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Estudantes de pré-escola e ensino fundamental das regiões atingidas pela seca continuarão recebendo merenda escolar durante as férias. "Em muitos municípios a única alimentação das crianças é na escola, por isso não podemos interromper o repasse de recursos", afirmou o ministro da Educação, Paulo Renato Souza. Leia mais (Folha OnLine)
A antropóloga Eunice Ribeiro Durham pediu sua demissão do CNE (Conselho Nacional de Educação), na última terça-feira (17/07). Ontem (18/07), o ministro aceitou o pedido. Ela será substituída pela atual secretária da Educação de São Paulo, Rose Neubauer. Leia mais
O MEC (Ministério da Educação) informou hoje que mais de 6,1 milhões de estudantes da pré-escola ao ensino fundamental das regiões assoladas pela seca receberão merenda escolar durante os 14 dias de férias do mês de julho. Segundo o ministério, a prioridade para o repasse de R$ 10,5 milhões será 1.133 municípios em estado de calamidade pública. "Em muitos municípios a única alimentação das crianças é na escola, por isso não podemos interromper o repasse de recursos", afirmou o ministro da Educação, Paulo Renato Souza. (Folha OnLine)
A antropóloga Eunice Ribeiro Durham entregou anteontem carta ao ministro da Educação, Paulo Renato Souza, pedindo sua demissão do CNE (Conselho Nacional de Educação). Ontem, o ministro aceitou o pedido. Ele nomeará a secretária da Educação do Estado de São Paulo, Rose Neubauer, 55, para seu lugar. Eunice, pesquisadora do Nupes (Núcleo de Pesquisa sobre Ensino Superior) da USP, é amiga de Paulo Renato e do presidente Fernando Henrique Cardoso. No início do primeiro mandato de FHC, comandou a Secretaria de Política Educacional do MEC. Ela foi uma das maiores defensoras do sistema de avaliação implementado em 1996 pelo governo, cuja face mais visível é o provão. Ultimamente, seus votos no conselho costumavam ser diferentes de posições do ministério. Em sua carta, enviada também para o presidente, Eunice afirmou que a concordância que ela e o ministro tinham em assuntos do ensino básico não se repetia em relação ao ensino superior. Conselheiros ouvidos pela Folha relataram que a gota d'água para o pedido de demissão foi o decreto do MEC que tira poder do conselho e centraliza no ministério as decisões sobre fechamento e avaliação de cursos. A Folha entrou em contato com Eunice, que afirmou que, "por uma questão ética", preferia não falar sobre o assunto, para que o presidente "não fosse informado pelos jornais de sua demissão". Mas antecipou que sua saída era também um protesto contra as acusações "falsas" feitas ao CNE. O conselho tem sido acusado por instituições de ensino e por meio de reportagens veiculadas com mais frequência nos últimos dois anos de atender a interesses de universidades particulares, facilitando a abertura de novos cursos superiores no Brasil. A nova conselheira, Rose Neubauer, é secretária de Educação desde o primeiro governo de Mário Covas, em 1995. Ela é filiada ao PSDB e pesquisadora sênior da Fundação Carlos Chagas, em São Paulo, além de professora da Faculdade de Educação da USP. Esta não foi a primeira vez que um amigo de FHC decide deixar o CNE. Em 1997, o filósofo José Arthur Giannotti saiu do conselho após discordar da transformação da faculdade Anhembi Morumbi, de São Paulo, em universidade. Para a vaga de Giannotti, foi escolhida Eunice, que agora deixa o CNE para dar lugar a Rose. (Folha de S. Paulo)
Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõe a inclusão de problemas sociais e ambientais no currículo oficial do ensino brasileiro. A proposta é do deputado Lincoln Portela (PSL-MG), que quer alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). O deputado pretende usar o projeto com finalidades diferentes nos ensinos médio e superior. Entre os secundaristas, o objetivo é criar a consciência social e ambiental. Para os universitários, o projeto visa a assegurar conhecimentos específicos para a gestão social e ambiental responsáveis em empresas. Segundo o deputado, o objetivo é que os futuros empresários, além de financiar projetos sociais e ambientais, adotem modelos de gestão social responsáveis. O projeto foi distribuído para a Comissão de Educação, Cultura e Desporto e para a Comissão de Constituição e Justiça e de Redação. As informações são da Agência Câmara. (Folha OnLine) |
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