|
||||||||||||||||||||||
|
Para incentivar os jovens a ler, a Secretaria de Estado da Cultura criou o programa "São Paulo: um estado de leitores". Leia mais:
O ministério da Educação e a Confederação Nacional da Indústria vão alfabetizar 2 milhões de jovens e adultos até 2006. Leia mais:
Criar o hábito de leitura entre jovens é a principal meta do programa São Paulo: um Estado de Leitores, lançado ontem pela Secretaria de Estado da Cultura. Entre as propostas do projeto, estão a dinamização de bibliotecas já existentes, o estímulo para criação de novas livrarias e uma campanha de conscientização. O programa foi lançado um dia depois de o MEC (Ministério da Educação) ter divulgado estudo que mostra o nível de dificuldade para leitura entre estudantes brasileiros. Baseado em dados do Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica) de 2001, o MEC concluiu que o conhecimento de língua portuguesa e de matemática é uma "tragédia". São Paulo está mal colocado no ranking de compreensão de português entre alunos da 8ª série do ensino fundamental. O percentual de alunos num estágio muito crítico (não são bons leitores) é de 6,17%. A média nacional é de 4,86%. O Pará tem 1,9%. A apresentação do programa, sob responsabilidade da secretária de Cultura, Cláudia Costin, e coordenação de Ottaviano de Fiore, teve a presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e de intelectuais e empresários, entre eles José Mindlin, nomeado presidente do Conselho Estadual da Leitura, que tem ainda as escritoras Ruth Rocha e Tatiana Belinky em sua composição. Entre as ações imediatas do programa, Costin cita o início das reformas para a transformação da Casa das Rosas em espaço de leitura, a implantação de 17 bibliotecas na Polícia Militar, a criação de bibliotecas no Metrô e um projeto de levar escritores ao interior. (Folha de S. Paulo - 24/04/03)
O Ministério da Educação assinou ontem com a CNI (Confederação Nacional da Indústria) um convênio para alfabetizar 2 milhões de jovens e adultos até 2006 dentro do Programa Brasil Alfabetizado. A parceria deve custar R$ 600 milhões, divididos igualmente entre o governo e a CNI. Os departamentos regionais
do Sesi (Serviço Social da Indústria), vinculado à
CNI, vão selecionar os alunos. Com início previsto para
julho, o projeto terá como público-alvo o analfabeto absoluto
a partir dos 14 anos. Serão 25 estudantes por turma, com duas horas
de aula por dia, por seis meses. Durante a solenidade para a assinatura do convênio, o aluno do Sesi José Pereira Lima, 52, pediu em seu discurso que o programa não caia no esquecimento. "O caminho do brasileiro está na ponta do lápis", disse ele, que começou a aprender a ler em maio de 2002. Na solenidade, estavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Cristovam Buarque. Discursando após Lima, o ministro disse que a alfabetização de adultos não depende só do governo, mas também do aluno. Esse é o terceiro convênio assinado pelo MEC para o Brasil Alfabetizado. Na semana passada, foram acertadas parcerias com o governo da Paraíba e com a Pastoral da Criança. A meta do governo federal é alfabetizar 20 milhões de pessoas em quatro anos e 3 milhões até o fim de 2003. Para isso, a Secretaria Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo tem R$ 273 milhões previstos no Orçamento. (Folha de S. Paulo - 24/04/03)
'MAB' vem das iniciais do nome do criador o professor Márcio Barbosa e consiste num conjunto de macetes que transformam em mágica cálculos difíceis do dia-a-dia. "Meu primeiro objetivo é contagiar as pessoas com a beleza da matemática", diz o professor Barbosa. Para aprendê-lo, basta assistir ao 'show' do professor por alguns minutos. O gravador de jóias Leandro Gomes, de 26 anos, ficou de boca aberta: em 15 segundos, o engraxate Sandro Augusto da Silva Santos, de 14, fez a conta 89773374 menos 58966241. "É rápido demais", disse Leandro, depois de aprender uma das técnicas. O método ensina, entre muitas técnicas, a fazer tabuada com as mãos e deixa mais fáceis e rápidas as contas de subtração. O curioso que parar para ouvir o professor também pode aprender a extrair a raiz quadrada de 1849 num instante. "O jeito que a escola ensina não é didático", diz o professor Barbosa. "Já os meus algoritmos, que são generalizados, encantam as pessoas." Engraxates que abandonaram a sala de aula para perambular pelo centro em busca de trocados são os alunos preferidos de Barbosa. "Esse aqui não sabia quando era 3 vezes três. Veja só o que ele faz agora", conta ele, enquanto o garoto Sandro ensina extração instantânea de raiz cúbica a um passante. "Você não imagina o que eu posso fazer com os garotos da Febem." Aulas na rua e palestras não custam nada. Quem se interessar pode comprar a apostila com o método a R$ 20 ou a fita de vídeo (R$ 30). "Mas vendo pouco aqui na rua", diz o professor, que lucra mais com vendas depois de palestras em cursinhos e universidades, "Mas gosto de gastar meu tempo livre ensinando na rua o que todo mundo deveria saber." Quando o professor Barbosa chegou a São Paulo, no começo do ano passado, o Ministério da Fazenda lhe cedeu um salão para dar aulas gratuitas a candidatos a fiscais do INSS. "Foram quase 10 mil pessoas", conta. No Educafro, uma organização destinada à educação de negros, foram quase 20 mil alunos, segundo Barbosa. Agora, ele quer ver o método MAB aplicado nas escolas públicas. "Já fui ao Ministério da Educação apresentá-lo", diz ele. Instituir o método não deverá ser tão simples assim. "Matemática não é apenas fazer contas", diz a professora Edna Maura Zuffi, da USP-São Carlos. "O importante é aprender que conta fazer, a conta em si pode ser resolvida com uma calculadora de R$ 1,99." Enquanto o método MAB não migra para os livros didáticos, o professor Márcio Barbosa continua dando instruções aos curiosos que o rodeiam nas ruas de São Paulo: "Peque seu trem, pegue seu ônibus e vá treinando. É a matemática básica." (Jornal da Tarde - 24/04/03) |
|
||||||||||||||||||||