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A partir de maio o Ministério da Educação e a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, irá alfabetizar as mães de crianças do programa Bolsa-Escola. Cada mãe que aprender a ler e escrever no prazo de três meses de curso, vai receber R$ 50. Leia mais:
Algumas escolas públicas e particulares do Brasil estão funcionando em estado de calamidade. Onde muitas delas funcionam sem luz elétrica, entretanto possuem laboratórios, quadras de esporte, bibliotecas, porém não são encontradas com facilidades na maior parte das escolas. Leia mais:
Mais de dois milhões de mães de crianças que fazem parte do programa Bolsa-Escola serão alfabetizadas, a partir de maio, pelo Ministério da Educação. Protocolo entre o ministério e a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, assinado ontem, prevê o pagamento de R$ 50 às mães que aprenderem a ler e a escrever após os três meses de curso. O ministro da Educação, Cristovam Buarque, lembrou que mães alfabetizadas têm mais influência no rendimento escolar dos filhos. Dados do ministério mostram que 23% das mães de crianças do Bolsa-Escola são analfabetas, enquanto a média nacional de analfabetismo entre as mulheres é de 13,5%. A maioria, 50,7%, é de analfabetas funcionais. São 1,72 milhão de mães que têm até a 4 série, completa ou incompleta, mas apresentam dificuldades para ler e escrever. Cerca de 1,07 milhão de mulheres são consideradas analfabetas absolutas. Praticamente todas elas (95%) são chefes de família. O governo federal deverá investir R$ 200 por mulher, dos quais R$ 90 serão pagos aos professores por cada mãe alfabetizada. O restante dos recursos será gasto com material didático. O MEC arcará com os custos do programa e a orientação pedagógica. A Secretaria da Mulher, entre outras atribuições, vai ajudar as mães a encontrar lugar para deixar os filhos enquanto estudam. (O Globo - 18/03/03)
A infra-estrutura das escolas públicas e particulares do ensino fundamental no Brasil é deficiente, segundo o estudo "Geografia da educação básica", divulgado pelo Ministério da Educação. Bibliotecas, laboratórios e quadras de esportes não são encontrados com facilidade na maior parte das escolas. Até energia elétrica falta: 5% dos alunos estudam em escolas sem luz, incluindo as do ensino médio. O levantamento do MEC mostra que houve diminuição no percentual de crianças que estão em escolas com laboratórios, quadras de esporte, bibliotecas e equipamentos do programa TV Escola, lançado pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Em 1997, 24,2% dos alunos estavam em escolas de ensino fundamental que tinham laboratórios de ciência. Em 2001, eram 19,2%. A metade dos alunos tinha acesso a quadras de esporte em 1997. Em 2001, eram 48,8%. O censo escolar mostra que aumentou o número de alunos de 1 a 8 série no país desde 1997. Eram cerca de 32 milhões, hoje já são quase 38 milhões. Mas a maior parte deles está em prédios sem estrutura adequada e há poucos recursos para melhorá-las. O programa TV Escola é um exemplo. Quando foi criado, em 1996, a intenção era atender a todas as escolas com mais de cem alunos com antena parabólica, TV e vídeo. Em 1997, 57,3% das escolas de 1 a 8 série eram atendidas pelo TV Escola. Em 2001, 52,3%. Os cortes orçamentários fizeram com que o programa praticamente parasse de distribuir equipamentos, enquanto o número de escolas com mais de cem alunos só aumentou. Só a área de informática cresceu nas escolas. Segundo o estudo, que inclui escolas particulares, 25,4% dos estudantes têm acesso à Internet na escola e 24% têm laboratório de informática. Em 1999 apenas 8,7% tinham Internet. As escolas de ensino médio, segundo o estudo, estão em melhor situação do que as de ensino fundamental. Praticamente 100% dos alunos estão em escolas com água e luz, mais de 80% têm bibliotecas e a metade tem laboratórios de informática e ciências. Os problemas de infra-estrutura mostram diferenças regionais. No Norte, mais de 15% dos alunos do ensino fundamental estão em escolas sem energia. No Nordeste, são 10%. Sul e Sudeste têm praticamente 100% das escolas com luz. (O Globo - 18/03/03)
O valor do contrato é de R$ 1,5 milhão. O recurso, além de ser utilizado para a adaptação dos estabelecimentos de ensino, também será investido na capacitação dos profissionais para o atendimento dos alunos com deficiência física. (Agência Ponto Edu - 18/03/03)
Numa época em que especialistas de ensino se preocupam em como adaptar a educação às novas tecnologias, que avançam cada vez mais rápido, o Brasil ainda tem pelo menos 16 milhões de analfabetos, o que representa 13,6% das pessoas com 15 anos ou mais. Além disso, de cada cem alunos que entram na escola, 41 não terminam a 8ª série. (Folha Online - 17/03/03) |
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