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Os estudantes do ensino médio que prestaram Enem (Exame Nacional do Ensino) apresentaram desempenho regular. Os que eram de escolas particulares obtiveram melhor nota na redação do que os das escolas públicas. Leia mais:
O cursinho Etapa Vestibulares está oferecendo 1.500 bolsas para o curso extensivo 2004. Os interessados devem se inscrever até o dia 10 de dezembro nas unidades do Etapa ou pela Internet. Leia mais:
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Em sua sexta edição, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2003 reitera o que o resultado de anos anteriores mostrava. O desempenho dos estudantes que concluem essa etapa do ensino é regular, apresentando queda entre os alunos da rede pública, com renda familiar menor e pais com baixa escolaridade. Em números, isso significa que a nota média geral dos alunos na prova objetiva ficou em 49,55 e em redação, 55,36, numa escala de zero a cem. O tema da redação do Enem deste ano foi "A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo?". Enquanto a média da redação dos alunos que só estudaram em escola particular ficou em 64,44, a nota dos que frequentaram apenas a rede pública caiu para 52,77. Na parte objetiva da prova, com 63 questões de múltipla escolha, a diferença aumenta nota média de 64,21 para os da rede privada e 44,79 para os da pública. As desigualdades são ainda maiores quando é feita a comparação entre os resultados separados por renda familiar e escolaridade da mãe do aluno. Os estudantes com renda familiar de até um salário mínimo tiveram média 37,85 na prova objetiva. A nota sobe para 68,47 entre os que têm renda acima de 50 salários mínimos. Sempre usando a escala de zero a cem. Alunos cujas mães não têm escolaridade ficaram com nota média de 38,8 na prova de múltipla escolha. Para os de mães com pós-graduação, a nota vai a 65,31. Os alunos negros tiveram desempenho inferior, nas duas provas, ao dos brancos, amarelos, mulatos e pardos. "O Enem demonstra que a educação brasileira, especificamente o ensino médio, não tem sido capaz de combater as desigualdades regionais e socioeconômicas", diz o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Luiz Araújo. Criado com o objetivo de avaliar o aluno ao final do ensino médio e os que já concluíram essa etapa, o Enem foi feito neste ano por 1,3 milhão de 1,9 milhão de inscritos. A prova não é obrigatória, mas 426 instituições de ensino superior usam o exame como uma forma de seleção dos candidatos. Do 1,3 milhão de alunos que fizeram a prova, só 54 tiraram cem na objetiva e 578 atingiram a nota máxima em redação. Pela primeira vez, dois alunos conseguiram a nota máxima nas duas provas. Nas faixas de desempenho, 35,7% estão classificados de insuficiente a regular (nota de 0 a 40) na parte objetiva da prova e 49,4% de regular a bom (40 a 70). A presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Juçara Dutra Vieira, diz que houve uma preocupação do governo nos últimos anos em ampliar o número de alunos matriculados sem levar em conta a qualidade do ensino. "O que estamos vendo é uma exclusão dentro do ensino. A criança entra, mas não aprende." Segundo o secretário de Educação Média e Tecnológica, Antonio Ibañez Ruiz, o MEC já adotou medidas para melhorar a qualidade do ensino (veja texto abaixo). Os resultados do Enem são analisados a cada ano, isoladamente, porque a estrutura da prova é modificada. Por isso, diz o Inep, não é possível comparar os resultados de um exame para o outro. (Folha de S. Paulo – 21/11/03) A Secretaria de Educação Média e Tecnológica vai apresentar aos Estados uma proposta de mudança que permita criar o ensino médio-tecnológico. Ou seja, haveria um tipo de curso em que os alunos sairiam do ensino médio também com uma formação técnica, possibilitando a entrada do jovem no mercado de trabalho. Atualmente, ou o adolescente cursa os três anos de ensino médio ou frequenta aulas de um curso técnico. "A idéia é criar uma outra alternativa de ensino médio para tentar atrair os que estão fora e manter os que têm interesse no mercado", afirmou o secretário Antonio Ibañez Ruiz. Essa é uma das medidas citadas ontem por Ruiz como ações do MEC para tentar melhorar a qualidade do ensino. Para adotar a idéia, é preciso ampliar a jornada atual do ensino médio (que atualmente varia, em média, de quatro a cinco horas por dia). Outra alternativa é aumentar o tempo para conclusão. Um projeto-piloto deve ser adotado em 2004 no Paraná, em Santa Catarina e no Espírito Santo. Os Estados são responsáveis pelo ensino médio, que ainda não é obrigatório. Ou seja, alunos que terminam a 8ª série do fundamental ainda não têm garantia de oferta de vagas e de condições de permanência na escola. O Ministério da Educação também está com uma proposta de tornar o ensino médio obrigatório, como o fundamental (de 1ª a 4ª série), e expandi-lo, gradativamente até 2007, para quatro anos. Para melhorar a qualidade do ensino médio, Ruiz diz que uma das providências já adotadas é a distribuição de livros didáticos. O projeto-piloto do Plano Nacional do Livro do Ensino Médio vai atingir 1,3 milhão de estudantes. Nessa etapa, serão repassados exemplares de português e de matemática. Os professores serão incentivados a fazer cursos de formação continuada, principalmente em ciências e matemática. (Folha de S. Paulo – 21/11/03) Estão abertas até o dia 10 de dezembro as incrições para a prova que oferecerá 1.500 bolsas para o curso extensivo 2004 do Etapa Vestibulares. O candidato pode optar por fazer a prova no dia 12 de dezembro, às 14h30 ou às 19h30, ou no dia 13 de dezembro às 9h em qualquer uma das três unidades do curso. (UOL Educação – 21/11/03)
Estão abertas até o dia 10 de dezembro as inscrições para o vestibular 2004 da UCS (Universidade de Caxias do Sul), no Rio Grande do Sul. (UOL Educação – 21/11/03) |
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