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Pelo segundo ano consecutivo, o cursinho pré-vestibular da Poli (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo) aumentou consideravelmente o número de vagas oferecidas. Para 2001, serão 15 mil, contra 9 mil em 2000 e 850 em 99. Leia mais.
O presidente americano, George W. Bush, anunciou mudanças no sistema de ensino do país. Ele enviará ao Congresso um projeto de lei que inclui testes anuais e oferta de verbas federais aos pais que desejarem retirar seus filhos de escolas públicas para matriculá-los em particulares. Leia mais.
A Escola Politécnica
da Universidade de São Paulo (Poli-USP) praticamente dobrou o número
de vagas para o seu tradicional cursinho pré-vestibular, voltado para estudantes
de baixa renda. A quantidade de vagas subiu de 9 mil em 2000 para 15 mil neste
ano. Em 1999, eram apenas 850. (Valor Econômico)
O presidente Bush apresentou na terça-feira (22) um pacote de educação que, alegou ele, permitiria que os distritos escolares se aperfeiçoassem com ajuda de Washington, de modo que, no final, "nem uma única criança" ficasse desprovida de educação decente nos Estados Unidos. "É hora de nos unirmos em torno desse objetivo", disse Bush em uma cerimônia na Casa Branca. Ele disse que, com uma nova administração e um novo Congresso, jamais surgiria uma oportunidade melhor. "Temos uma chance de pensar de maneira nova, de agir de maneira nova", declarou o presidente. Bush havia prometido fazer da educação sua primeira prioridade, e suas idéias gerais sobre o tema são bem conhecidas. "Hoje, estou oferecendo mais do que princípios gerais", disse ele. Bush afirmou que em breve ele enviaria ao Congresso um projeto de lei que tem por objetivo elevar os padrões educacionais dos Estados Unidos, com base em quatro pilares básicos: testes anuais de leitura e matemática, em todas as escolas do país, para os alunos entre a terceira e a oitava séries; controle local das escolas; assistência federal aos distritos escolares, e oferta de verbas federais aos pais que desejem remover seus filhos de escolas públicas com ensino abaixo do padrão e matriculá-las em colégios privados. Esse último ponto tem gerado debates generalizados, e certamente voltará a fazê-lo. A maior parte dos democratas temem que o uso dessa forma de crédito educacional para ajudar os pais a custear a educação privada de seus filhos termine por solapar o sistema de ensino público. Bush disse que esperava que o Congresso agisse a respeito desses planos até o terceiro trimestre, em tempo para começar a aplicá-los no ano letivo que começa em setembro que vem. "Não haverá mudança se desdenharmos ou desmantelarmos o papel federal na educação", disse Bush. "Acredito firmemente no controle local das escolas, e confio em que as pessoas de cada cidade serão capazes de mapear a rota da excelência educacional para suas crianças. Mas a excelência educacional para todos é uma questão nacional e, no momento, uma prioridade presidencial. Já vi como a verdadeira reforma da educação pode elevar o desempenho dos alunos nas escolas e efetivamente mudar vidas". Bush tocou no tema duplo de "autoridade" e "responsabilidade" para os distritos educacionais locais -a autoridade para fazer aquilo que eles consideram melhor e a responsabilidade pelos problemas que suas decisões possam vir a causar. O presidente falou de construir "escolas e distritos escolares", e não burocracias, e acrescentou que "não existe tamanho único". O tema dominante no discurso do presidente, "não deixemos nenhuma criança para trás", ecoa o lema, adotada uma década atrás, do Fundo de Defesa das Crianças. Que um presidente membro do Partido Republicano e um dos principais grupos liberais do país compartilhem de um slogan reflete a recente concentração do debate educacional em questões cada vez mais estreitas referentes às crianças pobres e membros de minorias nas escolas dos centros urbanos dos Estados Unidos. Da promoção social à escola de verão, dos padrões à questão da responsabilidade, da educação pré-escolar aos programas pós-escola, e até mesmo no contencioso debate sobre créditos públicos à educação privada, os rostos infantis que estão sendo usados para vender virtualmente todas as propostas de reforma da educação hoje em dia tendem a ser bem diferenciados. Para Bush, o programa de educação concentrado no combate à pobreza representa sua melhor esperança de apoio bipartidário, e poderia lhe valer até mesmo a aprovação de um adversário de campanha, o senador Joseph Lieberman. O senador Edward Kennedy, democrata de Massachussets, disse depois de se reunir com Bush hoje que os democratas queriam, de fato, cooperar com ele a respeito dessa questão. "As áreas que ele mencionou e sobre as quais estamos em acordo são bastante substanciais, acredito", disse ele. "Eu, pessoalmente, estou interessado em agir". "O que é importante hoje é que termos um presidente que quer estabelecer uma forte prioridade para a educação e acredito que teremos pessoas em posição de liderança na Câmara dos Deputados e no Senado que desejam trabalhar com ele e realizar alguma coisa significativa", disse o senador Kennedy. (The New York Times)
Durante encontro no fim da tarde de ontem com o comandante-geral da Polícia Militar (PM), coronel Rui César Melo, a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), destacou que pretende abrir as escolas municipais nos fins de semana. O objetivo seria complementar programas de combate à criminalidade e oferecer mais lazer à população, principalmente da periferia. "A abertura de colégios nos sábados e domingos dá possibilidade ao jovem de canalizar sua agressividade para algo produtivo", justificou Marta. "Temos de combater a exclusão social em áreas pobres, onde o jovem que não encontra opções." Segundo o coronel, futuramente será discutida uma colaboração entre a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Polícia Militar. "A Prefeitura pode ajudar muito com o policiamento dos guardas-civis nas escolas municipais", avaliou. Ele lembrou que a PM já realiza um programa de prevenção nos colégios, denominado Ronda Escolar. Ficou definida ainda uma parceria com a PM para aumentar a segurança sobretudo em locais próximos de escolas. Os detalhes desse trabalho integrado devem ser anunciados nas próximas semanas. No encontro de ontem, realizado no Palácio das Indústrias, sede da administração municipal, a prefeita também solicitou que a Polícia Militar aumente o número de guardas no centro da capital paulista. "A segurança faz parte do nosso projeto de revitalização da área", justificou. Nos próximos dias, equipes da Prefeitura e da corporação devem reunir-se para a discussão de projetos. "Temos de ser rápidos, pois as aulas começam em fevereiro", salientou Melo. (O Estado de S. Paulo)
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