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A Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP), e a Prefeitura lançam, no dia 1º de setembro, o projeto Educom.Rádio. A iniciativa, que será implantada em 26 escolas do município, pretende educar alunos, pais e professores, usando o rádio. Leia mais
O presidente interino Marco Maciel assinou a medida provisória que estabelece que as carteirinhas de estudante podem ser emitidas por qualquer instituição, associação ou grêmio estudantil. A medida compromete o atual modelo, que, só em 2000, levantou R$ 7,7 milhões cobrando pela emissão das carteirinhas. Leia mais
A Faculdade de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP) lança no dia 1º de setembro o projeto Educom.Rádio. O programa é o resultado de uma parceria entre o Projeto Vida e o Projeto Escola Aberta, ambos da Prefeitura de São Paulo, e o Programa Educom, do Núcleo de Comunicação e Educação da ECA. O Educom.rádio tem o objetivo de promover diferentes formas de comunicação na sala de aula e no conjunto das atividades educativas. A primeira experiência com a prática foi apresentada no dia 08 de agosto deste ano. O programa "Cala a Boca já morreu - porque nós também temos o que dizer", coordenado pela educadora Grácia Lopes Lima, foi uma simulação da proposta de educar usando os meios de comunicação (educomunicação). O programa envolverá professores, pais e alunos das escolas municipais. Inicialmente, serão 26 escolas participantes. Segundo o divulgador Donizzete Soares, o Educom.rádio deve atender a todas as escolas municipais até o ano de 2004, capacitando os envolvidos a criar e desenvolver programas de rádio.. Todas as escolas participantes irão receber os equipamentos necessários. Cerca de 620 pessoas participarão de oficinas e workshops sobre o tema, entre os dias 1º de setembro e 15 de dezembro deste ano. Após esse período, os professores capacitados darão continuidade ao programa dentro das escolas. "O objetivo do projeto é atingir a comunidade, e não somente os alunos. Por isso estamos nos empenhando para que os pais também participem", disse Donizzete. (Cássia Gisele Ribeiro)
O presidente interino Marco Maciel assinou hoje medida provisória que estabelece que as carteirinhas de estudante podem ser emitidas por qualquer instituição de ensino, associação, agremiação estudantl do país. A MP foi publicada no Diário Oficial hoje (20/08). A carteirinha, que hoje é expedida com exclusividade pela UNE (União Nacional dos Estudantes) e pela Ubes (União Brasileira de Estudantes Secundaristas), serve para que os estudantes consigam descontos dos valores cobrados dos ingressos em estabelecimentos de diversão e eventos culturais ou esportivos. A MP estabelece ainda que os estudantes, para conseguir desconto no transporte coletivo público, vão poder apresentar somente um comprovante de matrícula ou de frequência escolar fornecido pelo seu estabelecimento de ensino. Também fica determinado que, em eventos que oferecerem descontos para menores de 18 anos, o jovem precisa apresentar apenas um documento de comprovação da idade do estudante. A medida compromete o atual modelo de financiamento das entidades estudantis, que, só em 2000, levantaram R$ 7,7 milhões cobrando pela emissão das carteirinhas. Dos R$ 15 cobrados pela carteira da UNE em São Paulo, R$ 1,76 é gasto no material de sua confecção e R$ 13,24 são divididos em quatro partes iguais entre os caixas da UNE, da UEE (união estadual), do DCE (diretório central) e do CA (centro acadêmico) da faculdade do aluno. O diretor da UNE Danilo Moreira diz que ficou surpreso com o anúncio e afirma que o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, quebrou uma promessa de diálogo com o movimento estudantil. "Nós tínhamos pedido uma audiência com o ministro para falar da proposta dele para carteirinha e sobre a greve nas universidades federais. A assessoria tinha prometido agendar o encontro na semana que vem", disse. Danilo afirma que a entidade deve programar protestos contra a medida assim que conseguir se mobilizar. "Se essa medida provisória sair mesmo na segunda-feira, nós não vamos dar mais um minuto de sossego para o ministro. Vamos