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O Senac São Paulo encerra na próxima quarta-feira (25/06) as inscrições para o vestibular de meio do ano. Os interessados devem se inscrever pela Internet. Leia mais:
A Unicamp está oferecendo seis mil isenções na taxa de inscrição para candidatos de famílias de baixa renda. Leia mais:
O Senac São Paulo está com inscrições abertas para o vestibular do meio do ano com a oferta de 640 vagas. Os interessados em iniciar a graduação já no segundo semestre terão à disposição 12 cursos, entre bacharelado e Tecnologia, em Turismo e Hotelaria, Gastronomia, Ciência da Computação, Gestão Ambiental e também Design Gráfico. As inscrições podem ser feitas, até quarta-feira, dia 25, pela Internet, por meio do site, www.sp.senac.br ou em uma das 60 unidades do Senac São Paulo distribuídas em todo o Estado. A taxa é de R$ 100. O exame será integrado com a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC-SP, nos dias 28 e 29. Para a classificação, o inscrito pode contar ainda com a nota do Enem. Quem ingressar nas Faculdades Senac no meio do ano continuará os estudos no Campus Senac em 2004. O objetivo é reunir os cursos em um único espaço físico, proporcionando aos alunos infra-estrutura completa e laboratórios com alta tecnologia, para consolidar a a excelência da Instituição. Só não serão transferidos para o campus os cursos ministrados em Águas de São Pedro e Campos do Jordão. Mais informações no 0800 883 2000. (Diário de S. Paulo - 23/06/03)
A inscrição no programa de isenção da taxa de inscrição deve ser feita de 1 a 19 de julho. As informações estarão disponíveis no site do vestibular a partir de segunda-feira (23). Durante o período de inscrição a ficha de isenção, que vem acompanhada de todas as instruções necessárias, deverá ser retirada pelos interessados em uma das 25 agências do Banespa que a distribuirão. Para pleitear a isenção o candidato deverá, necessariamente, ter cursado o ensino fundamental (1º grau) e médio (2º grau) integralmente em instituições das redes públicas de educação, estar integrado a domicilio com renda bruta correspondente a R$ 389,39 mensais por morador, já ter concluído ou estar concluindo este ano o ensino médio e ser residente e domiciliado no Estado de São Paulo. (Agência Ponto Edu - 23/06/03)
A cada 23 dias, a contadora Luiza Helena Nogueira Siqueira Rocha Pereira, de 35 anos, deixa sua cidade no interior do Rio para vir a São Paulo com a filha Larissa, de 6. Por cinco dias, ela a acompanha no Hospital do Câncer. Por causa das dificuldades do tratamento, no ano passado Larissa teve de parar os estudos. Neste ano, no entanto, ela estuda numa escola instalada no quinto andar do hospital. "Ela só se anima de vir para cá por causa da escolinha", diz Luiza. Larissa é uma das 80 crianças que participam da Escola Especializada Schwester Heine, a primeira a funcionar dentro de um hospital na América Latina. A iniciativa foi seguida por outras, mas faltam estatísticas. Há alguns anos, a Sociedade Brasileira de Pediatria lançou uma cartilha com os 20 direitos da criança e do adolescente hospitalizado estabelecidos pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), incluindo "desfrutar de alguma forma de recreação, programas de educação para a saúde e acompanhamento do currículo escolar". Quando, nos anos 80, a fundadora da Rede Feminina de Combate ao Câncer, Carmem Prudente, decidiu criar uma escola para as crianças em tratamento no Hospital do Câncer, muita gente achou que não daria certo. Com o apoio de amigos, voluntários e do prefeito Jânio Quadros, ela foi em frente e, em outubro de 1987, transformou a idéia em realidade. "A rede municipal nos cedeu dois professores, o hospital deu uma salinha, a Prefeitura deu armário e cadeiras velhas de palhinha e nós começamos", lembra Maria Genoveva Vello, diretora da escola, que acompanhou toda a luta . "No início, os médicos duvidavam, achavam que ia atrapalhar, mas com fé e vontade continuamos. A adesão e a resposta das crianças, que passaram a reagir melhor ao tratamento, fez com que eles mudassem de idéia." Hoje, o Hospital do Câncer é considerado pioneiro no serviço e virou referência no País. Com 13 professores dez da Prefeitura, dois do Estado e um do hospital, oferece o currículo escolar obrigatório, incluindo educação física adaptada e, segundo a chefe do Departamento de Pediatria, Beatriz de Camargo, atende todas as crianças e adolescentes que estão internados, recebendo tratamento ambulatorial ou na central de quimioterapia. "Quando a escola foi criada, as crianças costumavam ficar mais tempo internadas e a preocupação era não perderem o ano letivo", diz a