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Muitos alunos de escolas públicas não sabem ler corretamente e possuem nível baixo de aprendizado em matemática. Leia mais:
O ministro da Educação, Cristovam Buarque, pretende criar uma poupança para incentivar os alunos a concluir o Ensino Médio. Leia mais:
Classificando de "tragédia brasileira", o Ministério da Educação divulgou ontem um estudo, baseado em dados de 2001, mostrando o que entidades e professores vêm dizendo há algum tempo: o nível de leitura e o aprendizado de matemática da maior parte dos alunos estão entre intermediário e muito crítico. Poucos estudantes o que não chega a atingir 11%, dependendo da faixa analisada estão em um estágio de aprendizado considerado adequado ou avançado. Entre as características dos que têm grau de aprendizado "muito crítico", a maior parte deles (de 96% a 98%) é da rede pública e está fora da idade adequada para a série que cursa (de 58% a 84%). Além disso, muitos deles têm dificuldades decorrentes de fatores ligados à condição social. De acordo com o estudo, trabalham para ajudar nas contas de casa 30% dos estudantes da 4ª série que estão no chamado nível "muito crítico", 48% dos da 8ª série e o mesmo percentual no 3º ano do ensino médio. Estes alunos da última série do ensino médio têm ainda uma agravante: 76% estudam à noite. Usando dados do Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica) de 2001, o MEC divulgou ontem a pesquisa "Qualidade da educação: uma nova leitura do desempenho dos estudantes". "O quadro é dramático, e o governo precisa superar isso", disse o ministro Cristovam Buarque antes de anunciar as medidas para combater o problema. A primeira divulgação dos resultados do Saeb 2001, em dezembro passado, apontava que a nota média dos alunos da 4ª série do ensino fundamental caiu em relação a 1999. Nas demais séries 8ª e 3º ano do ensino médio, a média ficou estável. À época, o governo atribuiu o quadro de estabilidade da qualidade do ensino à inclusão de estudantes pobres no sistema, justificativa que a atual equipe do MEC não concorda totalmente. Para o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Otaviano Helene, devem ser levados em consideração fatores como preparação do professor, qualidade do ensino (para incentivar o aluno) e até apoio dos pais em casa. Considerado o mais importante exame do MEC para avaliar a qualidade da educação brasileira, o Saeb é aplicado a cada dois anos somente para alunos de 4ª e 8ª séries, além do 3º ano do ensino médio. O exame deste ano será aplicado em outubro próximo. Outro dado que chamou a atenção dos técnicos do ministério foi a desigualdade regional. O Nordeste tem os piores índices entre os estudantes das três séries. No caso da prova de língua portuguesa para estudantes da 4ª série, por exemplo, o Nordeste tem 33,42% no estágio muito crítico e outros 41,75% em crítico. Traduzindo: não foram alfabetizados adequadamente e quando lêem é de forma truncada ou apenas frases simples. De acordo com a secretária de Ensino Fundamental, Maria José Feres, o governo vai investir principalmente na valorização do professor para inverter esse quadro. O MEC tem um projeto de apoio financeiro a Estados e municípios para formação continuada de professores e compra de material didático. Serão investidos R$ 122 milhões no programa para atender a 5.000 cidades. Além disso, o MEC pretende implantar um projeto piloto que prevê uma bolsa para alunos que cursam o ensino médio no período noturno. O programa será em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, mas ainda não há o valor definido nem número de beneficiados. Na próxima sexta-feira, Cristovam também discute com os secretários estaduais da Educação as metas e o repasse de recursos, já que o ministério estará vinculando parte da verba ao cumprimento de programas e exigências. (Folha de S. Paulo - 23/04/03)