fazer protestos toda a semana. A atitude autoritária dele vai receber uma resposta à altura", diz. Para o tesoureiro geral da Ubes, Carlos Alberto Alves, 23, o fim do monopólio pode comprometer o acesso dos estudantes à meia entrada, pois a existência de diversas carteirinhas vai fazer com que os estabelecimentos rejeitem o documento. "O que chamam de monopólio, nós chamamos de padronização. É o que garante que o estudante tenha seu direito reconhecido em todos os Estados do país", diz. Até o horário de publicação desta notícia, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza não foi encontrado para comentar a MP. No início da semana, quando anunciou a intenção de acabar com o monopólio, o ministro disse que o objetivo da medida é "democratizar" o acesso dos jovens aos preços acessíveis, sem que seja requerida a ligação a uma entidade. Segundo ele, muitos estudantes reclamam da "mercantilização do direito à meia-entrada". A UNE acusa Paulo Renato de ter motivações eleitorais ao liberalizar a meia-entrada. Em uma enquete elaborada pelo Folhateen, respondida por 767 internautas, 61% disseram que o monopólio deveria acabar, 27% disseram ser favoráveis e 12% não sabiam que a UNE detinha a exclusividade. (Folha de S. Paulo)
O ensino religioso, que passará a fazer parte do currículo das escolas de ensino fundamental da rede estadual paulista a partir de 2002, será facultativo para os alunos, embora obrigatório às escolas. A situação é resultado do que o presidente do Conselho Estadual de Educação, Arthur Fonseca Filho, chama de contradição no artigo 33 da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que dispõe sobre o ensino religioso nas escolas. A LDB (uma espécie de Constituição da educação) estabelece a obrigatoriedade, mas o artigo 33 diz: "O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural, religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo". "Sé é básico, como pode ser facultativo?", questiona Fonseca Filho. Para ele, não haveria problema na obrigatoriedade, levando-se em conta o caráter generalista da matéria. "Vai abordar a história das religiões, ética e cidadania; não vai ter nenhum tipo de credo", afirma o conselheiro. O conteúdo da disciplina será elaborado em um encontro com representantes de várias religiões, previsto para setembro. Da primeira à quarta série, os professores se encarregarão de abordar questões religiosas dentro do conteúdo das outras disciplinas. Nas últimas séries haverá uma aula específica por semana. Nessa etapa o aluno terá a faculdade de escolher se assiste ou não à aula. Em que série isso vai ocorrer ainda deve ser decidido pela Secretaria de Estado da Educação, de acordo com Fonseca Filho. "O importante é passar o valor transcendente, sair da visão de grupo", diz o monsenhor Arnaldo Beltrami, porta-voz do arcebispo de São Paulo, d. Cláudio Hummes. "O ensino religioso é importante para dar a noção de Deus, a noção da responsabilidade social, da solidariedade, para que a nossa juventude já tenha um pouco de ética no seu comportamento", afirma o representante católico. "Sendo facultativo para os alunos, eu acho aceitável. Com a forma inicial que foi apresentada, de obrigatoriedade geral, não podíamos concordar", disse o presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Natan Berger. Para ele, o problema maior está em um professor conseguir transmitir um tema tão delicado com a imparcialidade necessária. Rolf Schunemann, representante da Igreja Luterana no grupo que estuda a matéria, disse que a igreja apóia a medida, embora ele, pessoalmente, tenha posição divergente. "O espaço público deveria ser neutro em matéria religiosa", afirma ele, para quem o ensino deveria ficar a cargo das instituições religiosas. Schunemann teme, no entanto, que o caráter facultativo da disciplina crie situações constrangedoras para os alunos ou suas famílias. "É uma matéria bastante delicada. A sociedade está engatinhando em termos de pluralismo religioso e ideológico", afirma. "Vamos pensar otimisticamente, que isso vai ajudar a criar cidadãos mais tolerantes sobre as opções religiosas." (Folha OnLine) |
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