médica. "Hoje isso é raro, mas o importante é ocupar a criança em algo produtivo para que ela sinta que, mesmo doente, deve participar e precisa continuar porque vai ser curada." Se o aluno não pode ir até a sala de aula, que conta com computadores, livros e brinquedos, os professores vão até os quartos. Eles também mantêm contato com as escolas de origem dos alunos, que lhes dizem quais são os conteúdos a serem lecionados. As provas são enviadas pelo correio e aplicadas no hospital e as faltas, abonadas. Revezando-se nas férias para que a escola não pare nunca, os professores fazem um atendimento individualizado, que respeita os horários de medicação e a disposição dos alunos, e evitam falar de doença. Nas atividades, as crianças são sempre acompanhadas pelas mães, que comemoram os resultados. "A escolinha é tudo para a minha filha e tem ajudado muito", diz a dona de casa Sandra Mara Barros, de 29 anos, mãe de Ana Carolina, de 5. Também especializado no atendimento a crianças com câncer, o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graac) mantém programa semelhante, o Escola Móvel, que ministra em média 1. 158 aulas mensais a 189 alunos com mais de 7 anos. Desses, 30% cursam de 1.ª a 4.ª série e 34%, de 5.ª a 8.ª. Experiência - Outra bela experiência é realizada pelo Hospital da Criança das Obras Sociais Irmã Dulce, que atende patologias variadas, como doenças pulmonares, infecciosas e de desnutrição. Um programa instituído em 2001 evita a perda do ano letivo. Após uma pesquisa revelar que problemas de saúde tinham sido responsáveis pela evasão escolar de 22% das crianças e adolescentes internados, atraso escolar de 30% e ausência de 10%, foram criadas quatro turmas duas de manhã e duas à tarde mantidas por dois professores e por um coordenador pedagógico da Secretaria Municipal de Educação, com o auxílio de médicos, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiras. No Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba, o acompanhamento escolar é feito por quatro professoras da rede municipal e oferecido a crianças que passam 20 dias ou mais internadas ou estão em tratamento continuado. Sempre respeitando as condições da criança e com carga horária de estudos menor, os professores trabalham com jogos, leitura e oficinas. Eles encaminham o material produzido pelos pacientes às escolas de origem, que acompanham os resultados e os reconhecem formalmente. Apesar de haver iniciativas bem-sucedidas, especialistas afirmam que a maioria dos hospitais ainda não cumpre a lei que assegura esse direito às classes hospitalares. "Todos concordam que quanto melhor a criança se sentir no hospital, mais rápido vai se recuperar", diz a pediatra e conselheira do Conanda Rachel Niskier. Entre as conseqüências estão o aumento da autoconfiança e da auto-estima, além de diminuição da ansiedade e dos traumas da rotina hospitalar. Segundo a presidente do Departamento de Cuidados Hospitalares da Sociedade Brasileira de Pediatria, Valéria Maria Bezerra Silva, nem todos os hospitais conseguem garantir os direitos da criança porque é preciso cumprir algumas etapas, que incluem fazer convênio com professores da rede pública de ensino, criar espaço para as aulas e ter material didático. "Os hospitais do Sul e do Sudeste estão mais bem equipados e se voltando mais ao aspecto humanitário e à sensibilização dos agentes de saúde do que os do resto do País, mas, em geral, em relação aos países desenvolvidos estamos atrasados", diz. "Em 98% dos hospitais americanos, por exemplo, há um profissional de saúde especializado em desenvolvimento infantil que acompanha a internação e ajuda a criança e a família a lidar com a doença." O educador Antônio Carlos Gomes da Costa vai além. Ele explica que todo ser humano nasce com potencial e tem direito de desenvolvê-lo. Também lembra que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é baseado em uma doutrina de proteção integral, que garante o direito à sobrevivência, desenvolvimento e integridade física, psicológica e moral. "No hospital, ela garante o direito à sobrevivência, mas não deve ter de sacrificar o direito ao desenvolvimento", explica o especialista. "A educação é a estratégia para alcançar isso." (O Estado de S. Paulo - 23/06/03)
O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) decidiu, na quarta-feira, anular o edital de licitação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) deste ano por não ter seguido uma regra prevista na Lei das Licitações. Mas a própria procuradoria jurídica do órgão contesta a decisão, tomada pelo presidente do Inep, Otaviano Helene. (Folha Online -
21/06/03) |
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