A maioria dos estudantes brasileiros chega à 4.ª série com graves dificuldades de leitura, muitas vezes sem capacidade de entender nem mesmo um convite para festa junina, e precários conhecimentos de matemática, sem conseguir somar valores com centavos. Diante de uma situação que considera "dramática", o ministro da Educação, Cristovam Buarque, quer ampliar o orçamento de sua pasta em cerca de 30% (mais R$ 5,7 bilhões) e convencer governadores e prefeitos para destinar mais verbas ao setor, que já consome cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB). Num claro recado à equipe econômica e antevendo as resistências que terá de enfrentar dentro do governo, Cristovam anunciou uma lista de metas para os próximos anos, prevendo dobrar o salário médio dos professores até 2007 e universalizar a pré-escola, o ensino fundamental e a alfabetização até 2006. "Não vou fazer disputa pessoal dentro do governo por mais verba para a educação. É o presidente Lula que sempre disse que a educação é importante e é ele que vai decidir, junto com governadores e prefeitos", afirmou. Na sexta-feira, Cristovam apresentará sua agenda aos secretários estaduais de Educação, de quem espera apoio para convencer os governadores a aplicar mais dinheiro no ensino pela Constituição, os Estados já destinam 25% de sua arrecadação ao setor. No próximo dia 8, ele estará com secretários municipais. Para Cristovam, o setor público tem recursos suficientes para aumentar os gastos com educação. "É questão de remanejar, tirar de um lugar e colocar noutro." O Ministério da Educação divulgou ontem a mais recente radiografia da baixa qualidade do ensino, com base nos resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2001. O trabalho mostra que as deficiências do aprendizado persistem na 8.ª série e no 3.º ano do ensino médio. Os dados do Saeb 2001 já haviam sido divulgados no ano passado. A novidade, agora, é que o ministério criou categorias para classificar o desempenho dos alunos. Assim, fica claro que o nível de conhecimento de 58% dos estudantes de 4.ª série, em língua portuguesa, era "crítico" ou "muito crítico" em todo o País, mesmo patamar apresentado por 52% dos alunos dessa série em matemática. Na outra ponta, apenas 4% dos estudantes tinham conhecimento adequado para a série em português e 6%, em matemática. Numa das questões da prova da 4.ª série, muitos alunos demonstraram não saber que a palavra "brava" pode ser substituída por "furiosa" e não foram capazes de identificar a idéia central de um texto. A dificuldade de compreensão de textos, segundo técnicos do ministério, prejudicou até a resolução de problemas matemáticos. A situação é pior no Norte e Nordeste, onde só 2% dos alunos avaliados estavam no nível adequado em matemática e 1% em português. Em todo o País, estudantes de escolas particulares tiveram desempenho melhor do que os das públicas, assim como os do turno diurno, filhos de pais com maior escolaridade, que não trabalhavam e tinham professores com salários mais altos. O diretor de Avaliação da Educação Básica, Carlos de Araújo, destacou que as notas no Saeb vêm caindo desde a sua criação, em 1995. O governo anterior justificava a piora pela incorporação de estudantes carentes, resultado da política de ampliação das matrículas que elevou de 92% para 96% o porcentual de alunos de 7 a 14 anos na escola. Cristovam defendeu investimentos na formação dos professores e a fixação de piso salarial para a categoria. (O Estado de S. Paulo - 23/04/03)
Entre as metas estão: 100% das crianças até 14 anos na escola até 2006; 100% das crianças até 17 anos na escola até 2010; toda criança até 10 anos alfabetizada até 2006; 95% das crianças terminando a 4.ª série em 2010; 80% das crianças terminando a 8.ª até 2006; 80% dos jovens até 17 anos concluindo Ensino Médio até 2010. Além disso, o ministro prometeu aumentar o salário dos professores. Sua meta é dobrar o valor até 2007, sendo 30% em 2004 e 20% nos outros anos. (Agência Ponto Edu - 23/04/03)
O Ministério da Educação usará neste ano os agentes comunitários de saúde como "agentes de leitura" para ampliar a abrangência do projeto de alfabetização do governo. A medida foi anunciada ontem pelo ministro Cristovam Buarque após se reunir com o colega Humberto Costa (Saúde). (Folha Online - 23/04/03)
A Universidade Presbiteriana Mackenzie inicia hoje o período de inscrições para o processo seletivo de inverno 2003. (Folha Online - 23/04/03)
O Cursinho da Poli, da USP (Universidade de São Paulo), está com as inscrições abertas para as turmas de maio até o próximo dia 2. A instituição vai oferecer 3.880 vagas. (Folha Online - 22/04/03)
A PUC-Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais) iniciou hoje o período de inscrição para o processo seletivo de inverno 2003. (Folha Online - 22/04/03)
A UnB (Universidade de Brasília) prorrogou até o próximo sábado, dia 26, o prazo de inscrição para o vestibular de inverno 2003. O período havia terminado no último dia 19. (Folha Online - 22/04/03) |
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