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Com o aumento da fiscalização dos pais, escolas diminuem os pedidos abusivos freqüentes nas listas de materiais escolares. Educador acredita que a relação entre a escola e os pais está melhorando. Leia mais.
Prefeitura encontra merenda estragada em duas escolas de Olinda e pretende punir a administração passada. A distribuição de alimentos foi feita de maneira irregular; em algumas escolas sobrou merenda e em outras faltou. Leia mais.
O início do ano letivo está próximo e a lista de material escolar é, mais uma vez, a principal preocupação dos pais na volta às aulas. Uma relação extensa pode pesar bastante no orçamento da família. Para evitar prejuízos antes da compra, técnicos da Fundação Procon-SP, órgão de defesa do consumidor, e do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) fazem algumas recomendações aos consumidores. As duas instituições podem ajudar os pais a resolverem problemas com produtos adquiridos ou mesmo na relação com as escolas. De execução simples, as dicas vêm ao encontro do crescente interesse dos pais sobre os itens exigidos pelas escolas. Além de estarem exigindo seus direitos ao comprar, eles passaram a analisar criteriosamente as listas. Aparentemente, funcionou. Pais e diretores de escolas acreditam que o tamanho dos pedidos hoje é mais coerente, mas reconhecem que ainda há exageros. As listas variam, mas na opinião do diretor do colégio Mater Dei e presidente do Grupo (associação de algumas das maiores escolas particulares da capital), Sylvio Carneiro Gomide, elas diminuíram nos últimos dez anos. "As pessoas aprenderam a usar melhor o dinheiro e a cobrar seus direitos", avalia. "A escola acompanhou a mudança e a relação com pais está mais próxima." A advogada Kátia Regina de Oliveira concorda com Gomide. "Os pais estão preocupados em saber o que está sendo feito com seus filhos. Acho que as listas também mudaram em função disso", diz. Kátia tem dois filhos: o mais velho passou para a 1ª série e a menor acaba de ir para o jardim 2. "Não acho a lista deles abusiva. "Até acredito que 20% do material não é utilizado, mas o pedido é razoável." O bancário Alberto de Castro Júnior também desconfia que as escolas pedem mais do que o necessário, principalmente para as turmas de pré-escola e primário. Mas concorda com a lista da sua caçula, que passou para a 7ª série. "Este ano não tem abusos, a maior parte do material é de livros e cadernos", explica. Se tem alguma dúvida quanto ao uso, quantidade ou importância pedagógica do que está sendo pedido, Alberto não pensa duas vezes em procurar a escola da filha. "Quando acho algo questionável, procuro a escola para saber o por quê", afirma, acrescentando que também pesquisa o melhor preço antes de fazer a compra. Os educadores recomendam que os pais ajam com pulso firme quanto aos "pedidos da moda" feitos pelos filhos. O caderno enfeitado ou o estojo moderno podem representar mais do que um gasto extra. São também um momento para os pais imporem limites. "Essa é uma ótima situação também para que professores e pais ensinem que o mundo é feito de diferenças, que elas existem em qualquer lugar e de vários modos", sugere a pedagoga e diretora do Colégio Graphein, Nívea Fabrício. (O Estado de S. Paulo)
O secretário de Educação de Olinda, Horácio Reis, afirmou ontem ter encontrado cerca de uma tonelada de alimentos estragados destinados à merenda escolar, em duas escolas da rede municipal. "Isso é crime", disse ele, informando que os pacotes de macarrão, arroz, fubá e alho serão periciados para que a prefeitura possa responsabilizar a ex-prefeita Jacilda Urquiza (PMDB). Ele disse ter recebido denúncias de irregularidade na distribuição da merenda no início da gestão, tendo constituído uma comissão para fazer um levantamento nas 96 escolas da rede, onde estudam 29 mil alunos. A comissão encontrou a merenda estragada nas escolas Metodista Gladys Oberlin e Monsenhor Fabrício. No ano passado algumas escolas receberam quantidade excessiva de alimentos, enquanto outras não tiveram a cota necessária. "Não havia acompanhamento, nem fiscalização da quantidade e qualidade da merenda", avaliou. O secretário afirmou ainda que a prefeitura terá de contratar, de forma temporária, 441 professores e auxiliares para não comprometer o ano letivo. Reis disse que até o ano passado a rede municipal tinha 485 professores efetivos e 525 temporários. Destes, 408 tiveram seus contratos rescindidos em novembro. Cerca de 10 mil alunos ficariam sem aulas se a prefeitura não fizesse os novos contratos. A inscrição dos candidatos começa amanhã. Os professores de alfabetização até à 4ª série e os auxiliares (merendeira, vigilantes e serviços gerais) receberão um salário mínimo. Os professores da 5ª à 8ª série terão salário de R$ 228. (O Estado de S. Paulo) |
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