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A partir de 2004, o Ministério da Educação (MEC) pretende ampliar o ensino fundamental para nove anos. Com essa mudança, a rede pública iria oferecer vagas na primeira série para alunos a partir dos seis anos. Lei mais:
Se nada for feito, na próxima quinta-feira (29/05) os estudantes da rede estadual de ensino do Paraná irão ficar sem transporte escolar. Leia mais:
A proposta que amplia o período do Ensino Fundamental já foi apresentada aos secretários estaduais e municipais de Educação e à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e teve boa recepção. A implantação começa no próximo ano, com 460 mil crianças de seis anos que não freqüentam a pré-escola. A implantação
de mais um ano no Ensino Fundamental depende da liberação
de R$ 2,6 bilhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento
do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério
(Fundef).
A estimativa da AMP é de que os municípios tenham que desembolsar R$ 130 milhões neste ano para manter o transporte escolar em execução. Este valor é quase o dobro do que foi gasto no ano passado, devido aos aumentos no preço do óleo diesel. Esta verba também não inclui os gastos com a manutenção dos veículos. A decisão de
interromper o serviço de transporte escolar prestado pelas prefeituras
será confirmada amanhã. De acordo com a lei, cabe aos municípios
o transporte de alunos de 1.ª a 4.ª série, e ao estado,
o transporte de estudantes de 5.ª a 8.ª série do Ensino
Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e
Adultos. Ba-be-bi-bo-bu. Lembra? Pois é, hoje está tudo mudado. Desde a alfabetização que não é mais silábica e sim por uma associação de palavras até a preparação para a faculdade. O ensino brasileiro amadureceu nas duas últimas décadas e, com isso, escolher a escola para seu filho passou a exigir uma reflexão mais afinada e abrangente. Não basta pensar na localização, no preço ou no índice de aprovação no vestibular. Hoje, é fundamental que a família estabeleça um vínculo mais estreito com a instituição de ensino. A escolha da escola ideal deve ser pautada pelos valores dos pais e pelas características da criança. O primeiro passo como aconselham os profissionais da educação é não se deixar levar pelo tradicional ranking de escolas. Quem dá ouvidos àqueles que afirmam que determinado colégio é o melhor corre riscos. Se as crianças têm personalidades e históricos familiares diferentes, jamais poderiam ser todas adequadas àquela suposta "primeira escola". Crianças com aptidões artísticas podem não se dar bem em escolas preocupadas com o vestibular. Como saber qual é a melhor escola para o seu filho, entre as mais de 800 do ensino particular paulistano? A psicopedagoga e supervisora educacional Clélia Pastorello, juntamente com a ISTOÉ SÃO PAULO, pinçou 36 sugestões de escolas particulares do ensino fundamental e médio, apesar de suas diferentes linhas pedagógicas, são competentes na arte de ensinar. Há na rede particular do município de São Paulo, segundo a Secretaria Estadual de Educação, um total de 277 escolas de ensino fundamental, 41 de ensino médio e 498 "escolonas", que possuem ensino médio e fundamental. Cada uma com suas particularidades. "As crianças são mais flexíveis. O grande desafio na escolha das escolas está na capacidade de adaptação dos pais", alerta Cláudia Arantangy, especialista em formação de professores na rede pública. "Famílias que sabem quais os valores que querem para seu filho têm melhores condições de escolher", completa a especialista, formada em educação física pela USP, mãe de quatro filhos e uma das cabeças da equipe do Ministério da Educação (MEC) que elaborou os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Iniciativa do governo FHC, os PCNs estipulam as disciplinas e o conteúdo ideal a ser ensinado. "A principal inovação dos PCNs é o uso do que se chama 'temas transversais'", explica Cláudia. Ou seja, assuntos relativos à ética, saúde, orientação sexual, meio-ambiente... Outro fator é a preocupação da escola na reciclagem do corpo docente. A Escola da Vila, no bairro do Butantã, é famosa por atrair mestres de todo o País interessados em formação curricular e não cobra os cursos de seus professores. Mas o cuidado na escolha da melhor escola para o seu filho não pára por aí. Atualmente, as instituições de ensino têm discursos muito parecidos. "Dizer que valoriza a cidadania, explora o conhecimento ou que adota os PCNs não basta", alerta Clélia. A empatia com a escola é fundamental. Visitá-la, conversar com outros pais e checar a aplicação do que se prega são práticas que ajudam. A psicanalista de crianças e adolescentes Ana Olmos aconselha a família a não se restringir a procurar escolas que reproduzam uma postura ou ideologia tradicional dentro de casa. "Não podemos esquecer de que a escola deve complementar os valores da família." O diálogo com os pais é um dos pontos fortes da Escola Vera Cruz, no bairro de Alto de Pinheiros A instituição permite que os alunos de quinta a oitava série saiam da escola durante o recreio. Com o aumento da violência, pais reivindicaram que os portões fossem fechados. "Impedir que os alunos saíssem da escola iria contra nossos princípios. O recreio na praça ajuda a criança a se sociabilizar", explica a diretora do ensino fundamental, Stella Mercadante. Para não abrir mão de seus valores, ela recorreu à democracia. Fez uma pesquisa entre as famílias dos quase 500 alunos envolvidos. Resultado: os portões não se fecharam, mas a segurança foi triplicada e o lazer restrito à praça. Com objetivos bastante claros, o Colégio Bandeirantes é um exemplo de instituição que está preocupada em preparar seus alunos para o vestibular de universidades consagradas. Tanto que é uma das poucas escolas da cidade que começa na quinta série do ensino fundamental e vai até o terceiro ano do ensino médio. "Daqui saem candidatos a profissões tradicionais", avalia Emerson Bento Pereira, coordenador de atividades culturais da escola. Sem cerimônias, a instituição aconselha a repetentes reincidentes que procurem outro colégio. Há, ainda,
riscos mais graves, como o de comprar gato por lebre, (Isto É - 28/05/03)
As escolas estaduais de São Paulo devem receber a partir de agosto o programa Escola da Família: Espaços de Paz, que abrirá os colégios aos sábados e domingos para atividades de cultura, lazer e esporte. (Folha Online - 26/05/03) |
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