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O governo federal anunciará nos próximos dias o projeto “Segundo Tempo”, que irá promover atividades esportivas para alunos das escolas públicas fora do horário escolar. A idéia, segundo o secretário nacional de Esporte Educacional, Orlando Silva, é que as crianças e os adolescentes ocupem seu tempo de modo criativo. Leia mais:
Nos próximos dias começa a correria para comprar material escolar. Para que os gastos não comprometam o orçamento da família, o Procon de São Paulo elaborou uma cartilha alertando o consumidor a pesquisar os preços antes das compras. Leia mais: |
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Depois da escola, o programa de todo dia de Anderson, José, Nataly e Andressa é correr para o que chamam de praça, diante da favela onde moram, no Bairro do Limão, zona norte da capital. No espaço empoeirado, a pipa e o jogo de bola num campo de futebol improvisado ocupam os meninos. As meninas brincam de casinha, fazendo "bolo" com a terra que pegam do chão. E lá ficam até anoitecer. A idéia dos Ministérios do Esporte e da Educação é levar essas crianças de volta para a escola. Batizado de Segundo Tempo, o projeto que o governo federal anunciará nos próximos dias vai promover atividades esportivas para alunos das escolas públicas no turno manhã ou tarde em que não estão na sala de aula. "As crianças e os adolescentes são os mais vulneráveis aos problemas sociais", disse o secretário nacional de Esporte Educacional, Orlando Silva. "É importante que eles ocupem seu tempo de modo criativo." Para isso, o governo pretende capacitar professores de educação física das redes municipais e estaduais e estagiários, que receberão bolsa de um salário mínimo. "As atividades precisam explorar o lado educativo do esporte, não só se ater às regras dos jogos", disse Silva. O material esportivo será produzido por detentos de 42 presídios do País. A intenção é ter uma bola para cada 20 crianças, com atividades pelo menos duas vezes por semana. O projeto piloto começa em agosto em Goiânia, com 27 mil alunos de 137 escolas. A novidade deve chegar aos meninos e meninas que brincam na praça da zona norte da capital até o fim do ano, garantiu o secretário. A meta inicial é que o programa alcance 3.500 escolas de todas as capitais do País, atendendo 700 mil crianças. "Quando chove, aqui vira uma lama só, não dá pra jogar", diz José Welber de Moura Lopes, de 11 anos. "Na escola, é muito melhor porque tem quadra e treinador", completa o amigo Anderson Tavares Lima, de 8 anos. Entre as meninas, trocar a boneca pelo esporte nem sempre parece um bom negócio. "Gosto mais de brincar de casinha", diz Andressa da Silva Tavares, de 7 anos. Apesar de elogiar a iniciativa do governo, o professor da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (USP), Dante de Rose Junior, sugere que os alunos tenham também música e artes fora do período de aula. "Não se deve jogar nas costas do esporte todas as soluções para o País. O importante é que os jovens façam atividades." Segundo o secretário, o projeto Segundo Tempo abre uma brecha para a adoção do período integral nas escolas públicas. As crianças receberão uma nova merenda no turno em que estiverem praticando esportes, bancada pelo MEC. O governo investirá R$ 17 milhões no programa neste ano, parte do dinheiro repassado para as Secretarias de Educação. Quando a escola não tiver quadras esportivas, o governo fechará parcerias com clubes e com a Forças Armadas para garantir locais para as atividades. Em São Paulo, 89% das escolas estaduais e 100% das municipais de ensino fundamental têm quadras. (O Estado de S. Paulo – 23/07/03)
Faltando poucos dias para o fim das férias, recomeça a preocupação dos pais. Afinal, uma das primeiras despesas do segundo semestre refere-se ao material escolar, que afeta o orçamento doméstico. E, para que os gastos não comprometam os gastos da família, o Procon de São Paulo (www.procon.sp.gov.br) elaborou uma cartilha alertando o consumidor a pesquisar os preços antes das compras. Nos próximos dias começa a correria para comprar caderno, lápis, borracha, caneta, lápis de cor e cola, por exemplo. Diante da impossibilidade de adquirir cada item em estabelecimentos diferentes, pesquise a lista de material necessária como um todo. Antes de sair comprando à toa, verifique primeiramente quais os produtos que realmente estão em falta no material escolar de seu filho. Já no comércio, cabe ao consumidor avaliar a qualidade e o preço de produtos similares. Lembre-se: produtos sofisticados ou com características de brinquedo podem distrair a atenção da criança, prejudicando seu desempenho em sala de aula. O Procon orienta também que o consumidor sempre consulte, antes da compra, o cadastro de reclamações fundamentadas para saber se há problemas com os fabricantes ou fornecedores. Outro alerta: comprar de vendedores ambulantes pode não ser tão vantajoso. Embora o preço possa ser menor não há emissão de nota fiscal e, em caso de problemas, o consumidor fica sem a proteção do Código do Consumidor. (Diário de S. Paulo – 23/07/03) |
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