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Os casos de violência nas escolas municipais de São Paulo tiveram um aumento recorde no ano passado em relação aos três anos anteriores, de acordo com a Guarda Civil (GC). O levantamento tem como base as ocorrências registradas durante a ronda escolar da GC dentro e fora das 869 escolas municipais. Leia mais.
O governador Mário Covas anunciou que pagará neste mês um bônus que vai variar de R$ 750 a R$ 3.000 para os professores da rede estadual. Apenas 2% dos professores receberão o valor máximo. O critério para a definição do valor do bônus foi a assiduidade. Apenas 6.000 professores não tiveram nenhuma falta no último semestre. Leia mais.
Os casos de violência nas escolas municipais de São Paulo tiveram um aumento recorde no ano passado em relação aos três anos anteriores, de acordo com a Guarda Civil (GC) -antiga Guarda Civil Metropolitana, GCM. Somando-se as principais ocorrências -agressão, furto, atentado
ao pudor e entorpecentes, entre outros-, é possível verificar um
aumento da ordem de 81,5% em relação ao número de casos registrados
em 1999, ou de 48,3% em relação a 1997. O levantamento da Guarda Civil tem como base as ocorrências registradas durante a ronda escolar dentro e fora das escolas municipais. Na rede estadual, o policiamento é feito pela Polícia Militar. Além das 869 escolas (422 de educação infantil, 433 de ensino fundamental, oito de ensino fundamental e médio e seis de educação especial) fiscalizadas pela GC, a rede municipal de ensino inclui 726 creches, que atualmente não contam com esse policiamento. A maior parte das escolas mantidas pela prefeitura atende crianças de
7 a 14 anos. Para cumprir o que prevê o programa de governo e garantir fiscalização integral na rede (escolas e creches), a prefeita Marta Suplicy (PT) teria de usar nesse serviço 81,8% do quadro atual da guarda. Ou seja, seriam necessários 3.190 guardas, considerando dois turnos diários, com um policial cada. Segundo a assessoria da guarda, aproximadamente mil homens estão incumbidos
atualmente do policiamento nas escolas. A assessoria informou que cerca de 1.200
guardas que se formaram ano passado no curso preparatório da Guarda Civil
ainda não tiveram suas contratações homologadas. Com eles,
o efetivo subiria para 5.095 pessoas. O secretário de Governo da prefeitura, Rui Falcão, disse que
vai apresentar à prefeita, nas próximas semanas, condições
para viabilizar a ampliação do quadro de pessoal da GC. Ele acredita
que é possível conseguir os recursos para o pagamento de mais salários
e uniformes da corporação. Para o coordenador de pesquisa sobre violência do Instituto Fernand Braudel, José Vicente dos Santos, houve falha na atuação da Guarda Civil. Ele afirma que a segurança escolar deveria ser garantida por um trabalho conjunto da GC com as Polícias Militar e Civil. "Não se pode tratar a violência nas escolas isoladamente do que acontece no restante da sociedade." (Folha de S. Paulo)
Um dos indícios de mau uso são 12 mil chapas de compensado que estão apodrecendo em galpões da secretaria. "Essas chapas foram compradas em quantidade absolutamente desproporcional, sem o mínimo critério de planejamento. Elas estão armazenadas ao lado de milhares de cadeiras prontas. Por que comprar tantas chapas, se havia cadeiras já prontas?", questiona o secretário. Almeida cita como outros indícios de falta de planejamento a quantidade de tintas com prazo de validade vencida, além da entrega de telhas de amianto que já haviam sido pagas em 1999. "Desde que assumimos, não paramos de receber telhas e mais telhas. Ainda não sabemos o número exato, mas soubemos que elas já haviam sido pagas em 1999. Logo, alguém recebeu por um serviço que só está executando agora", afirma o secretário. Segundo Almeida, não havia necessidade para comprar esses materiais em quantidade tão grande. "Qualquer pessoa sabe que não é preciso estocar esses produtos nessa quantidade absurda. Com um mínimo de planejamento, é possível ir abastecendo aos poucos, de acordo com a demanda", diz. Com os resultados da investigação, o secretário afirma que pedirá uma auditoria interna ou externa para comprovar o emprego indevido do dinheiro público. O vereador Carlos Gianazzi (PT) afirma que está levantando provas para entrar com um pedido de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara Municipal para apurar irregularidades na gestão da educação nos últimos oito anos. Segundo o vereador, há indícios de superfaturamento em algumas obras, como é o caso das Emefs (escolas municipais de ensino fundamental) Teodomiro Toledo Piza, no Grajaú, e Heitor de Andrade, em Veleiros, ambas localizadas na zona sul. "Na Teodomiro Piza, serviço gerais de manutenção custaram R$ 110.587,96. Esse valor é alto demais e precisa ser investigado", diz o parlamentar. Gianazzi citou o exemplo também de escolas com obras malfeitas ou inacabadas. É o caso da Emef José Amadei, que fica em Jardim Quarto Centenário, também na zona sul paulistana. Lá, vários vidros estão quebrados, banheiros de alunos estão sem descarga funcionando, sem vaso sanitário, mictório ou pia, e os professores, para chegarem a sua sala, têm que usar uma escada de madeira improvisada. Segundo a Secretaria da Educação, 12 escolas da rede estão nessa situação. "Em algumas delas, se não houver condições de segurança, vamos atrasar o ano letivo em alguns poucos dias, que serão repostos no final do ano", diz o secretário Almeida. A Folha entrou em contato com o ex-secretário de Comunicação de Celso Pitta Antenor Braido. No início da tarde de anteontem e no início da noite de ontem, a reportagem deixou recados no telefone celular e na casa de Braido, mas o ex-secretário não se manifestou sobre as acusações. (Folha de S. Paulo)
O governador Mário Covas anunciou ontem que pagará neste mês um bônus que vai variar de R$ 750 a R$ 3.000 para os professores da rede estadual. Apenas 2% dos professores receberão o valor máximo. O critério para a definição do valor do bônus foi a assiduidade. Apenas 6.000 professores não tiveram nenhuma falta no último semestre. O valor mínimo será pago aos que faltaram mais de 12 vezes no último semestre (incluindo faltas abonadas e descontadas). Estão nessa situação 37% dos professores da rede. Os valores do bônus foram anunciados ontem em cerimônia de posse do novo secretário da Fazenda, Fernando Dall'Acqua, no Palácio dos Bandeirantes. No caso dos diretores, além da assiduidade, o valor do bônus será definido de acordo com a taxa de evasão da escola, seu resultado no Saresp (sistema de avaliação do ensino de São Paulo), tamanho da unidade, entre outros critérios. O governo do Estado gastará R$ 270 milhões para dar esse benefício. "A receita aumentou e a lei obriga a aplicação no ensino fundamental", explicou Covas. (Folha de S. Paulo) |
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