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Cerca de 10 mil alunos da rede municipal de ensino paulistana recebem leite e bolacha na merenda escolar. A prática sempre fora criticada pelo PT. Leia mais:
Cerca de 10 mil alunos da rede municipal de ensino recebem leite e bolacha na merenda escolar. A prática, sempre criticada pelo governo petista, também contraria o que divulga a Prefeitura de São Paulo, segundo a qual "todos os alunos" da rede municipal recebem almoço ou jantar nas escolas. Mas, segundo a Secretaria
Municipal do Abastecimento (Semab), há oito unidades ainda servindo
a cerca de 10 mil alunos a chamada merenda seca (bolacha doce ou salgada,
bolo, cereal, leite ou suco). Outras 25 escolas, onde estudam cerca de
28 mil crianças e adolescentes, teriam "se virado precariamente",
segundo o secretário do Abastecimento, Valdemir Garreta. "Há
escolas que tiveram ajuda dos pais. Outras colocaram outros funcionários
da limpeza" para fazer a merenda." A distribuição de refeições a todos os alunos da rede foi uma das principais promessas da prefeita Marta Suplicy e serviu de vitrine ao PT na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. Em peças de marketing institucional, a prefeitura divulga que os alunos não recebiam mais apenas "um copo de leite e duas bolachas". O secretário do Abastecimento atribuiu ontem o problema à falta de funcionários e de equipamentos. Teria sido isso o que ocorreu com o anexo da Emef Cândido Portinari, em Perus (zona norte). Inaugurado em junho de 2002 para acomodar 450 alunos, a unidade nunca serviu refeições só merenda seca. Instalada em um prédio alugado, onde funcionava um mercado, até o início do ano a escola não tinha cozinha. Hoje, há o espaço e um fogão. Anteontem, por exemplo, o cardápio da manhã das 7h às 11h foi leite e bolo. À tarde das 11h às 15h foram servidos cereais com leite. Segundo o secretário
Garreta, a situação nas 33 escolas se deve ao fato de elas
terem sido inauguradas "recentemente" e será normalizada
no próximo dia 1º. A empresa contratada oferecerá funcionários e equipamentos e fará a merenda na própria escola. Hoje, 149 unidades municipais funcionam assim. A prefeitura gasta com o serviço R$ 1,7 milhão por mês. Cada refeição sai por R$ 1,19. A merenda direta custa R$ 0,60, sem contar os gastos com funcionários, transporte e infra-estrutura. Em 2002, a prefeitura gastou R$ 100 milhões com alimentação escolar. Em 2000, último ano da gestão de Celso Pitta, o investimento na área foi de R$ 42 milhões, segundo o governo. (Folha de S. Paulo - 27/03/03) |
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