em primeiro lugar. Refrigerantes existem, mas estão escondidos na geladeira. Brigadeiro, tem sim, mas custa mais caro que uma maçã. A cada dia, as crianças podem escolher o cardápio comum ou o light. Um restaurante foi aberto para atender os alunos que precisam estender seus horários. Eles escolhem o cardápio, contabilizando as calorias, mas não podem fugir do grelhado, arroz, feijão e salada. No próximo ano, a escola terá um "kit atleta", para os que participam de competições. "Todo mundo passou por treinamento, pois achamos que ensinar a comer é uma das funções da escola", diz Paschoa. Alunos acima do peso, ou com problemas como diabetes ou colesterol alto, são tratados individualmente. A partir da receita médica, a nutricionista prepara com o aluno um cardápio que é avalizado pelo médico. Vem sendo assim com Cícero Dias, 10, que tinha colesterol alto. "Médico e nutricionista elaboraram um cardápio que meu filho aceitou muito bem, e o colesterol voltou a níveis normais", afirma a psicóloga Maria da Glória Vicente, 43. (Folha de S. Paulo – 17/11/03)
Três anos atrás, só 30% dos 60 mil estudantes da rede pública de Piracicaba (162 km de SP) tinham a merenda na escola. Hoje, praticamente todos os alunos comem mais de uma refeição no início e nos intervalos das aulas. Estudantes do período noturno, que chegavam do trabalho sem comer e pouco absorviam das aulas, estão jantando antes de entrar na classe. Alunos que pouco apareciam voltaram a frequentar a escola. Uma das principais responsáveis pelas mudanças é a professora Jocelem Mastrodi Salgado, titular de nutrição humana da Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), de Piracicaba, e autora de dois livros sobre alimentação infanto-juvenil. Salgado tem a vantagem de há 20 anos trabalhar com alimentos. Avessa à prática de manter pesquisas nas gavetas, ela aceitou o convite para dirigir o Conselho de Alimentação Escolar (CAE) de Piracicaba, órgão formado por representantes da comunidade, incluindo pais e professores, e que tem a missão de vigiar a alimentação escolar, desde a compra até a elaboração do melhor cardápio. "Encontramos fraudes no peso e na qualidade dos produtos, porém o mais grave era o despreparo dos responsáveis pela merenda", diz ela. Uma das decisões foi oferecer cursos às merendeiras e passar a valorizá-las. Com R$ 0,23 por aluno/dia, a professora e sua equipe substituíram enlatados e legumes desidratados por produtos frescos, que são mais baratos. Constataram também que os alunos detestavam sopas e tinham nojo dos pratos e dos talheres de plástico, que retêm gordura e um cheiro ruim. "Estamos lutando para trocar tudo isso", afirma a dirigente do CAE. "E queremos espaços onde eles possam comer sentados e com dignidade. Ensinar a comer é um dos importantes papéis da escola." Outra parceria na qual a professora está empenhada é com as cantinas. O CAE quer que esses estabelecimentos passem a vender comida saudável, tornando-se parceiros da merenda. Caso não cooperem, uma portaria poderá obrigá-las a abrir 15 minutos depois de servida a merenda. (Folha de S. Paulo – 17/11/03) |
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